{"id":8889,"date":"2021-09-06T23:02:30","date_gmt":"2021-09-07T02:02:30","guid":{"rendered":"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/?p=8889"},"modified":"2021-09-06T23:02:30","modified_gmt":"2021-09-07T02:02:30","slug":"contribuicao-ao-debate-o-ecossocialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/2021\/09\/06\/contribuicao-ao-debate-o-ecossocialismo\/","title":{"rendered":"Contribui\u00e7\u00e3o ao debate: o Ecossocialismo"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-8454\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Explosivo-especial.png\" alt=\"\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #339966;\"><strong>Contribui\u00e7\u00e3o ao debate: o Ecossocialismo<\/strong><\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Alternativas anticapitalistas e antihegem\u00f4nicas criadas sob novas express\u00f5es da luta de classe,\u00a0 libert\u00e1rias,\u00a0 dos povos submetidos ao neocolonialismo,\u00a0 ambientais e culturais \u2013 contra as variadas formas de explora\u00e7\u00e3o, expropria\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_8890\" aria-describedby=\"caption-attachment-8890\" style=\"width: 1904px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8890\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Gilney-Amorim-Viana.jpg\" alt=\"\" width=\"1904\" height=\"798\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8890\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Gilney Amorim Viana<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\"><strong>Gilney Viana<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A pot\u00eancia revolucion\u00e1ria dessas alternativas ser\u00e1 definida pela capacidade de enfrentar os seis grandes desafios da primeira metade do s\u00e9culo XXI: a crise ecol\u00f3gica, a crise do capital, a transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, a amea\u00e7a de guerra nuclear e a s\u00edntese te\u00f3rica capaz de interpretar esse novo mundo, para mud\u00e1-lo. De in\u00edcio,\u00a0 \u00e9 preciso reconhecer que os velhos desafios n\u00e3o resolvidos em sua materialidade econ\u00f4mica e nas intera\u00e7\u00f5es dos seres humanos com a Natureza produziram novas perguntas que n\u00e3o se resolveram com velhas respostas.Por outro lado,\u00a0 os novos desafios percebidos gra\u00e7as \u00e0s novas formas de cogni\u00e7\u00e3o produziram uma explos\u00e3o de lutas de trabalhadores e trabalhadoras, mulheres, jovens, camponeses, negros e negras, povos ind\u00edgenas, migrantes, comunidades LGBTQUIA+, intelectuais e artistas, assim como lutadores e lutadoras de causas comuns como ambientalistas, defensores e defensoras da paz, dos direitos humanos e dos direitos culturais e povos inteiros contra o dom\u00ednio neocolonial.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7987\" aria-describedby=\"caption-attachment-7987\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7987\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Trabalho-analogo-a-escravidao-no-Brasil.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"675\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7987\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Trabalhadores<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Tanto na forma como no conte\u00fado, esses novos protagonismos oferecem subs\u00eddios para uma nova s\u00edntese te\u00f3rica que as teorias revolucion\u00e1rias anteriores, inclusive a marxista e suas express\u00f5es org\u00e2nicas, socialistas e comunistas, embora necess\u00e1rias n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicas e nem suficientes. O ecossocialismo com o aporte de contribui\u00e7\u00f5es de novas vertentes, como o Bien Vivir\/Buon Vivir, \u00e9 a iniciativa mais promissora dessa s\u00edntese. O enfrentamento desses seis grandes desafios, contudo, n\u00e3o se d\u00e1 apenas por for\u00e7as sociais, pol\u00edticas e culturais anti sist\u00eamicas e antihegem\u00f4nicas, mas tamb\u00e9m pelas for\u00e7as econ\u00f4micas, sociais, culturais e pol\u00edticas que d\u00e3o sustenta\u00e7\u00e3o ao sistema \u2013 ainda que o fa\u00e7am pressionadas pelas lutas anti sist\u00eamicas e anti hegem\u00f4nicas.\u00a0Esse processo fica muito evidente no caso da crise ecol\u00f3gica\/emerg\u00eancia clim\u00e1tica, uma vez que as for\u00e7as sist\u00eamicas e hegem\u00f4nicas lideradas pela governan\u00e7a corporativa global do capital e a governan\u00e7a pol\u00edtica global est\u00e3o tomando a iniciativa.<\/p>\n<p>Da parte do polo das for\u00e7as antissist\u00eamicas e antihegem\u00f4nicas essa disputa exige acumula\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, ressalta-se a import\u00e2ncia das lutas territoriais e nacionais, assim como exige converg\u00eancia das variadas formas de luta e de organiza\u00e7\u00e3o das for\u00e7as antissist\u00eamicas e antihegem\u00f4nicas para se adquirir pot\u00eancia suficiente para superar o dom\u00ednio das for\u00e7as sist\u00eamicas, ou melhor, para mudar o sistema.N\u00e3o se trata apenas de mudar o poder pol\u00edtico.\u00a0 Ora, n\u00e3o se trata apenas de assumir o poder pol\u00edtico \u2013 o que pode ocorrer em uma situa\u00e7\u00e3o de crise pol\u00edtica, e t\u00e3o pouco entender que a mudan\u00e7a do sistema se dar\u00e1 apenas pela socializa\u00e7\u00e3o dos bens de produ\u00e7\u00e3o \u2013 o que deve ser necess\u00e1rio, mas n\u00e3o necessariamente reproduzindo as experi\u00eancias revolucion\u00e1rias do s\u00e9culo XX que produziram o chamado socialismo real, cuja evolu\u00e7\u00e3o, crise, convers\u00e3o ostensiva ou velada ao capitalismo, \u00e9 motivo de descr\u00e9dito da proposta socialista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8248\" aria-describedby=\"caption-attachment-8248\" style=\"width: 1170px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8248\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Variante-Delta.jpg\" alt=\"\" width=\"1170\" height=\"700\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Variante-Delta.jpg 1170w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Variante-Delta-300x179.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Variante-Delta-768x459.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Variante-Delta-750x449.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8248\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Variante Delta<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Provavelmente viveremos um processo revolucion\u00e1rio mais longo que poder\u00e1 se iniciar antes e se prolongar para bem depois de uma ou de v\u00e1rias revolu\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. E n\u00e3o se trata apenas do tempo, trata-se das exig\u00eancias epistemol\u00f3gicas no intuito de entender os processos reais e seus impactos nas vidas das pessoas para que percebamos e valorizemos as lutas antes n\u00e3o reconhecidas, n\u00e3o pautadas, ou simplesmente desconhecidas ou secundarizadas. Para isso, h\u00e1 que reconhecer a revolu\u00e7\u00e3o cultural que est\u00e1 em curso, assumir, aprender, reeducar-se e ao mesmo tempo contribuir para se tornar uma pot\u00eancia pol\u00edtica transformadora. A tend\u00eancia mais prov\u00e1vel \u00e9 de agravamento tanto da crise do capital como da crise ecol\u00f3gica \u2013 condicionantes da revolu\u00e7\u00e3o cultural e da revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Pode-se imaginar o cen\u00e1rio de tens\u00e3o social e de disputa pol\u00edtica quando for generalizada a percep\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica e das medidas da transi\u00e7\u00e3o a partir do cen\u00e1rio vivido com a pandemia da Covid-19.