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Divergências no ninho tucano

 

Amanhã, Guilherme Arantes

Renato Dias 

Dividido, o PSDB deve definir somente em convenção oficial o arco de alianças para as eleições de 4 e 25 de outubro de 2026 ao Governo de Goiás. Esquerda e centro-esquerda emitem sinais a Marconi Perillo. Para eventual formação de uma frente ampla. O que incluiria a construção de palanque com inflexão ao centro para o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva [PT]. À reeleição.

O vice-presidente nacional do PSDB, o economista Giuseppe Vecci em diálogo no Outback Goiânia Shopping com www.renatodias.online informa ter conversado no Nordeste do Brasil com Marconi Perillo, apontado as diferenças reais entre Luiz Inácio Lula da Silva [PT] e Jair Messias Bolsonaro [PL], assim como sinalizado que o caminho tucano deveria ser em 2026 com a centro-esquerda.

Apesar de suas críticas políticas ao PT, o ex-secretário de Estado do Planejamento e também da Fazenda e ex-deputado federal insiste que a extrema direita faz mal ao país e a centro-esquerda não pode ser colocada no mesmo patamar. Giuseppe Vecci, Jales Fontoura, cotado para a vice, e Aava Santiago, que migrará para o PSB, anunciaram já no 2° turno do ano de 2022 apoio ao líder petista.

O vereador Sebastião Peixoto [PSDB] defende, hoje, que a sigla deveria, sim, estabelecer conversas e caminhar com o projeto de reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e obter o apoio da Federação Brasil da Esperança, com PT, PC do B, PV, Rede Sustentabilidade, além de tentar atrair PSB, PDT e o Cidadania nacional para o palanque, em Goiás, de Marconi Perillo.

Em tempo: advogado, empresário da área imobiliária, um ex-ativista da Polop e vice-presidente da Associação dos Anistiados Políticos de Goiás [Anigo], Cristiano Rodrigues é favorável no atual cenário a eventual aliança política dos tucanos no Estado com as legendas de esquerda. Ele pondera ainda que Daniel Vilela, Ronaldo Caiado, Gustavo Gayer e Major Vitor Hugo são fortes em Goiás.

Sinal de maturidade política e um passo estratégico para a redução da “nociva” polarização que fratura o Brasil com uma convergência para o centro democrático, afirma Cid Ramos. Mais: aliado histórico de Marconi Perillo, o jornalista propõe armistício entre tucanos e petistas, cobra saída para o centro democrático e inédita construção de uma frente ampla contra a extrema direita no Brasil e em Goiás.

Pragmático e leal, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás três vezes, ex-deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, governador interino em dois episódios históricos Jardel Sebba avisa. “Onde Marconi Perillo puser o pé, eu ponho a cabeça”, afirma o ex-prefeito de Catalão. Ex-secretário de Estado, o cardeal tucano é médico, produtor rural e empresário.

Graduada em Pedagogia, com mestrado e doutorado em Educação, consultora da ONU, no Timor Leste, a professora Jacqueline Cunha vê que a estratégia seria derrotar o fascismo. Como Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado, sublinha a sobrinha de Fernando Cunha. Marconi Perillo é do centro democrático e peça indispensável do xadrez, crê. “Adriana Accorsi erra e é preciso ampliar alianças”.

Físico e mestre em Engenharia Nuclear, Arthur Otto [Cidadania] condena a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, exorciza Jair Messias Bolsonaro, crê que Luiz Inácio Lula da Silva entrará para a História como estadista, defende o acordo por uma frente ampla e diz não acreditar que Marconi Perillo aceite, por temer uma reação negativa do eleitor conservador.

A pré-candidatura de Marconi Perillo emerge com consistência, potencial de crescimento e competitiva em Goiás, avalia Orion Andrade, ex-presidente da Agecom. “Um mix de elevada taxa de conhecimento eleitoral, histórico administrativo consolidado, memória política, afetiva de suas gestões e a capacidade de construir acordos cria um ambiente favorável ao seu desempenho”.

