
Renato Dias
Após promover uma vil intervenção tão cirúrgica quanto espetacular na Venezuela, com o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, ameaçar Cuba e Colômbia, não descartar invadir por terra o México, admitir as anexações do Canadá e da Groenlândia, sair de organismos internacionais, Donald Trump implode a ordem mundial construída depois da segunda guerra [1939-1945]. O republicano, sem consultar o Capitólio, dinamita o Direito Internacional. Com enorme vocação imperial, ele dá também bananas para a ONU, OEA e OTAN. Para reposicionar a geopolítica fundada na Lei do Mais Forte e nas empoeiradas áreas de influência. O homem executa o que diz.

Herdeiro do ataque de 6 de janeiro de 2021, com seis mortos, centenas de feridos, presos e condenados, o inquilino da Casa Branca anistiou os atingidos pelo Judiciário, faz vistas grossas ao domínio da Federação Russa na região que compõe os 15 países da extinta União Soviética [URSS], não vê motivos para atacar Vladimir Putin e distancia-se da área de domínio da China na Ásia. Assim como não constrange a Coreia do Norte. O magnata protege Israel como um cão de guarda. O sionismo garante os interesses de Washington DC no Oriente Médio. Ele conta com Argentina, Chile Equador, Bolívia, Guatemala e El Salvador como aliados no seu “quintal”.

Doutrina Donroe
Donald Trump ensaia intervir nas eleições de 2026 em três países. Integram a relação Peru, Colômbia e Brasil. As suas armas, hoje, seriam Guerra Híbrida e Soft Power. O recurso à violência da indústria bélica faz parte do campo das possibilidades. As Big Techs podem entrar em cena. A opinião pública dos EUA está longe de criar freios ao autocrata 2.6. Petróleo, terras raras, riquezas minerais, água doce, comoditties encontradas em abundância nas Américas, constituem as motivações econômicas do líder da extrema direita. Operações baseadas na Doutrina Donroe. Um mix no século XXI de Doutrina Monroe com iniciais de Donald Trump.

Os EUA querem obter acesso irrestrito aos recursos naturais. Além reposicionar o Império nas Américas. Assim como desviar ainda o foco, hoje, das denúncias de um suposto envolvimento do velho Donald Trump com o magnata Jeffrey Epstein. Pivô de um novo escândalo sexual com menores, pedofilia e que já afeta a base social, política e eleitoral conservadora do republicano. Tanto é que a Casa Branca mantém a agenda do ICE nas ruas para atacar imigrantes e saciar a fome de xenofobia de parte dos norte-americanos. Inflação, dívida interna, desemprego, déficit habitacional e 45 mi de pessoas abaixo da linha de pobreza alimentam a crise.

Que fazer?

Ações com “impacto e choque”, hoje, em 2026, à Política Externa do Brasil. Assim o professor doutor de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro [UFRJ], Francisco Carlos Teixeira da Silva, avalia como a invasão da Venezuela, os sequestros de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, as ameaças de ocupação da Groenlândia, anexação do Canadá, ataques à Colômbia e México, feitas por Donald Trump, presidente da República dos EUA, foram recebidas no país.

Fundada no multilateralismo, a Política Externa do Brasil opera com o xadrez tridimensional, ele explica. Com três tabuleiros, informa. A expansão do Mercosul é o primeiro, diz. Já o BRICs, com China, Índia e Rússia, é o segundo, pontua. O terceiro seria a geopolítica mundial, a ONU como referência, com apelos e mediações pela paz, forças especiais, pela reforma do Conselho de Segurança, discursos na abertura da Assembleia Geral anual, afirma ainda.
Marco Rubio, secretário de Estado, em declaração desavergonhada, sem pudor, vê as Américas do Sul e Central como o quintal dos EUA, coloca a Política Externa do Brasil, país sem expressão militar global, em xeque e com reduzido espaço para autonomia, observa. A Argentina virou um protetorado financeiro, político e ideológico dos EUA, dispara. A Casa Branca quer expulsar China e Rússia do cenário sul-americano, registra. “O que provocará perda de dinamismo do Brasil”.
Apesar de Donald Trump abrir frentes de conflitos no mundo, não é possível saber as suas finalidades últimas, relata o professor doutor de História da Unesp, Alberto Aggio. O que se pode inferir é que ele faz mesmo o que diz, resume. O que surpreende hoje tanto pela arrogância quanto pela violência, sublinha. A ordem mundial construída pós segunda guerra mundial parece ruir com as suas ações. Com a volta da divisão do mundo em áreas de influência, ele denuncia.