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7031\" aria-describedby=\"caption-attachment-7031\" style=\"width: 2121px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7031\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Negros.jpg\" alt=\"\" width=\"2121\" height=\"1414\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7031\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Negros _ A revolta est\u00e1 pr\u00f3xima<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m desse amplo desafio cultural h\u00e1 de se enfrentar o desafio pol\u00edtico de convergir os impulsos revolucion\u00e1rios das massas na dire\u00e7\u00e3o e sentido antissist\u00eamico, dentro de uma estrat\u00e9gia que certamente n\u00e3o caber\u00e1 no c\u00edrculo de uma estrutura partid\u00e1ria \u2013 como apontam os ensaios revolucion\u00e1rios massivos do Chile, do Equador, da Bol\u00edvia, do Peru, da Tun\u00edsia, e menos recente, Gr\u00e9cia, Espanha, Fran\u00e7a \u2013 e dessa maneira a representa\u00e7\u00e3o conviver\u00e1 com a auto representa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, de segmentos de classe, povos, mulheres, jovens, negros e negras, comunidades LGBTQIA+, lutadores e lutadoras culturais, ambientais e dos direitos humanos, cujas autonomias conquistadas resistir\u00e3o tamb\u00e9m aos controles burocr\u00e1ticos centralistas, partid\u00e1rios ou estatais. Esse processo social, cultural e pol\u00edtico foi acelerado pela transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e mais precisamente, pela transi\u00e7\u00e3o digital (internet, intelig\u00eancia artificial etc.) que possibilita novas formas de coopera\u00e7\u00e3o e de explora\u00e7\u00e3o do trabalho e imp\u00f5e a recomposi\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora; tamb\u00e9m, novas rela\u00e7\u00f5es interindividuais e sociais, de mobiliza\u00e7\u00e3o<br \/>\ne de luta. Essa revolu\u00e7\u00e3o cultural que vem de baixo para cima, promovida pelos movimentos sociais e populares, pelas vias virtuais e reais, agu\u00e7am as resist\u00eancias conservadoras e estabelecem um rico contradit\u00f3rio que questiona o modo de pensar e viver atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff00ff;\"><strong>A cr\u00edtica dos e das que lutam (da pr\u00e1tica)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Os movimentos populares que ganharam as ruas das grandes cidades dos Estados Unidos e da Europa a partir do Occupy Wall Street, em 2011, levantaram a bandeira \u201cN\u00f3s Somos os 99%\u201d em contraposi\u00e7\u00e3o ao 1% da popula\u00e7\u00e3o que concentra a riqueza e a renda no mundo, desnudando as sofisticadas formas de explora\u00e7\u00e3o do trabalho, deexpropria\u00e7\u00e3o da maioria dos povos, e apropria\u00e7\u00e3o dos bens comuns da Natureza, em favor das grandes corpora\u00e7\u00f5es capitalistas tendo no topo as corpora\u00e7\u00f5es financeiras. Rebeli\u00f5es populares ganharam as ruas do Chile, Bol\u00edvia, Equador, Peru, Tun\u00edsia, Egito e outros pa\u00edses do hemisf\u00e9rio Sul, contra as condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e sociais de pobreza que a maioria vive, desnudaram o car\u00e1ter anti democr\u00e1tico dos respectivos Estados que perpetuam o poder de uma minoria associada ao capital monopolista internacional que controla e se beneficia de uma economia essencialmente extrativista baseada na explora\u00e7\u00e3o de poucos recursos naturais (minera\u00e7\u00e3o, agricultura industrial, petr\u00f3leo) destinadas ao mercado externo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6725\" aria-describedby=\"caption-attachment-6725\" style=\"width: 1380px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6725\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero.jpg\" alt=\"\" width=\"1380\" height=\"920\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero.jpg 1380w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero-300x200.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero-768x512.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero-360x240.jpg 360w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/Chile-Manifestacoes-_-2021-Boitempo-Henry-Romero-750x500.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1380px) 100vw, 1380px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6725\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Chile &#8211; Manifesta\u00e7\u00f5es _ 2021 &#8211; Boitempo<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Os povos ind\u00edgenas que em v\u00e1rios pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina formam a maioria da popula\u00e7\u00e3o, e mesmo em pa\u00edses como o Brasil em que s\u00e3o minorias sobreviventes da coloniza\u00e7\u00e3o, da escravid\u00e3o e do genoc\u00eddio assumem protagonismo pol\u00edtico em seus territ\u00f3rios, disputam as ruas e os espa\u00e7os de poder pol\u00edtico buscando inspira\u00e7\u00e3o em suas culturas milenares para denunciar a forma moderna de domina\u00e7\u00e3o identificada como colonialidade, que combina a economia extrativista em benef\u00edcio de uma minoria n\u00e3o ind\u00edgena, esgota seus ecossistemas naturais e lhes imp\u00f5e modo de pensar, produzir e consumir segundo padr\u00f5es europeus, vale dizer, coloniais. E mais que isso, apresentam uma elaborada cr\u00edtica \u00e0 cosmovis\u00e3o dominante, que v\u00ea os seres humanos apartados da natureza e todos os demais constitutivos desta, como objeto de domina\u00e7\u00e3o, uso, troca ou com\u00e9rcio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3749\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1288\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3.jpg 1920w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3-300x201.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3-768x515.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3-1024x687.jpg 1024w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/EUA-em-chamas-Abertura-3-750x503.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/p>\n<p>Essa elabora\u00e7\u00e3o abrange tamb\u00e9m a cr\u00edtica \u00e0s alternativas anti sist\u00eamicas comunistas e socialistas elaboradas a partir da vis\u00e3o euroc\u00eantrica, nas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas dos s\u00e9culos XIX e XX, revelando uma pot\u00eancia que extrapola suas comunidades e territ\u00f3rios com a filosofia do Buen Vivir\/Buon Vivir. Os movimentos ambientalistas, sejam do Norte, sejam do Sul, se multiplicaram a partir de lutas em seus respectivos territ\u00f3rios \u2013 contra empresas que destru\u00edam seus ecossistemas naturais; contaminavam os solos e as \u00e1guas, polu\u00edam os ares ou denunciavam as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es de suas cidades como a polui\u00e7\u00e3o e as doen\u00e7as associadas, e as horas perdidas no tr\u00e2nsito \u2013 convergiram em um movimento amplo, internacional, que n\u00e3o apenas age local e pensa global, mas tamb\u00e9m articula a\u00e7\u00f5es contra problemas ecol\u00f3gicos globais, haja vista as diferentes Cumbres de La Tierra paralelas \u00e0s Conven\u00e7\u00f5es da Conven\u00e7\u00e3o das Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COPs), desde 1992, e suas sucessivas marchas mundiais, em qualquer cidade, em qualquer pa\u00eds.