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A morte da política ou política da morte

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Brasil 2021

 

A morte da política

ou política da morte

 Podcast

Martha Dias Ba­tis­ta.

 

Tempos sombrios. Com 335 mil mortes. Sob a Pandemia. Do Coronavírus Covid 19. Uma aventura bonapartista.  Abordagens multidisciplinares do suposto Messias Jair Bolsonaro

 

Renato Dias

Sem demonstrar sinais de remorso. Não traz no rosto e em suas palavras traços de culpa. Nem sequer arrependimento. Pela estatística estratosférica de 335 mil mortos. Em abril de 2021. Sob a  Pandemia. Do Coronavírus Covid 19. Longe de externar a sua empatia pelo luto. Um direito imaterial da humanidade. Ele opta por destilar os ódios. Assim como negar a ciên­cia. Ao recusar – se a adotar os protocolos da OMS. Pelos cânones da Psiquiatria, como revelam sin­to­­mas e traços da sua personalidade, um psicopata. Com um ingrediente grave: gerente da exe­cu­ção da necropolítica. É a análise da médica psiquiatra de São Paulo, Regina Elza Solitrenick.

A psiquiatra Regina Eliza Solitrenick
A psiquiatra Regina Eliza Solitrenick

Mesmo com a escalada das mortes, queda abrupta do PIB, de 4,1%, com 14, 4 milhões de desempregados, 68 mi no quadro de pobreza extrema, alta do dólar, euro, libra, processo de desindustrialização, de reprimarização da Economia, elevação da taxa de juros e dos índices da inflação, o seu grau de aprovação, como ótimo ou bom, continua de 27% a 29%, observa. Percentual de brasileiros que desvelam desprezo e repulsa ao ser humano, seu semelhante, diz. Eleitores com características sadomasoquistas,  define. De múltiplas classes sociais, lamen­ta. Com religiosidade distorcida, atira. “Sem compaixão.” É a necroreligiosidade, ela alerta.

_ Psicopata. Narcisista.

Graduado no Peru, com mestrado realizado no México, doutorado na Universidade de Brasília, no Brasil, e pesquisa pós-doutoral na Itália, Europa, Velho Mundo, o professor da Faculdade de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Goiás, Carlos Ugo Santander, diagnostica na personalidade de Jair Bolsonaro, presidente da República, distúrbios psiquiátricos. A prevalência da pulsão de morte. “Com aguda ausência de valores humanistas como empatia e solidariedade.” Com radical intolerância ao diferente, dispara o intelectual. A Pandemia do Coronavirus Covid 19 expõe as feridas abertas no Brasil, registra. Trágico, desabafa o docente. 

_ Rituais de sofrimento.

Carlos Ugo Satander [UFG]
Carlos Ugo Satander [UFG]
A análise, fundada nas ideias de Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, morto de câncer em setembro do ano turbulento de 1939, na Inglaterra, traz o DNA da psicóloga Martha Dias Ba­tis­ta. A  Psicologia apreende a multifacetada personalidade do inquilino do Palácio do Planalto como: Psicopatia, Sociopatia e Personalidade Narcísica,  conceitua. Transtornos psiquiátricos,  detecta. Os portadores sentem prazer ao provocar danos às pessoas, resume. Eles manipulam afetos, conta. Não sentem culpa, relata. O que importa, enfim, é a satisfação de seus desejos, explica. Com arrogância exacerbada, fuzila. Na sua convicção, a culpa não é sua, sintetiza.

_ Circunstâncias sociais negativas podem ter despertado o monstro. A possibilidade de fatores genéticos não pode ser descartada. Instáveis. Irascíveis. Frios. Calculistas.

Martha Dias
Martha Dias

David Maciel, doutor da Faculdade de História, da UFG, afirma a www.renatodias.online que a macropolítica do ex – cadete para a Pandemia é tipificada como genocida. Tanto por razões e­co­nô­micas quanto políticas e ideológicas, insiste. É contra o Lockdown por que a sua base de mé­dios e pequenos empresários não quer que a economia seja paralisada, mesmo que mo­mentaneamente, narra. O que o capital também não quer, reclama.  Ele nega o uso de másca­ra, favorece aglomeração, não compra vacinas e estimula a contaminação para prorrogar o caos, aborda.  Para impedir que haja mobilização nas ruas pela sua derrubada, frisa o analista.

