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Entre a revolução e o pragmatismo

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40 anos de História

Entre a revolução

e o pragmatismo

Graduado em Jornalismo na UFG, o ex – revolucionário comunista João Salame Neto circulou com Tagore Biran, poeta, por Moscou, na URSS, em 1985, disputou eleição a vice-prefeito do Rio, virou prefeito de Marabá e deputado estadual por dois mandatos no Estado do Pará

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De João Salame Neto

 

Renato Dias

A queda do Muro de Berlim, Alemanha, em 9 de novembro de 1989, desfez os projetos utópicos de João Salame Neto. Graduado em Jornalismo, em junho de 1985, na Universidade Federal de Goiás. Após abandonar Engenharia Elétrica. Integrara o DCE, tanto em gestão da Unidade, braço estudantil do PCB, a sigla da foice e do martelo fundada em 25 de março de 1922, por nove operários, em Niterói – RJ, quanto em aliança do PC do B, nascido em fevereiro de 1962, com o PCB. Sob o guarda-chuva do PMDB.  O velho Manda Brasa. Tempos Sombrios. Da ditadura civil e militar no Brasil: uma noite que durou 21 anos. Antes, viajou para Moscou.

_ Com Tagore Biran. Para o Festival Mundial da Juventude. Mês de julho de 1985. Na, hoje extinta, União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

O ativista era o responsável pela seção do jornal Voz da Unidade, no Estado de Goiás. Nem Luiz Carlos Prestes, O Cavaleiro da Esperança, muito menos Giocondo Dias, rotulado de reformista. O band leader comunista organizou uma dissidência. Registro: hegemônica, em Goiás. O Coletivo Gregório Bezerra.  À esquerda. Com uma plataforma republicana, não patrimonialista, socialista. Com núcleos em ruptura com o Partidão. Já controlado pelo moderado Roberto Freire, à época com domicílio em Pernambuco. Para formar o Partido da Frente Socialista.  Até disputa, como vice-prefeito, as eleições à Prefeitura do Rio de Janeiro. Votação expressiva.

_ O caminho de volta: Pará.

Adepto das ideias de Karl Marx, Friedrich Engels, Vladimir Ilich Ulianov, codinome Lênin, um advogado de classe média com indefectível cavanhaque, João Salame Neto faz opção pelas reformas. Dentro da ordem. Sem a violência. Como parteira das mudanças. É eleito deputado estadual no Pará. Depois, reeleito. Presidente da Frente Parlamentar Pela Divisão do Pará,  queria criar o Estado de Carajás, formado por 32 municípios, Marabá como o centro. Um plebiscito é realizado. As urnas deram o veredicto: 67%, não; e 33%, sim. Nas 32 cidades mobilizadas, 95%. Popular, ele se elege prefeito de Marabá. Administração democrática e popular.

_ Com democracia, transparência e realizações. Alto índice de pavimentação asfáltica.

Ministério da Saúde

Com capilaridade social e política, João Salame Neto elege como deputado federal o seu irmão Beto Salame. O gestor público acabou nomeado para o alto clero do Ministério da Saúde. Era de Michel Temer [MDB – SP]. Como inquilino do Palácio do Planalto. Homem de marketing, comunicação e campanha  de elevado faro político e eleitoral, ele atuou no projeto de poder do Partido Socialista Brasileiro, em Goiânia. Já voltou ao Pará. Antes, uma parada em Brasília. A capital da República. Do regressivo e conservador ex – cadete Jair Messias Bolsonaro. O presidente da República que vê como ‘uma gripezinha’ a Pandemia de 200 mil mortos.

_ O enfrentamento da Pandemia do Coronavírus no Brasil, em 2020, foi uma insanidade. Irresponsabilidade.

 

 

Infografia

              

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