<\/p>\n<p>A converg\u00eancia dessas variadas lutas e movimentos se deram em espa\u00e7os como o F\u00f3rum Social Mundial de 2001 em Porto Alegre, Brasil e subsequentes, possibilitando a visualiza\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter insustent\u00e1vel n\u00e3o apenas dessa ou daquela empresa, ou deste ou daquele pa\u00eds, mas de todo o sistema de produ\u00e7\u00e3o e consumo capitalista. O grito de alerta ganhou maior consist\u00eancia com os estudos cient\u00edficos que atestaram uma crise ecol\u00f3gica global, e mais recentemente convenceu a opini\u00e3o p\u00fablica mundial \u2013 arrastando inclusive parte da esquerda e do movimento sindical que n\u00e3o via liga\u00e7\u00e3o da crise ecol\u00f3gica com a crise social, nem aceitava a autonomia da luta ambiental diante da luta de classe \u2013 que a vida na Terra, inclusive da esp\u00e9cie humana, est\u00e1 em risco.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o do risco ficou mais agu\u00e7ada com a sucess\u00e3o de eventos clim\u00e1ticos extremos (picos de temperatura, tormentas, chuvas e enchentes, degelo da calota polar, perda acentuada de esp\u00e9cies, altera\u00e7\u00e3o da salinidade dos mares, etc.) associados ao aquecimento global determinado pelo efeito estufa adicional, causado pelas emiss\u00f5es<br \/>\nde CO2 resultantes da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis que alavancou a revolu\u00e7\u00e3o industrial e sustentou o capitalismo nos \u00faltimos 300 anos.\u00a0 Agora se aceita que estamos vivendo uma emerg\u00eancia global e sist\u00eamica, embora se tente reduzi-la \u00e0 crise clim\u00e1tica, por s\u00ed s\u00f3, muito grave.Religiosos e religiosas, fil\u00f3sofos e fil\u00f3sofas de variados matizes escreveram, em 1992, a Carta da Terra, implicitamente reconhecendo a como sujeito de direito e denunciando as amea\u00e7as por que passa. Quando divulgada, em 2000, os poderosos da economia e da pol\u00edtica a ignoraram dada a sua abordagem filos\u00f3fica, hol\u00edstica, contrapondo-se \u00e0 abordagem pragm\u00e1tica, emp\u00edrica, quantitativa, dominante na Agenda 21 (1992), no Protocolo de Kyoto (1997) e nos Acordos de Paris (2015).<\/p>\n<figure id=\"attachment_7170\" aria-describedby=\"caption-attachment-7170\" style=\"width: 1500px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7170\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Papa-Francisco.jpeg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"844\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7170\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Papa Francisco<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o por coincid\u00eancia, em 2015, o Papa Francisco escreveu uma carta, Laudatto Si, inspirada em Francisco de Assis, profeta da ecologia profunda, na linha da Carta da Terra, denunciando a crise ecol\u00f3gica e n\u00e3o apenas a crise clim\u00e1tica, conceituando o clima como bem comum, e caracterizando como n\u00e3o aceit\u00e1veis alternativas que reproduzissem a injusti\u00e7a ambiental, isto \u00e9, a continuidade da maior exposi\u00e7\u00e3o aos riscos para os mais pobres. Tornou-se uma refer\u00eancia para quem luta. As lutas das mulheres pela remunera\u00e7\u00e3o do trabalho dom\u00e9stico, pela valoriza\u00e7\u00e3o dos cuidados aos filhos e idosos, e a favor da remunera\u00e7\u00e3o igual em rela\u00e7\u00e3o aos homens quando executando uma mesma tarefa e outras bandeiras de g\u00eanero, sacudiram a consci\u00eancia da sociedade e suas institui\u00e7\u00f5es dominadas por homens, sustentadas por conceitos e vis\u00f5es patriarcais e sexistas. A partir de suas lutas aportaram uma cr\u00edtica ao movimento socialista e \u00e0 pr\u00f3pria vis\u00e3o de Marx que resume a explora\u00e7\u00e3o do trabalho ao trabalho assalariado mostrando que o trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o remunerado \u00e9 parte fundamental para a reprodu\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora, n\u00e3o considerada na teoria da explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Declaram ostensivamente que n\u00e3o se pode olhar apenas para o ch\u00e3o de f\u00e1brica, mas tamb\u00e9m \u00e0s cozinhas e quartos das resid\u00eancias, para se entender a produ\u00e7\u00e3o e a reprodu\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora. Sendo essa explica\u00e7\u00e3o um dos elementos fundamentais para a persist\u00eancia do patriarcado, bem como a diferencia\u00e7\u00e3o de direitos em desfavor das mulheres n\u00e3o apenas no mundo do trabalho e da fam\u00edlia, mas de toda a sociedade. As lutas das mulheres do campo de Chipko, na \u00cdndia, que se amarraram nas \u00e1rvores objetivando impedir o desflorestamento total do Himalaia; bem como as do Acre, no Brasil, que junto aos homens e crian\u00e7a alinharam seus pr\u00f3prios corpos em \u201cempates\u201d para impedir o desmatamento da Floresta Amaz\u00f4nica, denunciaram o padr\u00e3o de desenvolvimento vigente que na periferia do sistema destr\u00f3i as condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas de sobreviv\u00eancia dessas comunidades.<\/p>\n<p>Da an\u00e1lise da experi\u00eancia das primeiras emergiu a teoria do eco feminismo essencialista que associa a condi\u00e7\u00e3o feminina \u00e0 Natureza; e das segundas gerou-se a vis\u00e3o ambiental para todo o movimento campon\u00eas do Brasil. Observando o protagonismo das mulheres nas transforma\u00e7\u00f5es agroecol\u00f3gicas da economia camponesa e na luta pela soberania alimentar, pensadoras buscam explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o em uma poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica com a natureza e sim na rela\u00e7\u00e3o cultural do cuidado para com as crian\u00e7as, idosos e com a Terra, fundamento de outra vertente do eco feminismo. Em contexto hist\u00f3rico, tamb\u00e9m largo, se deve compreender a luta dos negros e negras, descendentes de milh\u00f5es de homens e mulheres capturados e capturadas entre diversos povos da \u00c1frica e transportados(as) para o Brasil, Estados Unidos e outros pa\u00edses como se mercadoria fossem e transmutados(as) em for\u00e7a de trabalho para sustentar o projeto colonial.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8608\" aria-describedby=\"caption-attachment-8608\" style=\"width: 1024px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8608\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Bandeira-dos-EUA-sangra.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"539\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8608\" class=\"wp-caption-text\"><strong>EUA<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa hist\u00f3ria da escravid\u00e3o negra, tingida de sangue pela casa grande e empretecida pela resist\u00eancia quilombola, possibilitou a acumula\u00e7\u00e3o capitalista sobre uma base rebaixada do valor da for\u00e7a de trabalho que mal garantia sua sobreviv\u00eancia e menos ainda sua reprodu\u00e7\u00e3o, suportada pela ideologia racista de hegemonia branca que estigmatizou gera\u00e7\u00f5es de negros e negras (inclusive os povos negros da \u00c1frica) como socialmente inferiores mesmo ap\u00f3s o fim da escravid\u00e3o \u2013 configurando um racismo estrutural que at\u00e9 hoje aparece n\u00e3o apenas como discrimina\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como nega\u00e7\u00e3o do pleno direito \u00e0 cidadania, sobre explora\u00e7\u00e3o do seu trabalho e v\u00edtimas preferenciais da viol\u00eancia do aparelho repressivo do Estado. As cr\u00edticas dessas variadas formas de explora\u00e7\u00e3o e domina\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o, que emanam dos movimentos sociais e populares j\u00e1 referidos e de outros, como o movimento LGBTQUIA+ que produziu manifesta\u00e7\u00f5es de massa gigantescas em v\u00e1rios pa\u00edses em defesa do direito de existir em suas diferen\u00e7as e serem igualmente respeitados; e dos(as) jovens e idosos(as) que querem ser ouvidos \u2013 nas condi\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas da crise ecol\u00f3gica e da crise capital financeiro \u2013 impulsionam elabora\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas ainda n\u00e3o consolidadas, o que parece pr\u00f3prio da ontologia cultural, em que a pr\u00e1tica vem \u00e0 frente da teoria e a teoria se fazendo pr\u00e1tica, pr\u00e1xis.