_ O negacionismo é uma perspectiva fascista e necropolitica.

David Maciel, doutor em História, da UFG
David Maciel, doutor em História, da UFG

Mais agitação do que gestão. Com um grau tão elevado que ultrapassa o senso de humanidade e beira ao demoníaco. A definição é do ex – secretário de Estado da Cultura, ex – presidente da UBE, prêmio Jabuti 2012, Edival Lourenço. Não é “perverso polimorfo”,  complexidade psicóti­ca descrita por Sigmund Freud, anota. Um perverso orientado por um mentor,  destaca.  Com as ramificações  mundiais, ilustra. A lutar para que se cumpram os supostos ciclos do tempo, diz.  Ideia que nega a possibilidade da construção de um tempo melhor a todos, crê. Já que a destruição e o desmoronamento da sociedade atual é algo a ser buscado e comemorado, atira.

_ A estratégia é colocar tudo abaixo e reconstruir, a partir dos escombros, uma sociedade estagnada, imbuída de espiritualidade primitiva, situada numa terra plana, anterior à ciência, ao positivismo e à revolução industrial. 

Edival Lourenço
Edival Lourenço, ex-secretário de Estado da Cultura

É até difícil acreditar que exista um líder que se oriente por ideias tão estapafúrdias, indigna – se o maior escritor vivo de Goiás. “O seu negacionismo  e suas insistentes ações que elevam o nú­mero de mortes com a Covid-19 nos leva acreditar que é  orientado por um guru conser­va­dor tradicionalista, com conceitos como os que alavancaram o nazismo.” A animosidade, o cho­que permanente e crescente entre alas de uma sociedade dividida, ajuda a elevar o número de mortes pela pandemia, sem que se identifique de imediato o autor ou autores da matança, diz.  Crime de lesa-humanidade, diluído na sociedade, como se fosse fatal, fuzila.

_Ou mesmo até uma suposta consequência de eventuais posturas tomadas pelas próprias pessoas no exercício de sua liberdade e de  seus direitos pessoais e civis. 

 Edival Lourenço classifica os seus  30% de adeptos como claque barulhenta e aguerrida, com agressividade e fúria. Apóstolos do apocalipse anunciado, ele denuncia. Sob  a passividade e da boa-fé da maioria, alerta.  A romper com o seu despautério de “depurar” a sociedade presente, que é pecaminosa e retornar a um suposto passado pleno de virtudes, ataca – o. O seu universo  psíquico é distópico, confirma. Jair Bolsonaro quer ser protagonista de uma nova era grandiosa, que os tradicionalistas esperam que venha depois dessa tolice perversa de destruição da sociedade. “É como o Terceiro Reich, reino benévolo, com duração de mil anos.”

_ Como preconizado por Adolf Hitler.

Factoides?

Historiador marxista, distante da linhagem cultural e das mentalidades, jornalista formado na UniAlfa, especialista em geopolítica mundial, Frederico Vitor de Oliveira, afirma que o capitão reformado cria factoides. Em tempo: alimentaria permanentes crises políticas e institucionais com a cúpula das Forças Armadas, o Supremo Tribunal Federal e as esquerdas.  Para apostar no caos e tentar instalar, no Brasil, um regime autocrático. O impeachment se avizinha, proje­ta. O ex – deputado federal do baixo clero, acuado pelo STF, TCU, MPF, Congresso Nacional, conglomerados de comunicação e oposições poderá partir para o tudo ou nada, anuncia.

