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Reportagem explosiva

Luís Cesar Bueno obteve pouco mais de 1% em 2018. Cintia Dias, 722 votos em 2024. Já Isaura Lemos, 2.093. Inelegibilidade por prazo de filiação assombra PDT na vice. PV é rifado sem explicações plausíveis ou diálogo. PC do B tem mágoas e ressentimentos políticos de hegemonismo do PT. Goiás tem 7 milhões de habitantes

Renato Dias 

Depois do governador do Estado de Goiás, Daniel Vilela [MDB], Luís Cesar Bueno e Freitas [PT] é o nome ao Governo de Goiás que reuniu o maior número de partidos em coligação. Sete siglas. Integram a lista PT, PV, PC do B, PSOL, Rede, PDT e PSB. Dois minutos na Tv.

O ex-deputado estadual por quatro mandatos consecutivos Luís Cesar disputou as eleições ao Senado e saiu com 1,8%. A presidente do PSOL, Cíntia Dias, 722 em 2024. Isaura Lemos [PSB], 2.093. O PDT terá dificuldades jurídicas para a definição do vice nas eleições.

PC do B e PV recorreram à executiva nacional da Federação Brasil da Esperança. Em Brasília. A presidente do PSB, Aava Santiago, dialoga com PSOL e Rede e acena ao PDT com possibilidade de implosão da suposta unidade política e eleitoral do campo democrático e popular.

O PT promoveu ziguezagues táticos e erros estratégicos em série. A ideia original era subir no palanque de Marconi Perillo [PSDB]. Opositor feroz de Ronaldo Caiado [PSD] e Daniel Vilela. A legenda convidou José Eliton, Edward Madureira, Isaura Lemos e Aava Santiago para o pleito.

Mesmo depois da indicação de Luís Cesar, Adriana Accorsi e Aava Santiago foram convidadas para uma conversa política na capital de República com Luiz Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin e Edinho Silva. Goiás é reduto eleitoral de Ronaldo Caiado. Eleição será voto a voto.

Um festival de reclamações. Assim tem sido a rotina na Frente Democrática. Aava Santiago pode perder o mandato de vereadora. Após 20 anos no PSDB. Deputados do PSB querem apoiar Daniel Vilela. Eles eram da base de Ronaldo Caiado, nome forte no Sudoeste [Goiás].

O PV lembra que cedeu a vaga ao Senado em 2022 ao PC do B, que lançou Denise Carvalho. Já em 2024 abriu mão de brigar pela vice de Adriana Accorsi para o PSB de Jerônimo Rodrigues. Os verdes nunca indicaram um nome sequer para cargos em Goiás ao governo federal.

A deputada federal Adriana Accorsi viu suposta misoginia na pressão política para entrar na corrida ao Palácio das Esmeraldas em outubro. Não apontou nomes. Ela quer a reeleição. Descontente, o PDT flertou com Wilder Morais, Ana Paula, Daniel Vilela e Marconi Perillo.

Ameaçada pela “guilhotina” da Cláusula de Desempenho ou de Barreira, com percentual mais alto em 4 de outubro de 2026, a Federação PSOL e Rede possui obstáculos para lançar nomes com densidade eleitoral e teme a falta de recursos financeiros às campanhas.

Irritada, a cúpula do PC do B aposta em Brasília para garantir a manutenção de Aldo Arantes, ex-deputado federal constituinte, na eleição ao Senado pela Frente Democrática. A decisão da FBE pode sair na terça-feira. O mesmo dia do lançamento de suas memórias.

Mais: Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin obtiveram 42% dos votos no segundo turno de 2022 em Goiás. Pesquisas mostram que já em 2026 os índices caíram à metade. Pela margem de erro. Goiás é alvo de temor. Político. Sinal de alerta ligado em Brasília.

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