Osvaldão
Política

Em memória de Osvaldão

Em memória de Osvaldão

Paulo Henrique Costa Mattos

Em 4 de fevereiro de 1974, um dia como hoje, era barbaramente assassinado Osvaldo Orlando da Costa, militante do PCdoB, que tive o prazer de estudar e relatar suas aventuras e ações no livro Vida Vermelha – História da Esquerda e da Guerrilha do Araguaia, lançado em 1998. Osvaldão foi vitimado covardemente pelo Exército brasileiro nos estágios finais da ofensiva militar que aniquilou a luta armada no Brasil e a Guerrilha do Araguaia, na região do Sul do Pará e Norte de Goiás, hoje Estado do Tocantins.

Osvaldão é uma das figuras mais emblemáticas que já tive a felicidade de estudar e relatar em meus livros. Era um sujeito amado pela população ribeirinha do Araguaia, moradores de Xambioá e região, por isso mesmo foi massacrado junto com a maioria absoluta dos guerrilheiros do Araguaia, seu corpo foi pendurado em um helicóptero que sobrevoou várias cidades do bico do Papagaio para mostrar aos ribeirinhos e caboclos locais que o “Negão”, o “Paulista”, o “Imortal” estava morto e sangrava como todos os outros supostos “herois do povo”.

Guerrilha do Araguaia

Em seguida, Osvaldão foi decapitado e suas mãos cortadas por um sargento do Exército, e seu corpo foi deixado na mata “para os urubus comerem”. Como foi feito com o corpo de muitos campesinos e moradores da região, até hoje considerados “desaparecido políticos”, como as sete dezenas de corpos de militantes do PCdoB nunca recuperados e sem direito sequer a uma cova.

Essa era a forma que as “gloriosas Forças Armadas do Brasil” tratava quem era contra a ditadura e combatia seu nefasto Governo. Por isso,  4/02/2023 é um dia de memória, é um dia de dizer “Osvaldão Presente”. A luta por um país socialmente justo e democrático continua! Venceremos!

A Guerrilha do Araguaia _ 1966-1975

Professor Paulo Henrique Costa Mattos, Históriador e Sociólogo da Unirg – Universidade de Gurupi

Paulo Henrique Costa Mattos
Paulo Henrique Costa Mattos

Renato Dias

Renato Dias, 56 anos, é graduado em Jornalismo, formado em Ciências Sociais, com pós-graduação em Políticas Públicas, mestre em Direito e Relações Internacionais, ex-aluno extraordinário do Doutorado em Psicologia Social, estudante do Curso de Psicanálise do Centro de Estudos Psicanalíticos do Estado de Goiás, ministrado pelo médico psiquiatra e psicanalista Daniel Emídio de Souza. É autor de 22 livros-reportagem, oito documentários, ganhou 25 prêmios e é torcedor apaixonado do maior do Centro-Oeste, o Vila Nova Futebol Clube. Casado com Meirilane Dias, é pai de Juliana Dias, jornalista; Daniel Dias, economista; e Maria Rosa Dias, estudante antifascista, socialista e trotskista. Com três pets: Porquinho [Bull Dog Francês], Dalila [Basset Hound] e Geleia [Basset Hound]. Além do eterno gato Tutuquinho, que virou estrela.

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