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Memórias de Fernando Casadei Salles

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Luta armada, ALN e Molipo

Clemente e Marighella

 

O relógio da História

Renato Dias 

Clemente, guerrilheiro urbano da ALN, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, obteve, de 1969 a 1973, ano em que partiu para o exílio, no Chile, depois Cuba, URSS e França, mais protagonismo e volume em ações armadas contra a ditadura civil e militar no Brasil, tempos sombrios, do que o mítico carbonário baiano Carlos Marighella. Morto em 4 de novembro de 1969. À Alameda Casa Branca, São Paulo. Em operação com 57 agentes do Estado controlados pelo delegado do Deops [SP] à época Sérgio Paranhos Fleury. A análise, explosiva, polêmica, é de Fernando Casadei Salles.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, Clemente

Graduado em Matemática, mestre e doutor em Educação, ex – estudante de Economia, participante ativo das revoltas estudantis do ano de 1968 e expulso da Universidade de Brasília [UnB]. Com base no Decreto 477. Após o AI-5. De 13 de dezembro do ano de 1968. O ativista fez opção pela armada. Adepto das ideias de Karl Marx [1818-1883], ele ingressou na ALN, retirou o jornalista Franklin Martins do Brasil, casou – se com Albertina Salles e sofreu uma série de prisões. No Deops e DOI-CODI. Submetido a torturas. Violações dos direitos humanos. O revolucionário cumpriu anos de cadeia.

Fernando Casadei Salles integrou, com a desestruturação da ALN, pela repressão política e militar, a dissidência da ALN. O Molipo. Movimento de Libertação Popular, explica. Fundado em Cuba. O então farol da revolução socialista na América Latina. Com Antônio Benetazzo, José Roberto Arantes de Almeida e José Dirceu de Oliveira e Silva. Os dois primeiros foram executados. A sangue frio. O terceiro sobreviveu. O líder comunista tentou a aproximação entre a ALN e Molipo. Com mediação do padre Giorgi Caligari. Não obteve êxito. ALN/Molipo foram destruídos.

José Dirceu: 1968

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