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A queda

Empresário Rogério Oliveira Diniz, direto de Naperville, Illinois, EUA

Renato Dias

Após enfiar os Estados Unidos [EUA] em guerras contra o Irã, Palestina, Líbano, Iêmen, incendiar o Oriente Médio, assediar ainda México, Canadá, Groenlândia, estabelecer tarifas pelo mercado global, medidas que impactaram a economia do País, com inflação, perda do poder aquisitivo, 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza, assim como colocar o ICE, polícia política contra os imigrantes, legais ou ilegais, o republicano Donald Trump amarga derrota his­tó­rica nas eleições de meio de mandato: midterms. Ele pode virar um pato manco ou leão sem dentes.

O inquilino da Casa Branca terá o desafio de celebrar o armistício ou intensificar o conflito com o Irã. Teerã mostra resiliência, capacidade de resistência bélica. A guerra não será um passeio de domingo no parque. O conflito também pode arrastar os aliados na região. O que deve acelerar a tendência de crise no abastecimento do mercado de combustíveis fósseis. Efeito colateral que ameaça as eleições presidenciais de 2028. Assim como atinge a Arábia Saudita. Já atacada pelos insurgentes do Houthis, do Iêmen, financiados pela Guarda Revolucionária.

A derrota eleitoral na eleição à presidência da República do Brasil de Flávio Bolsonaro fragiliza a ‘reinventada’ Doutrina Donroe. Um mix das ideias de Donald Trump e James Monroe. O conceito expansionista é de uma América para os americanos. A América Latina como um quintal dos EUA. A vitória nas urnas eletrônicas de Luiz Inácio Lula da Silva, adepto do multilateralismo, membro do BRICs, oitava maior economia mundial, atrapalha o andamento do projeto autoritário. Ele já havia sequestrado Nicolás Maduro[Venezuela] e ameaçado Cuba e Nicarágua.

“It’s the economy, stupid”, disparou em 1992 o estrategista James Carville, da campanha eleitoral do democrata Bill Clinton. Adversário: George Bush pai. Tradução: É a economia, estúpido [Idiota]. A alta dos preços explicariam o resultado pífio nas urnas de novembro de 2026. Mais: a gasolina e o diesel dispararam depois da guerra deflagrada pelos EUA contra o Irã. As tarifas de importação determinadas pelo presidente da República encareceram os produtos. As políticas públicas executadas esvaziaram o bolso dos trabalhadores. O troco veio a galope.

Com o controle do Congresso Nacional, os democratas podem atrapalhar o tarifaço imposto por Donald Trump. O que provocaria uma inflexão na relação do governo americano com países como Brasil, China, Índia, Japão e Coreia do Sul. É uma das possibilidades. Eleições presidenciais estão programadas para novembro de 2028. Não custa lembrar: a Constituição do país impede um eventual terceiro mandato. O republicano venceu em 2016, saiu derrotado à reeleição em 2020, e voltou a ganhar no ano de 2024. Ele sinalizou que não descartaria um novo mandato.

Em queda livre

O inquilino da Casa Branca Donald Trump não é o primeiro personagem excêntrico da extrema direita global a ser defenestrado pelas urnas. Em Portugal, o socialista democrático Antônio José Seguro derrotou André Ventura, o nome do Chega, de extrema direita. Por 67% a 33% e elegeu-se presidente da República, em 8 de fevereiro passado. Em frente ampla antifascista.

Referência para Jair Messias Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, Viktor Orbán, em 12 de abril último, perdeu nas urnas o cargo de primeiro-ministro da Hungria. País do leste europeu. Em tempo: depois de 16 anos encastelado no poder. Com 50 tons de autoritarismos. O seu adversário é um político de centro, que ampliou o leque de alianças políticas e sociais, Peter Magyar.

Primeiro, Jair Messias Bolsonaro perde a corrida ao Palácio do Planalto em 2022, foge para os EUA, fracassa na tentativa de golpe de Estado civil e militar em 8 de janeiro de 2023 e acaba condenado, em 2025, a 27 anos e três meses de cadeia. Flávio Bolsonaro é atropelado nas urnas eletrônicas em 25 de outubro, foge para os EUA e vê a derrota espetacular do republicano.

