
Máquina pode fazer diferença
Base aliada bate cabeça

Renato Dias
Com a forte máquina administrativa e um orçamento bilionário, o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz, poderá reverter sim os índices negativos e viabilizar o seu projeto político e eleitoral. Para as urnas. De outubro de 2024.

Mais: a verdade é que o atual chefe do Paço Municipal nunca foi tolerado pela elite branca, católica, rural, com raízes no agronegócio, da capital do Estado de Goiás fundada, em 1933, por Pedro Ludovico.

Uma de suas armas é a comunicação social. Veja: para dar visibilidade à sua intervenção na metrópole. De 2021 até os dias de hoje. O diálogo é com o eleitor. Em tempos de sociedade informacional. Minutos correm.

Inventivo na área de fomento à cultura, com políticas de mobilidade urbana, Rogério Cruz ampliou as ciclovias, abriu corredores exclusivos, deu atenção especial ao futebol profissional. Aos quatro times da cidade.

Capital verde, uma das mais arborizadas, no ranking dos 5.700 municípios do Brasil, um país de dimensão continental, Goiânia enfrenta o aquecimento global, uma grave crise produzida pela “elite do vil capital.”

Evangélico, tem espaço aberto ao diálogo com os neopentecostais. O segmento da população que mais cresce, como mostra levantamento estatístico do IBGE. Em uma capital com clara inclinação à direita.

A base aliada bate cabeça. Não constrói, sem traumas, uma candidatura consensual. Fraturas abertas no caminho. As esquerdas crescem e já ampliam inflexão ao centro. Rogério Cruz tem limões para a limonada.