Resta saber se China e Rússia adotarão o mesmo estilo, o escritor questiona. Moscou ataca a Ucrânia e não é certo que fará o mesmo com o restante da Europa, dispara. A China executa uma política mundial de expansão econômica pouca afeita a lances imperialistas, por ora, destaca. Donald Trump rompe com a globalização e a interdependência que marcaram o início do século XXI entre as economias e os países, crê o especialista nos conceitos de Antonio Gramsci.
“Que fazer?” Em primeiro lugar, reagir com equilíbrio e decisão, propõe. Alberto Aggio acredita que Luiz Inácio Lula da Silva acertou o tom à época do “tarifaço”. O Palácio do Planalto enfrentou o problema, reuniu forças e isolou os adeptos de Jair Messias Bolsonaro, conta. Não será fácil, como mostra o quadro da Venezuela, admite. Não há somente uma única linha tática a seguir, frisa. Para manter a estratégia geral de afirmação do multilateralismo, atira.
Professor doutor do Núcleo de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense [UFF], Daniel Aarão Reis Filho vê agressão e não ocupação militar da Venezuela. Ele cita a renatodias.online Vladimir Ilich Ulianov [Lênin] e observa que o correto é analisar concretamente a situação concreta da ‘Resolução Absoluta’. Invasão é o que ocorreu no Afeganistão pelos EUA, na Faixa de Gaza por Israel e Ucrânia com a Rússia, diz. Novo padrão que se desenha, aponta.

A Casa Branca deixa de apresentar o ato unilateral como uma defesa dos valores da democracia e da liberdade, pontua. O pesquisador detecta ainda os supostos sinais das motivações geoestratégicas nos movimentos. As mesmas que teriam impulsionado os EUA a pressionarem o Panamá a cortar a China da construção do canal e que hoje levam as ameaças à Groenlândia, crê. “É a Doutrina Donroe, de Donald Trump e James Monroe, ironia destilada pelo próprio republicano”.
A América para os Estados Unidos e a divisão do mundo em uma perspectiva geoestratégica de áreas de influência, desabafa o escritor. É um projeto para ser executado para equilibrar o mundo, hoje, em uma conjuntura internacional de instabilidade hegemônica, já que a dominação unilateral dos EUA se tornou inepta no século XXI, ele formula. Daniel Aarão Reis Filho lamenta a capitulação do núcleo dirigente da Venezuela e frisa ser possível impor derrota os EUA.
Com a abjeta destruição do Direito Internacional, a invasão territorial da Venezuela e a ameaça de que o petróleo do país será drenado para os EUA, o Brasil deve enfrentar o imperialismo e o novo colonialismo de Donald Trump e promover a integração da América do Sul, além dos acordos comerciais. É o que sugere Carlos Ugo Santander. Professor doutor da Faculdade de Ciências Sociais da UFG nascido no Peru, ele crê ser uma saída consistente.

Professor doutor de História da UFG, Roberto Abdala lembra que a primeira gestão de Donald Trump é marcada por rupturas institucionais. Como o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, informa. Por não aceitar o resultado das urnas em que sai derrotado, explica. Eleito em 2024, ele persegue imigrantes, deporta-os, ataca ainda universidades, suspende o repasse de recursos a órgãos internacionais e promove sanções econômicas aos países, ele relata.