_ É possível, sim.                                         

Frederico Vitor de Oliveira
Frederico Victor de Oliveira, historiador, jornalista, especialista em Geopolítica

O atual presidente da República, Jair Messias Bolsonaro [Sem partido], é uma excrescência política, ideológica, pessoal e moral, dispara o advogado, ex – preso político, com atuação na Organização Marxista Revolucionária Política Operária, a Polop, um homem do mercado imobiliário,  Cristiano Rodrigues. Inaceitáveis 335 mil mortes, desabafa o Operador do Direito. O professor de História, Reinaldo Pantaleão, avalia  a www.renatodias.online que a sua psiquê seria  uma mistura  de imoralidade com distúrbios psiquiátricos. O que é comum aos fascistas, fuzila o pesquisador da História do Tempo Presente. Gauche. De linhagem marxista.

Cristiano Rodrigues, advogado
Cristiano Rodrigues, advogado
Reinaldo Pantaleão, historiador
Reinaldo Pantaleão, historiador

 


Ideias

Saiba mais

 

Triste fim

Paulo Henrique Costa Mattos

Do Estado do Tocantins

Especial para www.renatodias.online

 

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Paulo Henrique Costa Mattos

É cada vez mais evidente que o presidente da República, Jair Bolsonaro, é um doente. Com os traços de um sociopata. De psicopatia. Uma personalidade egoísta e antissocial.  Como todo doente mental desse gênero é incapaz de ter sentimentos de empatia, de alteridade, de compaixão a dor e ao sofrimento alheio.

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Para piorar esse traço psicótico, Jair Bolsonaro tem também fortes traços fascistas e em sua prática política de extrema direita jamais compreendeu o que são os direitos humanos, o que é a democracia como valor universal. Em 30 anos como político profissional só teve como referência de acionar político uma postura agressiva,  populista,  autoritária e marcada por narrativas antiesquerdistas, a incitação ao ódio, aos ressentimentos. Uma visão ideológica deformada do mundo.

Sob a Pandemia de Coronavírus, a pior de nossa história política, social e econômica republicana, ficou  claro que não houve respeito às suas obrigações constitucionais. O que seu negacionismo científico, a sua falta em investimento na ciência e na tecnologia brasileiras,  seu despreparo e ausência de planejamento estratégico para enfrenta-la  levou a ser o responsável direto pelo maior genocídio da história brasileira.

Coronavírus Covid 19
Coronavírus Covid 19

Já morreram 335 mil brasileiros, mas que não se encerrou ainda, pois as projeções de renomados infectologistas apontam que até julho teremos mais de 500 mil mortos. O governo federal apesar de ainda contar com o apoio das Forças Armadas, que tem mais de 11 mil cargos em seu governo, que apesar de ainda contar com o apoio de 26% da população, só chegará ao fim de seu mandato se não houver explosões sociais, geradas pela fome, pelo desemprego, pelo desespero social.

Como todo doente mental sem tratamento se acha no controle de tudo, não gosta de ser contrariado e continua planejando saídas golpistas. Como um Brancaleone subnutrido e tropical acha que tem poder de liderança suficiente para impedir que seu governo seja impeachmado, que as Forcas Armadas estarão dispostas a defende-lo até o fim.

A tentativa golpista a partir da morte do PM de Salvador fracassou vexatoriamente e mostrou que as Forças Armadas já começaram uma operação de lançar fumaça para se mostrar como fiéis defensoras da Constituição, da ordem e da legalidade. Já viram que o governo Bolsonarista começou a derreter e que não haverá como prosseguir. As Forças Armadas já trabalham com a ideia de fim de governo com Hamilton Mourão na Presidência.

Triste fim desse governo sem compaixão, sem respeito aos preceitos legais fundamentais e que achou que implementaria  um neoliberalismo radical, gerador de fome, miséria e desemprego de forma impune e que mesmo a elite e os militares ficariam indiferentes a morte e a possibilidade e a destruição da economia brasileira. A burguesia brasileira pode ser conservadora mas não é inapta, sabe que a rebelião popular pode abrir as portas de um inferno muito pior. Mas de qualquer forma parece que estamos diante de uma encruzilhada, ou a própria elite e os militares tiram Bolsonaro do poder ou ele será tirado pelo povo.