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>A cr\u00edtica da cr\u00edtica do Capital (pela teoria)<\/strong><\/span><\/p>\n<p>H\u00e1 que se reconhecer a pot\u00eancia da cr\u00edtica do capital por Marx e a centralidade da teoria da explora\u00e7\u00e3o para entender a sua reprodu\u00e7\u00e3o ampliada \u2013 ainda que n\u00e3o abrangente ao trabalho dom\u00e9stico n\u00e3o assalariado e n\u00e3o esclarecida a import\u00e2ncia da Natureza na cria\u00e7\u00e3o do valor; e nem sempre considerada a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o coma produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o capitalista para sua realiza\u00e7\u00e3o \u2013 fundamental para potenciar a luta de classe e sustentar o movimento socialista por quase duzentos anos. Contudo, sua cren\u00e7a no car\u00e1ter progressista das for\u00e7as produtivas e as limita\u00e7\u00f5es da pesquisa cient\u00edfica de sua \u00e9poca n\u00e3o lhe possibilitaram antever que essas mesmas for\u00e7as produtivas poderiam no futuro (isto \u00e9, no presente) serem entraves para o progresso da humanidade, dados os seus impactos sobre o meio ambiente. Sua concep\u00e7\u00e3o de ruptura da rela\u00e7\u00e3o metab\u00f3lica entre seres humanos e a natureza \u00e9 insuficiente para identificar todos os impactos ambientais da agricultura moderna e de todo o processo industrial; e muito menos antever os limites ecol\u00f3gicos ao crescimento econ\u00f4mico. E, o que \u00e9 mais relevante, a cren\u00e7a no desenvolvimento ilimitado das for\u00e7as produtivas e do conhecimento cient\u00edfico favoreceu duas tend\u00eancias hoje questionadas ou negadas: a primeira, de que levaria e justificaria o dom\u00ednio da Natureza pelos humanos (antropocentrismo); e a segunda, de que as mesmas for\u00e7as produtivas que fizeram o progresso do capitalismo fariam o progresso do socialismo (produtivismo), adotado nos experimentos socialistas gerados por revolu\u00e7\u00f5es radicais que promoveram a socializa\u00e7\u00e3o dos bens de produ\u00e7\u00e3o e estabeleceram um poder pol\u00edtico representativo da classe trabalhadora; sem esfor\u00e7o cr\u00edtico sobre os impactos negativos ao meio ambiente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>A crise ecol\u00f3gica<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Certo \u00e9 que o desenvolvimento do capitalismo determinou a crise ecol\u00f3gica, denunciada por movimentos ambientalistas (aquecimento global, extin\u00e7\u00e3o acelerada de esp\u00e9cies, expans\u00e3o da desertifica\u00e7\u00e3o, altera\u00e7\u00e3o da salinidade das \u00e1guas dos mares, uso abusivo das \u00e1guas doces, polui\u00e7\u00e3o das cidades etc.) e provada por estudos cient\u00edficos sistematizados pelo Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, sigla em ingl\u00eas), pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Servi\u00e7os Sist\u00eamicos (IPBES, sigla em ingl\u00eas), pelo relat\u00f3rio da Conven\u00e7\u00e3o sobre Desertifica\u00e7\u00e3o e outros mais espec\u00edficos. Atualmente a percep\u00e7\u00e3o da crise ecol\u00f3gica se tornou comum a milh\u00f5es de pessoas, para uma minoria pela leitura dos relat\u00f3rios cient\u00edficos e para a maioria pela viv\u00eancia de eventos extremos em seus territ\u00f3rios que impactaram seus cotidianos e suas atividades produtivas (picos de temperatura, mudan\u00e7as do regime de chuvas,desaparecimento de esp\u00e9cies etc.) que est\u00e1 a exigir adapta\u00e7\u00e3o por parte de humanos e de outras esp\u00e9cies viventes. Essa percep\u00e7\u00e3o pode levar a um novo modo de ver a intera\u00e7\u00e3o dos seres humanos e a natureza, ou mais precisamente, a sua intera\u00e7\u00e3o coma Terra, como um ser complexo de equil\u00edbrio inst\u00e1vel, seja pela vis\u00e3o cient\u00edfica de Gaiaseja pela vis\u00e3o\u00a0 \u00a0espiritualista de Pacha Mama.<\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o subjetiva da percep\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante, haja vista a experi\u00eancia do enfrentamento da pandemia do coronav\u00edrus (Covid-19) com maior sucesso quando e onde houve maior ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas de conten\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o, que envolvem mudan\u00e7as de comportamento social. Importante tamb\u00e9m ver como se comportou o capital. Quando se imp\u00f4s paralisa\u00e7\u00e3o de algumas de suas atividades, exigiu compensa\u00e7\u00e3o financeira e pressionou as pessoas para que as mesmas retornassem \u00e0s atividades. Quando se pesquisou, produziu a distribuiu as vacinas recorreu ao poder de monop\u00f3lio para garantir seus lucros, privilegiar os pa\u00edses mais ricos ou que dominam as tecnologias dos imunizantes. Enfim, em primeiro lugar o lucro, depois a sa\u00fade e a vida da popula\u00e7\u00e3o. A emerg\u00eancia clim\u00e1tica \u2013 ponta de lan\u00e7a da crise ecol\u00f3gica \u2013 ser\u00e1 mais duradoura e mais dif\u00edcil de adapta\u00e7\u00e3o, e, o que \u00e9 mais importante, exigir\u00e1 mudan\u00e7as estruturais na produ\u00e7\u00e3o e no consumo para se alcan\u00e7ar a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO2 e outros gases do efeito estufa (CO2E). E isto s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel substituindo as fontes de energia n\u00e3o renov\u00e1veis (carv\u00e3o, petr\u00f3leo, g\u00e1s natural) por fontes de energia renov\u00e1veis (solar, e\u00f3lica, geot\u00e9rmica, biomassa, pequenas hidrel\u00e9tricas) aliados a medidas que possibilitem captar parte do CO2 acumulado na atmosfera.<\/p>\n<p>O Acordo de Paris estabeleceu a meta de eleva\u00e7\u00e3o da temperatura m\u00e9dia global n\u00e3o mais do que 2\u00baC at\u00e9 2100, e de prefer\u00eancia n\u00e3o mais do que 1,5\u00baC. Agora, em 09 de agosto de 2021, o Grupo de Trabalho I do IPCC (AR6 WGI, sigla em Ingl\u00eas), declara que tais metas ser\u00e3o ultrapassadas durante o s\u00e9culo 21 a menos que se reduzam as emiss\u00f5es de CO2e a zero l\u00edquido por volta ou logo depois de 2050. E o que \u00e9 mais grave, afirma que algumas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 vivenciadas s\u00e3o irrevers\u00edveis por s\u00e9culos ou mil\u00eanios. O capital, sua governan\u00e7a global corporativa e a governan\u00e7a global estatal se uniram para fazer essa transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica sob a l\u00f3gica do capital, associando transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e transi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, como elemento de supera\u00e7\u00e3o de sua pr\u00f3pria crise. \u00c9 a transi\u00e7\u00e3o eco capitalista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3359\" aria-describedby=\"caption-attachment-3359\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3359\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/a3d07f80-4356-42e6-943e-fd63bef72049-1.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/a3d07f80-4356-42e6-943e-fd63bef72049-1.jpg 700w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/a3d07f80-4356-42e6-943e-fd63bef72049-1-300x169.