Home»Política»Acertos & erros em uma história 45 anos

Acertos & erros em uma história 45 anos

0
Shares
Pinterest Google+

Vida pública

Acertos & erros em

uma história 45 anos

Análises especiais de João Salame Neto, Reinaldo de Assis Pantaleão, Delúbio Soares, Márcio Bittencourt, Sebastião Peixoto, Euler Ivo Vieira e Jardel Sebba sobre Maguito Vilela

podcasts

Sebastião Peixoto

Sebastião Peixoto

 

Reinaldo Pantaleão

Reinaldo Pantaleão

 

Márcio Bittencourt

Márcio Bittencourt

 

João Salame Neto

João Salame Neto

 

Renato Dias

A pandemia do Coronavírus Covid 19, que explodiu em 2019, é um retrato da relação predatória do homem com a natureza, em tempos de globalização, produziu e ceifou mais de 202 mil vidas e 30 mil casos subnotificados, no Brasil, nas 27 unidades da federação, apon­tados pelo Consórcio Paralelo dos Conglomerados de Comunicação, e mesmo assim tem sido colocada em xeque pelo ‘negacionismo’, a recusa à ciência, no século 21, diz o jornalista João Salame Neto. Ex-deputado estadual do Pará, ex-prefeito de Santarém e ex-diretor de Atenção Básica do Ministério da Saúde. Na Esplanada dos Ministérios, capital da República, em Brasília.

João Salame Neto_ A morte de Maguito Vilela, triste, trágica, entra para a história da crise sanitária.

Ex-vereador em Jataí, região Sudoeste de Goiás, ex-deputado estadual, ex-deputado federal, ex-vice-governador, ex-governador do Estado, ex-senador da República, ex-presidente nacional do à época PMDB, ex-prefeito de Aparecida de Goiânia e prefeito eleito de Goiânia, Maguito Vilela havia sido mais um personagem a sepultar a era de supostos outsiders inaugu­rada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, afirma o fundador do Comitê Gregório Bezerra. Dissidência à esquerda do PCB, do PLP, do PFS. A sua morte e a aposentadoria de Iris Rezende Machado abrem uma brecha no cenário político em Goiás, acredita o ‘periodista’.

Euler Ivo Vieira
Euler Ivo Vieira

_ O que marca a trajetória de Maguito Vilela é o espírito de conciliação. Longe dos debates ideológicos. Como Tancredo Neves. Com a arma do diálogo às múltiplas posições políticas.

A análise é do historiador marxista Reinaldo de Assis Pantaleão, que completou 70 anos de idade. O seu erro estratégico foi a privatização, no ano de 1997, sob a presidência da Repú­bli­ca de Fernando Henrique Cardoso [PSDB-SP], da Usina Hidrelétrica de Cachoeira Dourada. A sua moderação em não enfrentar, no velho PMDB, o cacique Iris Rezende Machado, prejudicou a sua ascensão no cenário político nacional, dispara. Uma vida que se perde sob a Pandemia do Coronavírus Covid 19, que Jair Bolsonaro diz ser uma ‘gripezinha’, ‘resfriado’, para ‘mari­cas’, lamenta. O que traduz o desgoverno instalado no Palácio do Planalto, em Brasília, metralha.

Jardel Sebba
Jardel Sebba

_ Homem que construía pontes. Distante dos muros não civilizatórios.

A observação é de Jardel Sebba [PSDB]. Ex-presidente da Assembleia Legislativa por três vezes, ex-deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, ex-prefeito de Catalão,  governador de Goiás interino em dois episódios históricos e ex-secretário de Estado. Médico e produtor rural. Maguito Vilela não possuía inimigos políticos, somente adversários nas urnas e votações, explica o cardeal tucano. O que abre uma lacuna, em Goiás, fuzila.  Nutria-lhe um bem querer imenso, revela. O que se estendia também a Sandra Vilela e a Daniel Vilela, seu filho, emociona-se. É uma perda, repete. Irreparável, sublinha o ex – parlamentar do PSDB.

_ A morte de Maguito Vilela me deixou com o coração partido. Triste.

É o que conta Delúbio Soares de Castro, ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores de Goiás, ex – tesoureiro nacional do PT, ministro sem pasta na era Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro contato entre os dois ocorreu, em 1979. Sob a ditadura civil e militar. Em Jataí. O presidente da República era o general e ex-chefe do SNI João Baptista de Oliveira Figueiredo. O governador de Goiás, uma espécie de Paulo Maluf [SP] do cerrado, Ary Ribeiro Valadão. De Anicuns. interior de Goiás. O professor de Matemática recorda-se que o CPG, como a Apeoesp, deflagrou uma greve de professores. Maguito Vilela apoiou o movimento, frisa o petista.

_ O PC do B manifesta imenso pesar pela morte de Maguito Vilela.

Ex-vereador, ex-presidente da sigla da foice e do martelo fundada em fevereiro de 1962, um racha à esquerda do Partidão, que adotou a estratégia de luta armada contra a ditadura civil e militar, na Guerrilha do Araguaia [1966-1975], Euler Ivo Vieira, marido de Isaura Lemos, ex-deputada estadual, lembra que o peemedebista era um homem generoso,  eficiente, com foco nos programas sociais. Ele fará, sim, falta à política em Goiás e no Brasil, desabafa o band leader comunista. Registro: o PC do B participou da coligação que derrotou Vanderlan Cardo­so, Ronaldo Caiado e elegeu Maguito Vilela e Rogério Cruz à Prefeitura Municipal de Goiânia.

Sebastião Peixoto_ Meu companheiro. De lutas e batalhas. Goiás chora a sua morte.

Sebastião Peixoto afirma que exerceu cargos públicos com Maguito Vilela como inquilino da Casa Verde. A saber: diretor-administrativo e financeiro da Cohab, além da Transurb, e assessoria  especial no Palácio das Esmeraldas. O ex – presidente da Agetul reclama do mau enfrentamento da Pandemia pelo Ministério da Saúde, Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional. O caos sanitário no Brasil, nas 27 unidades da federação, com 202 mil mortes, mostra que as eleições deveriam ser adiadas, em 2020, reclama. Inaceitável, alerta o ex-presidente do Instituto Municipal de Assistência Municipal, o Imas, órgão ligado ao Paço.

Delúbio Soares
Delúbio Soares

_ Goiás perde um líder político nacional. De sucesso. Desportista. Aberto ao diálogo, que não tripudiava sobre os adversários.

Assim o ex-presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público do Estado de Goiás [Sindsemp] Marcio Bittencourt define a morte do ex-prefeito do município de Aparecida de Goiânia e prefeito eleito de Goiânia, em novembro de 2020, no segundo turno. Quadro do PTC [Partido Trabalhista Cristão], ele disputou as eleições à Câmara Municipal de Goiânia. Sob o guarda – chuvas da coligação liderada pelo emedebista. O seu projeto era executar uma admi­nis­tração contemporânea da modernidade, crê. Com atenção especial à inclusão, ao desen­vol­vimento econômico, social e cultural da população instalada nos bolsões de miséria, frisa.

Previous post

Testemunha da História

Next post

Cultura da violência Mulher: vítima e culpada?

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *