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Honestino: Ainda Estou Aqui 

Um filme híbrido, ficção e documentário Desaparecido sob a ditadura  em 1973

Renato Dias 

Sob o embalo da explosão global do cinema nacional, com Ainda Estou Aqui, Bruno Gagliasso interpretará o papel em um longa híbrido, ficção e documentário, “Honestino”. O filme contará a história de Honestino Monteiro Guimarães. Mais:  ex-presidente da UNE, estudante de Geologia da UNB, nascido em Itaberaí, Estado de Goiás, e dirigente da APML. Ele foi preso, torturado, assassinado e é desaparecido político. Desde outubro de 1973. Como Rubens Beirodt Paiva, executado em 20 de janeiro de 1971.

A direção é assinada pelo cineasta Aurélio Michiles. A produção tem as digitais de Nilson Rodrigues, da Mercado Filmes. O roteiro é baseado no livro – reportagem Paixão de Honestino, de autoria da jornalista Betty Almeida. Assim como no depoimento visceral, pungente, da mãe do líder estudantil Maria Rosa Leite Monteiro “Honestino, o bom da amizade é a não cobrança”. A distribuição da produção cinematográfica será realizada pela Pandora Filmes. Com estreia no segundo semestre de 2025.

Como Eunice Paiva com Rubens Beirodt Paiva, Maria Rosa Leite Monteiro nunca recebeu os restos mortais de Honestino Monteiro Guimarães para dar-lhes um sepultamento e elaborar o luto, patrimônio imaterial da cultura da humanidade. Instalada em 2 de abril de 1964, com a deposição do presidente da República à época, João Goulart, a ditadura civil e militar no Brasil nunca entregou o corpo à família. Ela morreu. Sem a última despedida ao filho. Um sonho que acalentou até o fim da vida.

Amanhã vai ser outro dia, de Chico Buarque

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