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3359\" class=\"wp-caption-text\"><strong>A crise<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>A crise do capital e a transi\u00e7\u00e3o eco capitalista<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o da crise ecol\u00f3gica ocorre em meio da mais grave crise do capitalismo desde 1929, desencadeada no setor financeiro em fun\u00e7\u00e3o do seu descolamento da produ\u00e7\u00e3o real. Quando milh\u00f5es de fam\u00edlias de trabalhadores dos Estados Unidos n\u00e3o conseguiram pagar as hipotecas de suas casas, em 2008, viu-se que sobre estes t\u00edtulosforam emitidos outras gera\u00e7\u00f5es de t\u00edtulos e que isto era pr\u00e1tica comum a outras atividades.Com a desregula\u00e7\u00e3o financeira gerou se uma crise em cadeia que atingiu grandes bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras. De repente, as lideran\u00e7as corporativas e pol\u00edticas abandonaram o discurso hegem\u00f4nico do neoliberalismo que pregava a autonomia do mercado e apelaram para o socorro gigantesco da ordem de 14 trilh\u00f5es de d\u00f3lares (em todo o mundo) dos Bancos Centrais (fundos p\u00fablicos) porque os bancos privados eram grandes demais para se deixar falir.<\/p>\n<p>Essa crise financeira se superp\u00f4s \u00e0 crise provocada pelo avan\u00e7o das for\u00e7as produtivas que impulsionam uma nova revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u2013 da internet, automa\u00e7\u00e3o, robotiza\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia das coisas, e outros \u2013 com todas suas consequ\u00eancias econ\u00f4micas e sociais, afetando a estrutura da classe trabalhadora e as condi\u00e7\u00f5es da luta de classe e das lutas libert\u00e1rias. Est\u00e1 em curso um processo de transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. O capital v\u00ea a oportunidade de conjugar transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica com transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica com a proposta de uma economia de baixo carbono, endossado por f\u00f3runs internacionais como a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, de 2012, tamb\u00e9m conhecida como Rio + 20 tentando legitimar seu discurso ao incluir a erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. J\u00e1 se passaram 10 anos e s\u00f3 agora se tenta dar materialidade \u00e0 transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono, a partir dos compromissos assumidos na COP-21 de Paris, em 2015, enquanto a pobreza aumentou.<\/p>\n<p>O capital e seus gestores acreditam que as novas tecnologias (automa\u00e7\u00e3o, autom\u00f3veis el\u00e9tricos, intelig\u00eancia artificial etc.) baseadas em energias renov\u00e1veis, possibilitar\u00e3o realizar a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica descolada da transi\u00e7\u00e3o do sistema e de todas as consequ\u00eancias sociais que a crise do capital imp\u00f4s (aumento da desigualdade de riqueza e renda, desemprego, trabalho prec\u00e1rio, exclus\u00e3o social, fome e mis\u00e9ria de bilh\u00f5es de pessoas). As principais iniciativas da transi\u00e7\u00e3o eco capitalista s\u00e3o o Pacto Verde Europeu, o Green New Deal dos Estados Unidos e o 14\u00ba Plano Quinquenal da China, que anunciou a meta de neutralidade de carbono at\u00e9 2060.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8579\" aria-describedby=\"caption-attachment-8579\" style=\"width: 700px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8579\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Xi-Jinping-China-1.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Xi-Jinping-China-1.jpg 700w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Xi-Jinping-China-1-300x139.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8579\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Xi Jinping &#8211; China<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A pol\u00edtica do Green New Deal \u00e9 incentivar a economia de baixo carbono visando atingir as metas de balan\u00e7o zero de emiss\u00f5es de CO2e at\u00e9 2050 com aporte razo\u00e1vel de recursos do Estado; vale dizer, dinheiro p\u00fablico, da sociedade, do povo, da classe trabalhadora. \u00c9 a mesma l\u00f3gica do socorro aos bancos quando da crise financeira de 2008 e do enfrentamento da crise sanit\u00e1ria da pandemia de Covid-19 em 2020, socorrendo primeiro as empresas. Mas h\u00e1 diferen\u00e7a entre as tr\u00eas crises que reduzem a efic\u00e1cia da l\u00f3gica do capital.A crise financeira de 2008 atingiu de forma diferenciada os povos e os segmentos da classe trabalhadora em cada pa\u00eds, mas o socorro preferencial ao capital financeiro agu\u00e7ou a percep\u00e7\u00e3o de exclus\u00e3o de segmentos da classe trabalhadora cujos setores perderam competitividade internacional (principalmente para a China, nova pot\u00eancia industrial e comercial) \u2013 o que, segundo v\u00e1rios autores, vai impulsionar movimentos pol\u00edticos de direita, entre eles a elei\u00e7\u00e3o de Trump. J\u00e1 na crise sanit\u00e1ria decorrente da pandemia, da Covid-19, desde 2020, a percep\u00e7\u00e3o de risco \u00e0 vida \u00e9 geral, e tanto o capital quanto a riqueza n\u00e3o s\u00e3o barreiras suficientes, ficando a diferencia\u00e7\u00e3o de classe no acesso ao tratamento. Pol\u00edticos negacionistas e pol\u00edticas neoliberais perderam espa\u00e7o para pol\u00edticos e pol\u00edticas intervencionistas, keneysianas, vide vit\u00f3ria eleitoral de Biden, nos Estados Unidos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_8568\" aria-describedby=\"caption-attachment-8568\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-8568\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Caricatura-de-Joe-Biden.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"1631\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-8568\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Caricatura de Joe Biden<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Na crise clim\u00e1tica, embora os mais atingidos possam ser povos insulares e popula\u00e7\u00f5es das orlas mar\u00edtimas \u2013 o que significa centenas de milh\u00f5es de pessoas \u2013 todos os povos ser\u00e3o atingidos, n\u00e3o havendo possibilidades de solu\u00e7\u00f5es parciais ou particulares para um fen\u00f4meno que \u00e9 global, contra o qual n\u00e3o h\u00e1 barreira sanit\u00e1ria (vacina) nem barreira financeira (embora alguns de seus efeitos possam ser menos sentidos pelos mais abastados). Exatamente por isto a governan\u00e7a corporativa do capital e a governan\u00e7a pol\u00edtica dos Estados mais desenvolvidos se sentiram obrigados e obrigaram os demais Estados nacionais a assinarem o Acordo de Paris que, resumidamente, \u00e9 o compromisso de reduzir, at\u00e9 2052, o quantitativo total das emiss\u00f5es de CO2 at\u00e9 o limite no qual o efeito estufa adicional n\u00e3o provoque a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura m\u00e9dia da superf\u00edcie da Terra em mais 2\u00baC at\u00e9 2100 se comparada \u00e0 temperatura m\u00e9dia de 1800.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica do capital pode n\u00e3o funcionar: a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica associada \u00e0 transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica tende a aumentar a concentra\u00e7\u00e3o de capital e a desigualdade de riqueza e renda (e tamb\u00e9m a pobreza) e n\u00e3o abrange a todos os setores da produ\u00e7\u00e3o e do consumo \u2013 logo, seu impacto dever\u00e1 ser menor que o previsto; dificilmente as metasdo Acordo de Paris ser\u00e3o compridas globalmente; e ainda que cumpridas, v\u00e1rios cientistas avaliam que s\u00e3o insuficientes, e o que \u00e9 mais grave, tardias, porque algumas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas j\u00e1 evidenciadas n\u00e3o ser\u00e3o revertidas neste s\u00e9culo. A transi\u00e7\u00e3o eco capitalista, como o Green New Deal, embora proponham medidas necess\u00e1rias na dire\u00e7\u00e3o certa para reduzir as emiss\u00f5es de gases do efeito estufa peca tamb\u00e9m por acreditar mais na a\u00e7\u00e3o do Estado do que na a\u00e7\u00e3o da Sociedade \u2013 quando a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o e de mitiga\u00e7\u00e3o dependem fundamentalmente da sociedade; e ainda, erradamente, reduz a crise ecol\u00f3gica \u00e0 crise clim\u00e1tica e sup\u00f5e que a solu\u00e7\u00e3o desta implica na solu\u00e7\u00e3o da outra.