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Cheiro de instabilidade

Renato Dias 

Siglas de esquerda e de extrema esquerda, com 99% dos votos já contabilizados, em Portugal, elegeram 91 deputados. Veja: de um total de 226 cadeiras em disputa nas urnas.

O Partido Socialista [PS] conquistou 77 parlamentares. O Bloco de Esquerda [BE] elegeu cinco membros. A Coligação Democrática Unitária [CDU], quatro.

A CDU é formada por uma aliança política heterodoxa entre o Partido Comunista de Portugal e o Partido Ecológico Verde, os Verdes, uma legenda ambientalista.

Mais: o Livre, classificado como um partido político de centro-esquerda, terá direito a quatro assentos. Já o Pessoas, Animais e Natureza [PAN] obteve uma vaga apenas.

A direita moderada 

A Aliança Democrática [AD], coalizão de centro-direita, elegeu 79 representantes. De 230. Mais: ela não tem maioria para a governabilidade. O que trará instabilidade.

Na campanha eleitoral, a AD, uma direita moderada, garantia que sob nenhuma hipótese faria acordo político com o Chega, de extrema-direita, hoje em ascensão.

Contraponto

O Chega, agremiação xenófoba, racista e com uma pauta de costumes regressiva, pulou de 12 para 48 cadeiras no Parlamento de Portugal. Então inexpressiva, incomoda.

A Aliança Democrática terá que montar o governo de coalizão e precisa contar com suporte institucional de 116 parlamentares. Sob risco de ter que disputar novas eleições.

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