Cidadania

Diretório Nacional vê manobras, ataque à democracia e desprezo à vontade coletiva
Renato Dias
Documento político enviado ao Portal www.renatodias.online pelo professor doutor de História da Unesp Alberto Aggio acusa o ex-deputado federal Roberto Freire de adoção de medidas autoritárias, caudilhescas e antidemocráticas no Cidadania. A sigla é sucedânea do PPS. Herdeiro do histórico PCB. O velho líder judicializou divergências internas na legenda. Nota de repúdio é assinada pela maioria da Direção Nacional.

O ex-parlamentar recorreu ao judiciário para impedir uma reunião da instância máxima do partido. O que interdita o debate político dos rumos do Cidadania. Ele é minoritário na legenda. O que constitui grave violação do Direito de Reunião, de liberdade de expressão e aos princípios constitucionais que devem reger a organização partidária, explica o texto de repúdio ao ex-comunista. Antigo aliado de José Serra [PSDB _SP].

A tentativa de interditar uma deliberação da Direção Nacional com manobras jurídicas é um ataque frontal à autonomia constitucional dos partidos políticos, informa o relatório. Protegida pela Constituição Federal de 5 de outubro de 1988. Além do espírito republicano da sigla, diz a nota. Roberto Freire perdeu, no voto, o controle do Cidadania. Sem maioria, o dirigente recorreu à justiça. “Com desprezo pela vontade coletiva.”

Os integrantes do Diretório Nacional condenam a postura do dirigente que crê ser o suposto dono do partido, de entendê-lo como patrimônio pessoal, assim como de promover um flagrante desrespeito às instâncias deliberativas. A manutenção da democracia interna não se trata de concessão, é uma obrigação estatutária prevista em lei e garantida pelo compromisso político da legenda, observam.

Leiam a nota de repúdio













