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Um Ipê amarelo a Honestino Guimarães

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No Assentamento Canudos do MST

Ideias não morrem, diz Rosemar Cardoso Maciel 

Renato Dias 

Mesmo se nos matarem, voltaremos e seremos milhões, teria dito Honestino Monteiro Guimarães, nascido em Itaberaí, Estado de Goiás, acadêmico de Geologia, então presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília [FEUB] e depois da UNE. Preso e desaparecido político em 10 de outubro de 1973. Sob a ditadura civil e militar no Brasil. Tempos sombrios. Emílio Garrastazu Médici era à época o general-presidente da República.

Ex-presidente da FEUB e da UNE

Honestino Monteiro Guimarães

 

Sindicalista e ex-membro tanto do Sindicato dos Engenheiros quanto do Stiueg, o radical intelectual orgânico Rosemar Cardoso Maciel plantou um Ipê amarelo no Assentamento Canudos. Organizado pelo MST. Para dar longevidade às ideias do ex-dirigente da APML. Ideias contemporâneas do seu tempo não morrem, nem podem ser silenciadas, dispara. O poeta lírico e socialista diz que não há vida sem revolução por igualdade, liberdade e fraternidade. Um novo amanhã, atira.

Revolucionário sem fronteiras 

Che Guevara

Adepto das ideias de Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Ilich Ulianov [Lênin], Rosemar Cardoso Maciel é um revolucionário sem fronteiras. Com elevada, alta, simpatia pelas mudanças operadas em Cuba, Nicarágua, Venezuela e, hoje, no Chile. Ele, um produtor agroecológico, não crê na aventura golpista do suposto Messias Jair Bolsonaro [PL]. O ativista acredita ser possível, sim, a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva [PT] já no primeiro turno, em 2 de outubro de 2022.

Leninista, um intelectual público disciplinado

Vladimir Ilich Ulianov – Lênin

Leninista, Rosemar Cardoso Maciel frisa ser um homem disciplinado. Ele fará campanha eleitoral para Luiz Inácio Lula da Silva à presidência da República, com Geraldo Alckmin, vice. Wolmir Amado, ao Governo de Goiás. Fernando Tibúrcio, vice. Denise Carvalho, Senado. Valdir Misnerovicz, dirigente nacional do MST e do Assentamento Canudos, a deputado federal. Mauro Rubem para a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Rumo à vitória nas urnas, fuzila

 

Pablo Neruda

Uma poesia

Os inimigos 

De Pablo Neruda

Aqui eles trouxeram os fuzis repletos
de pólvora, eles comandaram o acerbo extermínio,
eles aqui encontraram um povo que cantava,
um povo por dever e por amor reunido,
e a delgada menina caiu com a sua bandeira,
e o jovem sorridente girou a seu lado ferido,
e o estupor do povo viu os mortos tombarem
com fúria e dor.
E não, no lugar
onde tombaram os assassinados,
baixaram as bandeiras para se empaparem do sangue
para se erguerem de novo diante dos assassinos. 

Por estes mortos, nossos mortos,

peço castigo. 

Para os que salpicaram a pátria de sangue,

peço castigo. 

Para o verdugo que ordenou esta morte,

peço castigo. 

Para o traidor que ascendeu sobre o crime,

peço castigo. 

Para o que deu a ordem de agonia,

peço castigo. 

Para os que defenderam este crime,

peço castigo. 

Não quero que me deem a mão

empapada de nosso sangue.

Peço castigo. 

Não vos quero como Embaixadores,

tampouco em casa tranquilos,

quero ver-vos aqui julgados,

nesta praça, neste lugar. 

Quero castigo. 

 

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