Já a formação de uma frente ampla com as esquerdas no primeiro turno é uma manobra de alto risco e desaconselhável, analisa o estrategista de comunicação. O que poderia provocar uma desidratação da base social do PSDB e sem a garantia que a transferência dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva ocorra na mesma proporção, registra. Os diálogos devem estar abertos no 2° turno, propõe.

Arquiteto e urbanista especialista em desenvolvimento, o ex-presidente do Detran Guilherme Freitas detecta uma série de dificuldades políticas e eleitorais. Acho difícil, relata. Marconi Perillo não é bem-vindo no seio dos partidos de esquerda, destaca. Ele sempre estendeu a mão e nunca obteve uma reciprocidade verdadeira, lamenta. Vejo rejeição a seu nome na esquerda, em Goiás, atira.

Engenheiro agrônomo, o ex-presidente da Associação Goiana dos Ex-prefeitos Hermes Traldi lembra que o tucano é forte no interior, possui dificuldades na capital. Ele reporta ruídos evidentes na composição de Wilder Morais [PL] com Daniel Vilela [MDB]. O ex-prefeito de Goiatuba teme a rejeição do que classifica como eleitor conservador de Goiás, hoje, com aversão à esquerda.

O ex-inquilino da Casa Verde Marconi Perillo é a figura política necessária para a pacificação social e ideológica no Estado, declara o produtor rural. Para curar as feridas abertas com as fraturas, fuzila. A redução substancial do radicalismo, tanto de direita quanto de esquerda, metralha ainda.Nome certo para tempos de incertezas, diz o socialdemocrata.

Advogado, João Pompeu de Pina [PSDB] reclama que a esquerda, em Goiás, nunca fez oposição a Ronaldo Caiado. Ele acha ser necessário a realização de pesquisas de opinião pública e colocar na balança os números de aprovação e de rejeição à suposta aliança. Portas não podem ser fechadas nunca, sugere. “As convenções definirão os rumos do centro e mesmo das esquerdas. É aguardar”, define.

O advogado Luciano Almeida de Oliveira afirma que uma possível aliança deve ser aferida por uma pesquisa de opinião pública. O operador do Direito desabafa também e insiste que os parlamentares de esquerda e de centro-esquerda em Goiás não fizeram nos últimos oito anos oposição real a Ronaldo Caiado e Daniel Vilela. Mesmo com dificuldades, creio na eleição de Marconi Perillo, ele diz.

Tucano, o símbolo do PSDB

O Portal de Notícias www.renatodias.online tentou entrevistar o presidente do PSDB [GO], deputado estadual Gustavo Sebba, que preside a Comissão de Saúde do legislativo, e o ex-presidente da Agetop [Agência Goiana de Transporte e Obras Públicas], Jayme Rincón, alvo de sórdida Law Fare, que é uma perseguição jurídica implacável com vil motivação política e ainda eleitoral, e não obteve êxito.

A dança das alianças 

O empresário Otávio Lage de Siqueira Filho, que aparece na lista da Forbes como uma das maiores fortunas do Brasil, é cotado, hoje, para ocupar a vice de Marconi Perillo [PSDB] nas eleições de 4 de outubro de 2026 à Casa Verde.

Ex-deputado federal e ex-presidente da Saneago, Jalles Fontoura surge também na bolsa das especulações como nova alternativa para o posto. Um nome da confiança do ex-governador do Estado de Goiás. Veja: por quatro mandatos.

Duas vagas estarão em disputa ao Senado da República. Vetados na coalizão de Daniel Vilela [MDB], Gracinha Caiado [UB] e Gustavo Gayer [PL], Zacharias Khalil e Vanderlan Cardoso podem integrar a chapa majoritária da oposição.

Os deputados federais Alcides Ribeiro e Jefferson Rodrigues devem ingressar no ninho tucano após a abertura da janela de autorização para mudanças de partido sem perda de mandato. Esforços são feitos para manter Leda Borges.

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