
Renato Dias
Em uma aliança ampla com sete partidos políticos, a deputada federal Adriana Accorsi poderá disputar o Palácio das Esmeraldas e a vereadora Aava Santiago o Senado. É o que costura, hoje, o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o seu vice Geraldo Alckmin. Para as eleições de outubro de 2026.


O ex-deputado federal Aldo Arantes [PC do B] avalia que a entrada na composição da chapa majoritária em Goiás de Lula, Geraldo Alckmin e Edinho Silva dá salto de qualidade nas articulações, Estado em que o adversário Ronaldo Caiado tem capilaridade, o que altera a relação de força e eleva as chances das esquerdas.

Animado, o ex-procurador-geral de Goiânia Ricardo Dias [PV] diz aprovar a construção da aliança com Adriana Accorsi e Aava Santiago. Ele quer PT, PV, PC do B, PSOL, Rede, PSB e PDT unificados. O advogado ambientalista vê espaços jurídico e político até para o lançamento de seis nomes ao Senado.

Advogado, Henrique Lemos [PSOL] aponta que Goiás faz parte da estratégia nacional da defesa e reeleição de Lula, crê que a formação do palanque preocupa Brasília, em um cenário em que Ronaldo Caiado quer uma vitrine a seu projeto político. Ele frisa que o PSOL não é força acessória e propõe Cíntia Dias.

Operação política dá um gás a mais, uma nova formatação e até uma outra vibe, em Goiás, explica o advogado e tesoureiro estadual do PDT, Carlos Mundim. O dirigente trabalhista informa aguardar o que Adriana Accorsi e Aava Santiago apresentarão à coligação. A sigla espera para conversar, observa.

A dirigente da Rede Sustentabilidade Lilia Monteiro diz que a reunião em Brasília não muda nada para a legenda. Ela conta que irá conversar com Cintia Dias [PSOL], no âmbito da federação. A líder ambientalista afirma que aguarda o fórum da Frente Democrática para a tomada coletiva de decisões.


O movimento arquitetado por Lula, Geraldo Alckmin e Edinho Silva dá musculatura ao projeto de reeleição do Palácio do Planalto e põe no jogo político e eleitoral Adriana Accorsi e Aava Santiago, o que altera o cenário e a correlação no Estado, analisa o vice-presidente do PDT Jordaci Mattos.