Paulo Henrique Costa Mattos, Historiador pela UFG/ Sociólogo pela Unip/Nico Lopes, Cuba. Professor da Unirg

 


Artigo de Opinião

A crise sanitária, a política e os 335 mil mortos

Fernando Casadei Salles

De São Paulo

Especial para www.renatodias.online

 

Fernando Casadei Salles
Fernando Casadei Salles

A crise sanitária do Brasil com seus 335. 000  mortos, até o presente momento, dá a impressão de um caminhão carregado além da sua carga máxima, destrambelhado em ladeira abaixo. Se tivéssemos diminuído a carga do caminhão podíamos tê-lo controlado melhor, o número de mortes da Pandemia também poderia ter sido controlado se algumas medidas sugeridas pela ciência tivessem sido adotadas. Se havia previsibilidade do caminhão destrambelhar na descida da ladeira, bastava que se tomassem medidas necessárias, como, por exemplo,  a diminuição da carga e o problema estaria resolvido. Se ele destrambelhou e se sabia como não deixá-lo sujeito a esta situação só resta entender que pode ter sido por vontade deliberada ou por negligência na operação. No caso do número excessivo de mortos na Pandemia, 335.000 mortos, também havia previsibilidades a se observar. Se não se observou só terá sido por vontade deliberada, ou por descaso em relação aos seus riscos.

Mortos sob a Pandemia no Brasil
Mortos sob a Pandemia no Brasil

No caso do caminhão destrambelhado não nos interessa estudar suas eventuais causas, se houve vontade oculta para o acontecimento do desastre ou negligência. Sejam quais tenham sido, elas serão do interesse exclusivo das pessoas ou coisas eventualmente atingidas pelo desastre do caminhão destrambelhado. Alguns peritos da policia podem determinar com precisão as responsabilidades e suas respectivas motivações. Mas, no caso da Pandemia não. Como o seu efeito tem poder de se expandir sobre o universo de toda sociedade, as suas consequências extrapolam o simples âmbito criminal e acabam se instalando no âmbito da política da sociedade.

Daí que a crise sanitária não pode ser observada independente da crise política. O que 335.000 mortos têm a ver ou se relacionam com a crise política do Estado brasileiro? Ou melhor, em que medida ou de que forma uma vontade deliberada conseguiu se impor mais como uma estratégia de ação política do que como política de saúde pública? Como a estratégia se impôs a ponto da Pandemia, até o momento, ter resultado no número estratosférico de 335.000 mortos?

São muitas as artimanhas do diabo, mas para ficar em apenas duas delas, as principais, das quais todas as outras derivariam, pode-se citar em primeiro lugar uma postura filosófica anticientífica marcada pelo  negacionismo filosófico. Através dessa postura se negou e se opôs à ciência. Uso de máscara, distanciamento social, medidas de higiene, locaute, medidas restritivas, etc. Nem mesmo as vacinas deixaram de ser colocadas em dúvida. Todas seguiram a mesma procissão obscurantista. Ato que nos levou, na prática, a um distanciamento ainda maior da OMS. A segunda artimanha teve caráter mais operacional e foi através da qual o sistema foi objetivamente operado. Consistiu basicamente no desmonte da estrutura médico-científica existente no Ministério da Saúde.Jair Bolsonaro _ caricatura

Jair Bolsonaro _ caricaturaUma estrutura construída ao longo de décadas, formada por especialistas de elevado nível técnico e cievvvvvntífico, foi desmontada em pleno desenrolar da crise sanitária, talvez a maior da nossa história de saúde pública. Em uma ou duas canetadas o trabalho de décadas foi extinto, quando por sinal mais se precisava dele. Em seu lugar, foram colocados excelentes soldados paraquedistas, alguns de outras armas, que tinham como característica comum não entenderem absolutamente nada de saúde. Um ano depois, passamos de 10.000 para 335.000 mortos, com previsão otimista de ainda chegarmos aos quinhentos mil até o final do ano. Curiosamente, o fim da ladeira coincidiu, como tudo indica, com a tentativa do presidente de dar um golpe de Estado. Bravamente, a sociedade civil brasileira conseguiu, até o momento, repeli-la.

Fernando Casadei Salles é graduado em Matemática, mestre e doutor em História, Política e Filosofia da Educação

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