Primeiro-ministro mais longevo no poder em Israel, Benjamin Netanyahu não obteve maioria nas eleições de 30 de outubro ao parlamento e pode deixar o poder. A derrota eleitoral de Donald Trump deverá complicar o cenário. O líder nacionalista da Sérvia Aleksandar Vucic, há 14 anos consecutivos no poder, testemunhou a vitória da oposição no País. A Liga Estudantil: 52%.

Motosserra

Com 32% da população do país abaixo da linha de pobreza, queda de 1,74% na atividade econômica de agosto de 2026 em comparação com o mesmo período do ano de 2025, os indicadores econômicos atuais apontam risco elevado de recessão, mobilizam milhões de trabalhadores, desempregados, aposentados e ameaçam complicar o projeto de Javier Milei.

Raio X dos resultados

Daniel Aarão Reis Filho e Fernando Casadei Salles avaliam os números

Apesar de as pesquisas de opinião pública apontarem eventual derrota dos Republicanos nas eleições de novembro de 2026 nos EUA, as urnas trouxeram um tsunami azul, democrata, avassalador, com o controle da Câmara dos Representantes, Senado e governos estaduais, obser­va o professor doutor de História da Universidade Federal Fluminense [UFF,] Daniel Aarão Reis Filho.

Os democratas poderão emparedar Donald Trump, um candidato a ditador, anuncia. A vitória tem alto significado, ele avalia. O inquilino da Casa Branca procura os culpados pela derrota. Ele é o responsável pelo vexame eleitoral, resume. O pesquisador conta ser indispensável a manutenção das lutas por direitos das mulheres, negros, LGBTsQUIAP+. “Não é identitária”, vê.

Professor doutor de Educação da Universidade de Sorocaba [SP], Fernando Casadei Salles vê consequências da surra eleitoral sofrida pelo magnata. Mais: tanto no plano nacional quanto na esfera internacional, pontua. Uma recusa seria negar o óbvio, dispara. O docente alerta ainda ao risco de desconhecer a semelhança entre Democratas e Republicanos. Política e ideológica, atira.

Em outras palavras, o poder continua incólume, impermeável à uma mudança substantiva na correlação de forças, hoje, na sociedade americana, analisa. O intelectual público insiste também que a derrota espetacular de Donald Trump, mesmo sem caráter estratégico, trará sim significados positivos. A irracionalidade absoluta como método de poder político deixa de prevalecer, diz.

Onda azul 

Um estrago passageiro?

Histórica, a derrota de Donald Trump e dos Republicanos pode ser resumida, dispara Valdeni Mariano, intelectual público marxista. O estrago da extrema direita foi passageiro e durou menos do que o previsto, sublinha. O que mostra que é possível vencer as Big Techs, diz.

Com a maioria legislativa, democratas ganham poder de convocação em comitês parlamentares a investigações de possíveis irregularidades e ainda exercem pressão constante em atos admi­nis­trativos, vê Jeovalter Correia, especialista em Direito e Gestão Pública.

Além de impedir a aprovação de orçamento de guerras, o que enfraquece os poderes “imperiais” da Casa Branca, crê. Donald Trump terá dificuldades de continuar com imposição de tarifas e protecionismo agressivos, o que reduz o risco das guerras comerciais, ele frisa.

Apesar de o Partido Democrata dispor também de integrantes conservadores, sionistas, liberais, a sua vitória nas urnas, a onda azul, é um alento para a humanidade, revela o diretor do Iser Márcio Santilli. Cortar as asas do pato manco é um alívio, atira o ativista.

Historiador marxista, Clayton de Souza Avelar diz que a derrota de Donald Trump ocorre na sequência da eleição no Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva, da queda do Bolsonarismo, um expoente do fascismo, com forte repercussão mundial. Já que se trata da maior potência, ele explica.

Sindicalista em Brasília [DF], capital da República inaugurada em 1960, o professor aponta também os ecos de repercussão local, nas instituições dos EUA. O resultado deve influenciar as eleições na Espanha, em novembro de 2026, e mesmo na França, no ano de 2027, crê o ativista rojo.

Advogado, Gustavo Alves de Oliveira, irônico, usa dois adágios para explicar a fulminante derrota política e eleitoral de Donald Trump. “Cabra ruim se enforca com a própria corda e quem semeia vento colhe tempestade”, sorri à onda de derrotas da extrema direita mundial.

Marcos Guedes/Professor de História da Universidade Federal de Pernambuco

“Leitura infantil da Política Internacional”

O que explica a derrota avassaladora de Donald Trump?

Marcos Guedes _ Primeiro, a prisão do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Baseado em uma leitura infantil da política internacional. Segundo, ele decidiu abandonar de vez as iniciativas diplomáticas para resolver a questão nuclear e o conflito armado com o Irã e determinou um ataque em massa. De destruição da elite política, militar e religiosa do país. Depois de declarar para mídia internacional que o Irã estava derrotado e submisso aos seus interesses, viu aos poucos a recuperação daquele país militarmente, religiosamente com uma determinação para muitos e inesperada de lutar e vencer. Estava iniciada a crise que levaria o preço do petróleo a mais de $100 o barril e provocaria um terremoto na economia americana dependente do transporte marítimo e por terra que devido a esse ato praticamente inviabilizou o setor de alimentos. Além disso grupos armados pró-iranianos agiram para fechar as passagens marítimas de transporte de petróleo na região. Nos últimos seis meses, a população americana percebeu que aquele homem que declarava ser o presidente da República dos EUA que faria América grande novamente havia tomado decisões mal pensadas, que não levaram em consideração os objetivos do eleitorado nem os objetivos estratégicos do país. Como em qualquer país democrático a resposta do eleitorado veio nas urnas. Em forma de um tsunami que deu ao partido democrata a grande maioria da Câmara de Deputados e no Senado.

As armas da Casa Branca?

Marcos Guedes _ Frente à catástrofe eleitoral, Donald Trump fez de conta que o tsunami era apenas uma ondinha e esta tentando pulá-la com ameaças de que irá vetar toda em qualquer decisão do Congresso que vá contra suas convicções políticas e seus interesses imediatos. Já se cogita impeachment e responsabilizá-lo e seus assessores pelos atos inconstitucionais realizados durante seu mandato. Uma outra ação para tirar a responsabilidade da crise política atual nos Estados Unidos de suas costas é tentar culpar os seus conselheiros pela guerra com o Irã. Isso com objetivo de tirar a sua responsabilidade pessoal na decisão de iniciar o conflito armado e jogar nas costas de seus assessores particularmente do secretário de guerra a responsabilidade pelos erros cometidos.

Possibilidades de êxito?

Marcos Guedes _ Donald Trump terá ainda alguma chance de recompor suas bases. Caso o partido democrata consiga retomar o poder do Parlamento e impor novamente a Constituição americana no centro das ações e preocupações políticas, o país conseguirá virar essa página triste e vergonhosa que tomou conta do partido republicano. Ela levou o país a um declínio hoje evidente na economia, na política e na segurança. Para aqueles que não acreditam no regime democrático, aí está mais uma prova de que suas instituições são fundamentais pra manutenção de uma sociedade saudável e em paz.

Qual o destino do governo de Donald Trump após as eleições?

Marcos Guedes _ Donald Trump tem sido o mais polêmico governo nos últimos 80 anos na história política dos Estados Unidos da América. Ele se estabeleceu em cima de uma aliança entre grupos radicais de extrema direita, que incluem desde nazistas a neonazistas e movimentos racistas originários nos EUA, até a população trabalhadora desempregada nas gran­des cidades e os pequenos produtores agrícolas que se sentem deixados pra trás no mercado internacional por uma competição muito mais eficiente vinda de países como Austrália e Brasil.

O que ele pensa?