O historiador acusa as Big Techs de manipularem informações, veicularem Fake News, criarem falsas narrativas que desprezam o aquecimento global e o papel da ciência e disseminarem hoje a cultura neoliberal. O pesquisador denuncia o aumento da jornada e do ritmo de trabalho mercado. A extrema direita, com discursos vazios, religiosos, destila ódio e movem o que seria uma dinâmica permanente do caos, conceitua. Com uma série de precedentes, aponta.
Antes da Venezuela, a Casa Branca havia invadido e atacado Kwait, Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Nigéria, Iêmen, além de financiar Israel que destruiu a Palestina e o Líbano e bombardeou o Irã, recorda. O Brasil pode ter riscos, registra. Já que possui riquezas naturais, petróleo, terras raras, água doce, fontes de energia limpas, revela. As reações internas hoje à escalada autocrática de Donald Trump traz um alento, ressalta. Mesmo assim, a ameaça estratégica iminente é grave, diz.
O professor doutor da Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás [UFG], David Maciel, revela que a nova Doutrina de Segurança Nacional dos EUA estabelece que a América Latina é a sua área de influência. A Casa Branca acelera conflito global com China e Rússia, observa. O que implica na abertura de um período de instabilidade no cenário internacional, faz a leitura.Brasil é alvo privilegiado da estratégia, vê. Por sua força econômica e política, frisa.

A extrema direita no país, os adeptos de Jair Messias Bolsonaro, defende a intervenção dos EUA no Brasil, como na Venezuela, ele afirma. O pesquisador avalia também ser temerária a aposta do Itamaraty nas negociações referentes às tarifas, Big Techs, terras raras e até Data Center. De que os acordos a serem celebrados seriam suficientes para conter a invasão de Donald Trump, sublinha o marxista. “A defesa da soberania é tarefa dos trabalhadores”.
Os anúncios de invasão terrestre do México e da anexação da Groenlândia podem ser colocados na rubrica das bravatas e intimidações de Donald Trump, analisa a professora doutora da Universidade Federal da Paraíba [UFPB], Betty Almeida. Ele faz uma releitura da Doutrina Monroe, destaca. A América Latina como o seu quintal, observa. Depois de vetar o ingresso da Venezuela no BRICs, o Brasil continua atrasado e morno em suas respostas, critica.

A escritora defende a atualidade, no século XXI, da Teoria da Dependência. A dominação econômica dos EUA impede o desenvolvimento da América Latina, dispara. Os partidos políticos de esquerda possuem o dever de cumprir o papel na organização dos trabalhadores e da sociedade civil para promoção da democracia, justiça e redução das desigualdades abissais do Brasil, diz a biógrafa de Honestino Guimarães, ex-presidente da UNE e desaparecido.
Ex-reitor do Instituto Federal de Goiás [IFG], Paulo César Pereira reclama que Donald Trump fere o Direito Internacional, viola a Carta da ONU, pisoteia a soberania e a autodeterminação dos povos, quer exercer a dominação pelo poder bélico e possui interesses econômicos e geopolíticos de hegemonia global. A Casa Branca caça petróleo, combustíveis fósseis e terras raras para alavancar a sua economia, desabafa. Um unilateralismo tosco e perigoso, critica.

Beligerante, o cenário global requer uma intervenção imediata dos organismos internacionais para conter a escalada de ameaças e violência, recomenda. As operações dos EUA trazem riscos ao Brasil, confidencia. É indispensável frear Donald Trump, mobilizar a sociedade civil e derrotar nas urnas, ruas e opinião pública os setores entreguistas súditos do republicano da extrema direita global, um verdadeiro autocrata do mundo contemporâneo, diz o intelectual público.
Graduado em História e Ciências Sociais, com especialização em Cuba e mestre em História Cultural, atual vice reitor da Universidade de Gurupi [Tocantins], Paulo Henrique Costa Mattos avalia que Donald Trump acredita que pode “dinamitar” o Direito Internacional e violar a soberania e a autodeterminação dos povos da América Latina. A saída não é dar uma resposta isolada, alerta. Ele propõe a unidade dos países ameaçados. “Com a população nas ruas em movimento.”