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>A transi\u00e7\u00e3o ecossocialista<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A crise ecol\u00f3gica imp\u00f4s um limite n\u00e3o econ\u00f4mico \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o ampliada do capital. Ignorar este limite e continuar sua reprodu\u00e7\u00e3o ampliada ou em outros termos, crescimento econ\u00f4mico continuado, colocar\u00e1 em risco o equil\u00edbrio inst\u00e1vel da Terra a que se adaptaram as esp\u00e9cies ainda existentes inclusive a esp\u00e9cie humana, extrapolando suas respectivas resili\u00eancias. A crise ecol\u00f3gica exige radicalidade nas propostas de supera\u00e7\u00e3o que dificilmente ser\u00e1 alcan\u00e7ada dentro do sistema capitalista, podendo gerar uma necessidade hist\u00f3rica de fazer n\u00e3o apenas a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m a transi\u00e7\u00e3o sist\u00eamica, do capitalismo para um novo modo de produ\u00e7\u00e3o, que estamos chamando de ecossocialista. Essa mudan\u00e7a de sistema n\u00e3o se dar\u00e1 apenas por determina\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou ecol\u00f3gica, o que nos obriga a fazer uma reflex\u00e3o, ainda que breve sobre as experi\u00eancias hist\u00f3ricas de tentativas de transi\u00e7\u00e3o ao socialismo.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias revolucion\u00e1rias de se construir uma sociedade socialista ocorreram em pa\u00edses de desenvolvimento capitalista atrasado, quando o sistema capitalista estava em crise e esta crise assumiu o car\u00e1ter de guerra. A grande guerra de 1914-1918 oportunizou a Revolu\u00e7\u00e3o de Outubro de 1917, na R\u00fassia, donde origem \u00e0 Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. A segunda grande guerra, de 1939-1940, facilitou a vit\u00f3ria da Revolu\u00e7\u00e3o no Vietnam em 1945 e da China em 1949, nos escombros dos imp\u00e9rios coloniais. Arrastada para a guerra, a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica foi a principal for\u00e7a que derrotou a Alemanha nazista, com tr\u00eas consequ\u00eancias: implantou, sem revolu\u00e7\u00e3o social, o socialismo sovi\u00e9tico nos pa\u00edses ocupados pelo Ex\u00e9rcito Vermelho; emergiu como pot\u00eancia pol\u00edtica e militar, consolidada com o desenvolvimento de igual poder de destrui\u00e7\u00e3o nuclear frente aos Estados Unidos; durante algumas d\u00e9cadas se tornou a refer\u00eancia para o movimento socialista mundial e ponto de apoio para os movimentos de liberta\u00e7\u00e3o nacional das antigas col\u00f4nias de \u00c1frica e \u00c1sia, de alguns estados neocoloniais, como Cuba, onde a revolu\u00e7\u00e3o vitoriosa se prop\u00f4s construir uma sociedade socialista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7815\" aria-describedby=\"caption-attachment-7815\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7815\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Che-Guevara-Especial.jpeg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"675\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Che-Guevara-Especial.jpeg 1200w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Che-Guevara-Especial-300x169.jpeg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Che-Guevara-Especial-768x432.jpeg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Che-Guevara-Especial-750x422.jpeg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7815\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Che Guevara , revolucion\u00e1rio sem fronteiras<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A derrocada da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, ao final dos anos 1980 resultou na maior mudan\u00e7a geopol\u00edtica da hist\u00f3ria moderna n\u00e3o provocada por uma guerra, e junto com ela o desprest\u00edgio do socialismo em escala mundial, primeiro pela sua reconvers\u00e3o ao capitalismo; segundo, pela cr\u00edtica interessada que identificou a queda da experi\u00eancia sovi\u00e9tica como prova de inviabilidade do socialismo e terceiro, pela cr\u00edtica \u00e0 esquerda e \u00e0 direita, das degenera\u00e7\u00f5es burocr\u00e1ticas e anti democr\u00e1ticas da experi\u00eancia. Uma \u00fanica condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi alterada substancialmente, a condi\u00e7\u00e3o de superpot\u00eancia militar da Federa\u00e7\u00e3o Russa, sucessora da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica. A crise econ\u00f4mica do capital no s\u00e9culo XXI, na aus\u00eancia de uma alternativa anti capitalista e do contraponto do socialismo sovi\u00e9tico, foi enfrentada pela alternativa neoliberal com a apropria\u00e7\u00e3o de parte do excedente que era destinada aos trabalhadores, seja pela rebaixamento dos sal\u00e1rios e aumento do desemprego, seja pela redu\u00e7\u00e3o das transfer\u00eancias indiretas via assist\u00eancia social, sa\u00fade p\u00fablica, subs\u00eddios ao transporte coletivo, e outros; quando n\u00e3o privatizados.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6087\" aria-describedby=\"caption-attachment-6087\" style=\"width: 1260px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6087\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Mikhail-Gorbatchev-_-2.jpg\" alt=\"Mikhail Gorbatchev\" width=\"1260\" height=\"370\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6087\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Mikhail Gorbatchev<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos pa\u00edses perif\u00e9ricos, a pol\u00edtica neoliberal, agu\u00e7ou crises pr\u00e9-existentes, agravadas por interven\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e ou militares, como na Am\u00e9rica Central, Venezuela e Cuba; ou Iraque, Siria, Afeganist\u00e3o, L\u00edbia, Sud\u00e3o, e outros\u2026 gerando ondas de desterrados, desterritorializados, refugiados, migrantes for\u00e7ados que batem \u00e0s portas dos Estados Unidos e da Europa. Em alguns pa\u00edses surgiram governos progressistas que procuram se reposicionar no cen\u00e1rio internacional, como foram os governos de Lula e Dilma no Brasil, Chaves e Maduro na Venezuela, Correia no Equador, Evo Morales na Bol\u00edvia, Cristina Kirchnner na Argentina e Obrador no M\u00e9xico. Nesse cen\u00e1rio o elemento novo e consistente foi a emerg\u00eancia da China como pot\u00eancia mundial, concorrendo com os Estados Unidos em seu pr\u00f3prio terreno, da economia, da tecnologia e dos investimentos externos. Diferente, contudo, da contraposi\u00e7\u00e3o exercida pela antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica cujo principal objeto de disputa geopol\u00edtica era a Europa.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5361\" aria-describedby=\"caption-attachment-5361\" style=\"width: 222px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5361\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Luiz-Inacio-Lula-da-Silva-1.jpg\" alt=\"Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u2013 caricatura\" width=\"222\" height=\"594\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5361\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<br \/><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A crise do sistema desencadeada nos mercados financeiros em 2008, embora geral, n\u00e3o gerou uma guerra entre pa\u00edses ou blocos de pa\u00edses desenvolvidos, mostrando um\u00a0padr\u00e3o de governan\u00e7a empresarial e estatal, com capacidade de lidar com os\u00a0 movimentos contestat\u00f3rios. A estabiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Federa\u00e7\u00e3o Russa reestabeleceu o equil\u00edbrio do poder militar nuclear, dissuadindo uma guerra lhes envolvendo; o que,\u00a0 at\u00e9 certo ponto, \u00e9 v\u00e1lido pela pot\u00eancia nuclear da China que j\u00e1 det\u00e9m poder de\u00a0 resposta suficiente para dissuadir um ataque (e se prop\u00f5e a atingir o mesmo patamar das outras duas pot\u00eancias ao meado deste s\u00e9culo). Claro, possibilidades revolucion\u00e1rias nos pa\u00edses desenvolvidos n\u00e3o est\u00e3o hoje vis\u00edveis, mas podem se apresentar amanh\u00e3. A tend\u00eancia de ruptura do sistema pela periferia, como aconteceu no s\u00e9culo XX, ainda est\u00e1 presente, e ser\u00e1 mais importante se o fizer na concep\u00e7\u00e3o eco socialista. Sua capacidade de impulsionar a mudan\u00e7a do sistema capitalista \u00e9 imprevis\u00edvel. Este tema nos remete \u00e0 discuss\u00e3o da estrat\u00e9gia da transi\u00e7\u00e3o ecossocialista.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6090\" aria-describedby=\"caption-attachment-6090\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-6090\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Vladimir-Putin-.jpg\" alt=\"Vladimir Putin\" width=\"900\" height=\"720\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-6090\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Vladimir Putin<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>Estrat\u00e9gia da Transi\u00e7\u00e3o Ecossocialista<\/strong><\/span><\/p>\n<p>A sociedade humana \u00e9 um mosaico de povos e na\u00e7\u00f5es organizadas em Estados nacionais (embora alguns povos e fra\u00e7\u00f5es de na\u00e7\u00f5es inseridos nos atuais estados com eles n\u00e3o se identifiquem e travem lutas por identidade e ou territ\u00f3rio pr\u00f3prios) diferenciados entre s\u00ed pela hist\u00f3ria, cultura, forma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social e pela pol\u00edtica, embora submetidos ao dom\u00ednio global do capital financeiro e a variadas formas de controle pol\u00edtico, militar, cultural e ou econ\u00f4mica por parte dos Estados neo colonialistas, especialmente Estados Unidos e Europa; e mais recentemente China, do ponto de vista econ\u00f4mico. Assim como diferem em sua inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, cultural e pol\u00edtica se situam diferentemente na ecologia global, o que deve ser considerado em uma estrat\u00e9gia de transi\u00e7\u00e3o ecossocialista.<\/p>\n<p>Resumidamente, o Norte se diferencia do Sul (Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia), onde se situam os povos que foram conquistados, e ou sofreram a coloniza\u00e7\u00e3o, ou que se inclu\u00edram na Revolu\u00e7\u00e3o Industrial marginal e tardiamente, quase todos como provedores de mat\u00e9rias primas, da extra\u00e7\u00e3o mineral ou vegetal ou de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. O Norte industrializado \u00e9 o principal respons\u00e1vel pela crise ecol\u00f3gica, produto da a\u00e7\u00e3o humana, em \u00faltima inst\u00e2ncia causada pelo capitalismo. O Norte tamb\u00e9m produziu uma amea\u00e7a ao equil\u00edbrio ecol\u00f3gico global com as armas nucleares e a possibilidade de uma guerra t\u00e3o destrutiva quanto o meteoro que caiu na pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n h\u00e1 65 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Mesmo a energia nuclear (que n\u00e3o emite gases do efeito estufa) usada para fins pac\u00edficos produz res\u00edduos radioativos e acidentes que, at\u00e9 agora, a inviabiliza como alternativa aos combust\u00edveis f\u00f3sseis, embora alguns pa\u00edses e pessoas a consideram como tal; e pesquisas estejam sendo feitas com reatores a t\u00f3rio, que, segundo dizem, n\u00e3o gerariam res\u00edduos radioativos. As responsabilidades diferenciadas, isto \u00e9, maiores para os estados industrializados do Norte e menores para os estados agr\u00edcolas ou de baixa industrializa\u00e7\u00e3o do Sul, foram aceitas desde o Protocolo de Kyoto, primeira regulamenta\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2, datado de 1997. Isso n\u00e3o \u00e9 suficiente. O Norte alcan\u00e7ou um patamar de riqueza e renda \u2013 acumulada pela explora\u00e7\u00e3o dos seus trabalhadores, dos trabalhadores e povos de todo o mundo, especialmente do Sul \u2013 mais que suficiente para garantir o bem estar social para todos os seus habitantes, embora isto n\u00e3o aconte\u00e7a, devido \u00e0 l\u00f3gica concentradora do capital e o controle do aparelho do Estado pela minoria que o det\u00e9m (que, recentemente, fizeram retroceder v\u00e1rias conquistas sociais, com o desmonte ou redu\u00e7\u00e3o do estado de bem estar social).<\/p>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o de ter mais que o suficiente para o bem estar de sua popula\u00e7\u00e3o tem a contrapartida de se ter menos que o suficiente para o bem estar da maioria da humanidade, sendo que cerca de 1 bilh\u00e3o vive abaixo do limitar de pobreza definido pela ONU em US$ 1,9 por dia por pessoa. Ainda que fosse poss\u00edvel distribuir a riqueza e a renda global equitativamente para toda a humanidade n\u00e3o seria poss\u00edvel lhe estender o padr\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e consumo dos pa\u00edses industrializados porque n\u00e3o haveria energia suficiente para sustenta-lo e nem os ecossistemas naturais suportariam seus impactos ambientais. Ent\u00e3o o discurso do desenvolvimento sustent\u00e1vel, da economia de baixo carbono, acaba sendo um discurso de justifica\u00e7\u00e3o de domina\u00e7\u00e3o, de exclus\u00e3o. E a contraposi\u00e7\u00e3o do crescimento zero ou do decrescimento proposto por v\u00e1rias correntes ambientalistas faz sentido quando aplicado aos pa\u00edses industrializados; mas n\u00e3o necessariamente aos pa\u00edses n\u00e3o industrializados que exigem investimentos em infraestrutura particularmente nas cidades, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, transporte, que n\u00e3o precisam reproduzir o modelo ambientalmente insustent\u00e1vel, concentrador de riqueza e renda ocorrido nos pa\u00edses industrializados.