Marcos Guedes _ Um outro aspecto importante diz respeito à sua visão sobre política. Para ele a política não passa de um jogo econômico no qual o objetivo é sempre ganhar e usar toda e qualquer artimanha possível para sair vitorioso. Assim ocorreu quando ele levou as tarifas de importação de produtos do exterior ao patamar tal que quase que inviabiliza boa parte do sistema econômico e comercial internacional. Versão nacionalista extrema de que o mundo precisa dos EUA e deve pagar o custo da crise econômica norte-americana.

A sua análise da invasão do Capitólio?

Marcos Guedes _ A invasão do Senado e da Câmara Federal estimulada por suas palavras em 6 de janeiro de 2021, após perder as eleições no final do seu primeiro mandato, indica que ele não mede as consequências, mesmo que sejam a destruição da democracia americana. Aquele ato bárbaro provocou a morte de pelo menos 5 pessoas entre os quais guardas da Câmara e Senado. O suficiente para um processo de exclusão da vida política e de condenação por estimular atos de subversão do sistema democrático. O mesmo sistema não demonstrou a capacidade de reagir de forma a anular a ascensão de grupos radicais e antidemocráticos. De anular os abusos e a propaganda preconceituosa, inconstitucional e abusiva, que Trump usou para voltar ao poder.

A sua agenda política?

Marcos Guedes – Com o discurso populista e demagogo de que faria América voltar a ser a maior potência hegemônica do globo, de que traria de volta os empregos e as fábricas norte-americanas que se mudaram para China, de que recuperaria a agricultura americana e a colocaria novamente como fonte da agricultura global, Donald Trump convenceu por algum tempo essa camada da população que clamava por uma nova política econômica e social, que elevasse o seu padrão de vida e recuperasse a economia e o poder americano. Um famoso presidente americano disse uma vez que não se pode enganar o povo para sempre. E foi isso que ocorreu. As tarifas para importação desorganizaram a economia mundial inclusive prejudicaram os produtores norte-americanos; as declarações repetidas pelo presidente de quê não se envolveria em guerras e que seria o presidente que faria mais acordos de país na história se revelaram falsas.

explosivo

Rupturas tecnológicas 

“À beira do precipício” 

Marcelo Benfica Marinho diagnostica o risco do fascismo 

Professor mestre de História da Universidade Estadual de Goiás [UEG], Marcelo Benfica Marinho diz que a Era Contemporânea é de rupturas tecnológicas, além de disruptivas na política, com múltiplas possibilidades de comunicação alternativa. Ele é pesquisador do tema à época da ditadura civil e militar no país.

Cineasta, o docente explica ainda que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, virou um símbolo de resistência internacional. Com influência até nas eleições de 2 de novembro nos EUA. O L de Lula, afirma. Uma onda azul varreu o Senado, a Câmara dos Representantes e governos dos estados, ele informa.

O intelectual gauche admite que o Brasil esteve a um passo do precipício. Do fascismo, observa. Até conseguirmos furar bolhas, registra. Para conectar pessoas, ocupar ruas e praças com juventude e trabalhadores, pontua. Uma delícia participar das lutas, confessa. Em ações descentralizadas, já sublinha.

No divã com Freud 

Esquerda faz análise 

A Internacional Comunista

O resultado de 2 de novembro de 2026 é um dos mais expressivos da história nas eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, afirma o presidente do PV, em Goiás, Cristiano Cunha. Os democratas retomaram o controle da Câmara dos Representantes e Senado da República, além de governos em Estados sob hegemonia dos Republicanos, fuzila.

O recado do eleitor foi claro, avalia o ambientalista. Desgastes com a guerra ao Irã, aumento no preço do petróleo, alta no custo de vida, bolso é atingido, explica o advogado. Donald Trump governará em 2027 e 2028 com um Capitólio de oposição, sem espaços a medidas unilaterais e com pé no freio na agenda de tarifas e retrocessos ambientais, frisa.

Nenhum líder político mundial está acima da vontade popular e das instituições democráticas, como mostra a queda espetacular de Donald Trump, insiste o advogado e candidato a vice- governador do Estado de Goiás em 2026, Carlos Mundim [PDT]. A derrota impõe limites claros também à sua agenda política imperial e expansionista, avisa, aliviado.