O Brasil continua sob a mira dos EUA, avisa. Com riscos às bases instaladas em Fernando de Noronha e de Alcântara, informa. A probabilidade de ingerência nas eleições de outubro é elevada, revela. Com o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, a Casa Branca manda um recado à América Latina, ele interpreta a operação. Os países que integrarem o BRICs, estabelecerem sólidas relações com China e Rússia serão atingidos, prevê. Os EUA querem comoditties, frisa.


EUA
Resposta à perda da hegemonia
O diretor do ISA Márcio Santilli avalia que Donald Trump executa Política Externa suicida, ao abrir crises e conflitos simultâneos, como com China, Rússia, Europa, Irã. O Brasil deve ficar em alerta, avisa. O ex-deputado federal constituinte lembra dos ataques à Venezuela e as ameaças à Colômbia e México. A Casa Branca tem a intenção de tomar Fernando de Noronha, acusa. O ambientalista lembra que o país realiza eleições em outubro e o Império pode tentar influenciá-la, ele dispara.

Graduado em Letras, tradutor de livros de inglês e francês para o português, Itamar Borges, especialista em Política Internacional, diz que Donald Trump é a resposta dos EUA à perda da hegemonia na economia, finanças e tecnologia. A Casa Branca vê a ascensão contínua da China, o reposicionamento da Rússia e estabelece nova “cortina de ferro”, ironiza. O mundo unipolar está prestes a morrer e um multipolar nasce, vê. O republicano pode instalar uma autocracia nos EUA, frisa. O Brasil precisa reagir, diz o ex-CGB.

Um mix sórdido de Adolf Hitler e Benito Mussolini. Assim é Donald Trump, hoje, define-o Valterli Guedes, jornalista e advogado, presidente da Associação Goiana de Imprensa [AGI]. A serviço dos super ricos e da indústria bélica, ele quer dominar o mundo, resume. Não se sabe até onde ele irá, frisa. Ele revelou o seu verdadeiro alvo na Venezuela, as maiores reservas de petróleo do planeta, destaca. É necessário conte-lo já, insiste. Para impedir a Terceira Guerra Mundial, lamenta com temor o operador do Direito.

Advogado com expertise em Direito Internacional, Luiz Fernando Dolci informa que o projeto MAGA classifica as Américas como quintal dos EUA, com expansão à Europa e a Groenlândia é apenas o início. O Brasil corre, hoje, sérios riscos, relata. As eleições de 4 de novembro nos EUA podem frear o autocrata, afirma. A ONU está enfraquecida, conta. Mais: a diplomacia deve vetar a lei do mais forte, propõe. A aprovação do republicano Donald Trump despenca em alta velocidade, anuncia.


Em tempo
Resistência é a ordem

A Política Externa de Donald Trump não provoca surpresa, afirma o sociólogo Julio Turra, dirigente do PT, DAP, O Trabalho, IV Internacional e CUT. Já que havia sido anunciada, recorda-se. O ataque à Venezuela foi programado com o envio da CIA ao país e uma frota de guerra estacionada no Caribe, relata. Os países da região devem colocar as barbas de molho, alerta. Até o Brasil, admite. Apesar da química, ironiza.

Advogado, Edilberto de Castro Dias, presidente do PT da primeira zona de Goiânia, detecta o neocolonialismo 3.0, denuncia o expansionismo dos EUA e aponta perigo iminente de eventual agressão externa. Donald Trump não é um líder errático, diz. É a encarnação do novo fascismo, atira. Maior economia da América Latina, o Brasil está na linha de fogo, vê. Cenário apocalíptico, fuzila. Unidade, integração regional e resistência, ele aponta os caminhos.

