
Ex-presidente nacional do PC do B
Renato Dias
Presidente nacional do Partido Comunista do Brasil [PC do B] de 2001 a 2015, Renato Rabelo morreu no último domingo, 15 de fevereiro, aos 84 anos de idade. A causa mortis teria sido um câncer. A sua morte provocou uma forte comoção nas esquerdas do país.

Líder estudantil à época da ditadura civil e militar, ele ainda integrou a direção da clandestina União Nacional dos Estudantes [UNE]. Assim como atuou na Ação Popular. A AP foi incorporada ao PC do B no ano de 1972. O comunista exilou – se também na Europa.

Após deixar a presidência da legenda da foice e do martelo, Renato Rabelo executou funções na Fundação Nacional Maurício Grabois. Instituição responsável pela formação política e ideológica da sigla. Ele era um adepto das ideias socialistas de Karl Marx [1818-1883].

O ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado Aldo Arantes diz que Renato Rabelo entra para a história por seu papel na luta contra a ditadura, contribuiu para acelerar a incorporação da AP ao PC do B, fez crítica revolucionária a Stalin e exerceu a direção em momentos difíceis.

Luiz Carlos Orro relata que Renato Rabelo protagonizou uma missão estratégica na reconstrução do partido sob a ditadura civil e militar e a Nova República. O sucessor de João Amazonas, sublinha. Ele repousa agora no patamar dos pilares da luta pela democracia, observa.

Professora doutora da PUC Goiás, a historiadora Lúcia Rincón avalia que a tristeza pela perda do dirigente é como deixar no peito um vácuo que angustia e enfraquece. Meu coração está partido em 15 de fevereiro, vê. Dia da morte de Silvio Costa e de Renato Rabelo, ela lamenta.

Um homem de luta que não vacilou contra a ditadura e em defesa da democracia, resume o professor de História Reinaldo Pantaleão [Unidade Popular]. Lamentável a sua partida, frisa, emocionado. A luta continua, dispara, hoje, o ativista da esquerda brasileira.

Historiador marxista, Fred Frazão [PSOL] afirma lamentar a morte do comunista, ressalta que o intelectual público entendeu que nenhuma experiência pode ser transferida de forma mecânica e que o socialismo no Brasil teria a nossa cara. “Choramos a morte do dirigente”, atira.

Marxista, Renato Rabelo participou com protagonismo da construção da ideologia do PC do B, nas eleições de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, registra Jordaci Matos, membro do Diretório Nacional do PDT e atual presidente do Movimento Comunitário Trabalhista.

A professora doutora aposentada da Universidade Federal da Paraíba UFPB, Betty Almeida, conta que o dirigente suportou com coragem e dedicação a resistência à ditadura, manteve fidelidade ao marxismo-leninismo e nunca abandonou a militância política.

Físico e mestre em Engenharia Nuclear, o professor Arthur Otto [Cidadania] lamenta a morte, aponta perda para a democracia e observa que Renato Rabelo deixa a vida e entra para a História como um personagem de relevância na luta de classes e em defesa do socialismo.


Renato Rabelo adormeceu para sempre
Euler Ivo e Isaura Lemos
Foi com muita tristeza e reflexão que recebemos a notícia do falecimento do camarada Renato Rabelo. Todos ficamos tristes e pensativos. Porque foi uma grande perda. Não só para nós, mas para os trabalhadores em geral.
Ele combatia a sociedade capitalista, e lutava pela nova sociedade socialista e comunista. E dedicou sua existência, suas ações, a manifestação de sua vida a esse objetivo. Além de uma prática intensa, dedicou-se aos estudos da economia e da política, buscando encontrar um caminho novo para o PC do B seguir com seus ideais.
Enfrentou a ditadura militar, viveu o exílio, onde inclusive foi preso. Anistiado deu grande contribuição na redemocratização do Brasil e passou a se dedicar na reconstrução do PC do B, única estrutura organizativa capaz de realizar o socialismo no Brasil. Ainda em vida deixou a presidência do partido e a entregou à camarada Luciana.
Não teremos mais a convivência física com ele. Mas reforçamos nossa atividade com seu exemplo de vida e dedicação ao partido e à causa comunista. Um abraço sentido para sua esposa, nossa querida Conchita e seus filh@s.
Viva Renato Rabelo! Nosso perpétuo camarada e amigo. que segue presente em nossas vidas.
Euler Ivo e Isaura Lemos
Goiânia, 15 de fevereiro de 2026
