Assim como empodera o poder político de contrapeso e fiscalização do Congresso Nacional, o Capitólio, explica. Já na economia, o impacto dos números é internacional, dispara. A democracia não autoriza cheque em branco, metralha. O poder pertence à população, destaca. Governar exige diálogo a a construção de consensos, define.

Vexatória. Assim teria sido a dêbacle de Donald Trump, republicano, registra o professor de História Reinaldo Pantaleão [PT]. Marxista, ele condena a Política Externa atual da Casa Branca. O eleitor sentiu o peso da guerra no Oriente Médio na inflação e no custo de vida, afirma. A derrota já estava desenhada, conta. O petista alerta ao risco dos democratas.

Adepto das ideias de Leon Trotski, o professor de História Fred Frazão [PSOL], membro do Socialist Alternative, avalia que Donald Trump teve revés esmagador. “Uma resposta à guerra ao Irã, ao custo de vida, aos ataques à Saúde Pública e pessoas trans.” Apesar de sua derrota, a classe trabalhadora não pode depositar confiança nos Democratas, crê.

Os trabalhadores e a juventude, hoje, nos EUA, deveriam deflagrar atos, protestos, greves e ocupações para reverter velhas medidas e conquistar direitos, propõe o internacionalista. Contra a guerra ao Irã, Data centers, IA, ICE, machismo, racismo, recomenda. Pela criação de um novo partido político de esquerda radical socialista e democrático, sugere.

Sindicalista, João Pires [PC do B] diagnostica a crise econômica dos EUA, o crescimento da inflação, o aumento da miséria extrema, o déficit de moradia, a política de criminalização dos migrantes, a violência do ICE e a sua Política Externa como fatores da derrota histórica de Donald Trump, republicano, nas midterns. Um recado direto das urnas, pontua.

Internacionalista, um revolucionário latino-americano, o engenheiro eletricista Rosemar Cardoso Maciel dormiu quase ao amanhecer para ver a apuração e totalização dos votos nos EUA. A onda azul, resume. Com a derrota especial de Donald Trump, anuncia. Para o Capitólio, governos e plebiscitos, comemora. “O Laranjão em novembro inesquecível”.

É estranho torcer para o azul contra o vermelho, brinca. Elon Musk torrou milhões, operou com Big Techs e perderam no Texas, relata. David e Golias e o bem contra o mal, conceitua. Poeta, apaixonado nas músicas de Chico Buarque e Belchior, ele vê tempestade perfeita à extrema direita global. EUA, Brasil, Israel, Paraguai, Sérvia, destaca.

A derrota de Donald Trump amputou a sua ânsia imperialista, afirma o economista marxista Fernando Safatle, presidente do PSB de Catalão. O seu delírio de tornar os EUA grande potência, para voltar a dominar unilateralmente o mundo, retomar a sua hegemonia econômica  através do tarifaço e a América em seu quintal serão revistos, vê.

O cerco que avançava em relação ao Brasil pela direita que conquistava os governos no Cone-Sul  foi contido com a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva e a sua derrota em novembro. Não está claro se a vitória dos democratas nas duas casas do Congresso será capaz derrubar a sua vocação imperial e autoritária, observa. “Mesmo derrotado pode dobrar aposta”.

O resultado constitui um sinal de insatisfação de parcelas expressivas da sociedade norte-americana com os rumos do País, registra Lilia de Fátima, coordenadora da Rede Sustentabilidade [GO]. Economia, custo de vida, Política Externa, sublinha. Com incertezas, observa. O mercado reagiu às eleições e já considera possíveis mudanças, ela informa.

Não se trata apenas de uma disputa entre o republicano Donald Trump e seus adversários demo­cra­tas, explica. Com uma sólida presença no mercado do agronegócio, de comoditties do setor primário da economia, produtores e exportadores do Estado de Goiás devem ser afetados, alerta a líder ambientalista. Sete brasileiros foram eleitos, conta.

Amanhã, Guilherme Arantes

Capa da revista Time

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