Presidente do Sindsasc [DF] e líder do PSOL, o historiador trotskista Clayton de Souza Avelar observa que o projeto de Donald Trump é consolidar o Império dos EUA no hemisfério ocidental. O Brasil aparece na alça de mira da extrema direita norte-americana, pontua. Big Techs, CIA e Mossad farão operações, prevê. “Com os suportes do mercado, Faria Lima, conglomerados de mídia, mercadores da fé, aparato de repressão do Estado.” 2026 será ano de batalhas, vê.

Professor de História, sindicalista, além de dirigente do PSOL e trotskista da LSR e ASI, Fred Frazão analisa que Donald Trump quer subjugar a América Latina, saquear as riquezas naturais e estabelecer governos locais servis aos seus interesses econômicos e geopolíticos estratégicos. Uma terrível ameaça, resume o internacionalista. Batalhas virão na Venezuela, Brasil, América Latina e no mundo, projeta o ativista. A esquerda possui tarefas, frisa.

Presidenciável do PSTU, sigla trotskista e adepta das ideias de Nahuel Moreno, Vera Lúcia aponta uma crise na ordem mundial. Nas esferas política, econômica, jurídica, faz o diagnóstico. Uma disputa imperialista pela partilha do planeta, explica a operária. EUA e China brigam pela hegemonia, resume. A Casa Branca põe em risco a América Latina com ameaças ao México, Colômbia, Cuba e o Brasil deve ficar em alerta, frisa.”Novo cenário e não sabemos o que virá”.

O ataque à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores é um ato de guerra, afirma o advogado Rubens Donizetti [PSTU]. Sem resposta, a América Latina pode sofrer nova invasão, crê. Os EUA não querem reprimir o narcotráfico, explica. Tanto que concedeu perdão a Juan Orlando Hernandes [Honduras], lembra. “A nova Doutrina de Segurança exige governos de extrema direita, neoliberais, além de subservientes a Donald Trump, para aplicar sua política”.

Herdeiro do trabalhismo de Leonel Brizola, Jordaci Matos, membro do PDT Nacional, não descarta a eclosão da Terceira Guerra Mundial. Não se trata de combate ao narcoterrorismo, avisa. Os EUA querem petróleo e terras raras da América Latina, declara. A Casa Branca tentará sim anexar a Groenlândia, ele acredita. A situação é grave, admite. Um elemento explosivo da geopolítica mundial, hoje, sublinha o dirigente. Um leitor compulsivo de Karl Marx.

O Império dos EUA quer submeter o mundo aos projetos de Washington, acusa o historiador marxista Reinaldo Pantaleão [Unidade Popular]. As operações continuarão, alerta. O Brasil pode ser um dos próximos alvos, insiste. Com a possibilidade de novo golpe de Estado civil e militar, metralha. Uma saída é a união dos países ameaçados. Um fascismo de tipo novo, explica. Tempos sombrios e de instabilidade política internacional, ele classifica.

A Política Externa dos EUA é hoje uma ameaça à segurança mundial, denuncia o físico e mestre em Engenharia Nuclear Arthur Otto [Cidadania]. Já o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores um atestado de insanidade, diagnostica. É a volta da “lei do mais forte”, lamenta. Uma violação do Direito Internacional e desrespeito à ONU e OEA, desabafa. A diplomacia deve operar para superar o quadro de instabilidade global, completa. Com soberania e autodeterminação, diz.

O ataque à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores são elementos que mostram alterações no tabuleiro da geopolítica internacional, avalia o economista marxista Fernando Safatle [PSB]. Manifestações de protesto já ocorrem no mundo e até mesmo nos EUA, ele relata. É apenas o início da resistência contra a violação da Carta da ONU, da soberania e autodeterminação dos povos, calcula. A história ainda não terminou, dispara o líder socialista.
