<\/p>\n<p>Dada a evolu\u00e7\u00e3o da crise ecol\u00f3gica e a prov\u00e1vel evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica diferenciada entre os diversos pa\u00edses e regi\u00f5es, n\u00e3o se pode esperar por uma revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica radical que socialize os bens de produ\u00e7\u00e3o e o poder pol\u00edtico do Estado em escala global para se implementar as medidas de transi\u00e7\u00e3o, embora algumas delas \u2013 at\u00e9 onde se pode hoje prever \u2013 s\u00f3 consigam se realizar em um regime pol\u00edtico n\u00e3o submetido ao controle do capital. Onde e quando isso ocorrer, a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica pode se dar como parte da transi\u00e7\u00e3o do sistema, respeitando se os tempos desiguais de efetiva\u00e7\u00e3o. Na vig\u00eancia do sistema capitalista, as medidas de transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica dever\u00e3o ser defendidas com a radicalidade que a ci\u00eancia e a cultura imp\u00f5em, pressionando os governos e o capital para sua efetiva\u00e7\u00e3o; ainda que sejam parciais. Sua import\u00e2ncia pol\u00edtica ser\u00e1 maior quanto maior for a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. T\u00e3o pouco se pode deixar de propor e implementar iniciativas locais, territoriais, nacionais ou regionais \u2013 de car\u00e1ter ecol\u00f3gico, econ\u00f4mico, cultural, ou pol\u00edtico, articuladas ou n\u00e3o com um plano global de transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, como o Acordo de Paris \u2013 buscando sempre n\u00e3o submet\u00ea-las \u00e0 l\u00f3gica do capital e sempre que poss\u00edvel coloc\u00e1-las sob controle ou gest\u00e3o da sociedade. No plano da disputa ideol\u00f3gica \u00e9 fundamental que a transi\u00e7\u00e3o eco socialista tenha materialidade, expressa em variadas formas de experi\u00eancias concretas bem sucedidas, que importe para a vida das pessoas, que delas participem ou pelo menos tomem conhecimento, apoiem ou se sintam nelas representadas. O discurso deixar\u00e1 de ser meramente ideol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de associar o capital como respons\u00e1vel pela crise ecol\u00f3gica, faz se necess\u00e1rio desconstituir o seu discurso de respons\u00e1vel pelo progresso da humanidade, pela erradica\u00e7\u00e3o da pobreza e promo\u00e7\u00e3o do estado de bem-estar social, que n\u00e3o corresponde \u00e0 realidade mas ainda tem capacidade de legitim\u00e1-lo. Mostrar que at\u00e9 mesmo o capital monopolista e seus defensores j\u00e1 abandonaram essa utopia ao adotarem a ideologia neoliberal que justifica a exclus\u00e3o da maioria e emula a salva\u00e7\u00e3o de minorias (nacionais) pelo \u201cdestino manifesto\u201d ou de indiv\u00edduos pela meritocracia individual (\u201cvencedores\u201d). E quando o discurso n\u00e3o \u00e9 suficiente, apela para interven\u00e7\u00f5es mascaradas (\u201csoft power\u201d, san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas) ou novas formas de guerra (cercos militares, \u201cguerras h\u00edbridas\u201d etc), ou interven\u00e7\u00f5es militares cl\u00e1ssicas. \u00c9 nesse contexto que a nova utopia socialista, eco socialista, ecofeminista, profundamente equitativa e democr\u00e1tica, pode adquirir uma pot\u00eancia revolucion\u00e1ria capaz de mudar o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #666699;\"><strong>A disputa pela transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/strong><\/span><\/p>\n<p>O tema da transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica se imp\u00f5e porque a crise clim\u00e1tica assumiu o car\u00e1ter emergencial. O tempo da emerg\u00eancia clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 igual ao tempo da emerg\u00eancia sanit\u00e1ria. Contudo, aprendemos com a pandemia do Covid-19 que em tempos de emerg\u00eancia a luta tem que ser travada aqui e agora, o que vai acontecer com maior incid\u00eancia quando a percep\u00e7\u00e3o da emerg\u00eancia clim\u00e1tica estiver generalizada. O tempo pol\u00edtico tamb\u00e9m ficar\u00e1 encurtado, denso, f\u00e9rtil para revolu\u00e7\u00f5es e contrarrevolu\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 preciso atentar para as diferen\u00e7as entre pa\u00edses e regi\u00f5es. Uma iniciativa de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2e, em pa\u00edses do Norte, pode se resumir \u00e0 uma tens\u00e3o reformista, assimil\u00e1vel ao sistema, enquanto iniciativa semelhante em pa\u00edses perif\u00e9ricos do Sul, pode provocar uma tens\u00e3o revolucion\u00e1ria. Isto n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tico, depende da luta ideol\u00f3gica e pol\u00edtica sobre a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel \u00e9 n\u00e3o dissociar a luta pela transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica da luta de classe, das lutas feministas, anti raciais, das lutas do LGBTQUIA+, das lutas culturais \u2013 isto \u00e9, das lutas libert\u00e1rias, respeitando se as suas respectivas autonomias. N\u00e3o se trata de simplifica\u00e7\u00f5es grosseiras que reduzem as lutas ambientais, culturais, feministas, LGBTQUIA+ e demais lutas libert\u00e1rias, \u00e0 luta de classe. A luta da classe trabalhadora organizada em seus sindicatos e partidos se fundamentou na luta por sal\u00e1rios, emprego e melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, que at\u00e9 hoje tem dificuldades de perceber que a luta ambiental \u00e9 mais ampla e n\u00e3o contradit\u00f3ria com a luta de classe. Por isso mesmo a transi\u00e7\u00e3o ambiental tem que ter materialidade e n\u00e3o apenas discurso para os trabalhadores. Tem que dialogar com seus interesses imediatos.<\/p>\n<p>No caso dos trabalhadores urbanos \u2013 a grande maioria da classe trabalhadora \u2013 a quest\u00e3o do emprego \u00e9 fundamental, j\u00e1 elevado pela crise e pode se agravar em alguns setores pela transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e pela transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica donde emerge a necessidade de planejamento e garantia de novas ocupa\u00e7\u00f5es dignas e decentes. E aos camponeses que devem assumir a sustentabilidade ambiental, como a produ\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica, deve ser assegurada a realiza\u00e7\u00e3o dos seus excedentes, buscando sua autonomia em rela\u00e7\u00e3o ao capital. A agricultura industrial ter\u00e1 que passar por um longa transi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e ecol\u00f3gica, o que implica quebra de sua hegemonia pol\u00edtica. Parte fundamental da estrat\u00e9gia de transi\u00e7\u00e3o eco socialista, ainda na vig\u00eancia do sistema capitalista, \u00e9 submeter os bens comuns naturais (\u00e1guas, florestas, biodiversidade, patrim\u00f4nio gen\u00e9tico, radia\u00e7\u00e3o solar, ar, terra, e todos os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos como fotoss\u00edntese, respira\u00e7\u00e3o, ciclo de carbono, micro biota, ciclo hidrol\u00f3gico etc\u2026) ao regime de propriedade social, de uso, gest\u00e3o e quando necess\u00e1ria explora\u00e7\u00e3o coletiva ou familiar sustent\u00e1vel, desde os menores territ\u00f3rios at\u00e9 a dimens\u00e3o nacional e internacional.<\/p>\n<p>Como medida progressiva, prevalecer o direito de uso sobre o direito de propriedade; e principalmente, n\u00e3o submet\u00ea-los \u00e0 l\u00f3gica da reprodu\u00e7\u00e3o do capital que os transforma em mercadoria (valor de troca) e mais recentemente em t\u00edtulos do mercado de capitais. Em outros termos, libert\u00e1-los do cercamento imposto pelo capital, libertando tamb\u00e9m os seres humanos da aliena\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza. Exigir\u00e1 coordena\u00e7\u00e3o, planejamento, a\u00e7\u00e3o conjunta para prevalecer interesses coletivos e universais, a partir da gest\u00e3o pelas coletividades em seus respectivos territ\u00f3rios, ainda que por conting\u00eancias pol\u00edticas da transi\u00e7\u00e3o, tenham que estar submetidos a um sistema misto de Estado e comunidade. Em pa\u00edses mega biodiversos e baixo \u00edndice de industrializa\u00e7\u00e3o como o Brasil, as medidas de prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o dos seus ecossistemas s\u00e3o fundamentais para diminuir a tend\u00eancia \u00e0 extin\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies ao preservar seus habitats, assim como reduzir as emiss\u00f5es de CO2e para contribuir com a deten\u00e7\u00e3o da crise clim\u00e1tica. A principal medida, no Brasil, \u00e9 o desmatamento zero legal e ilegal no curto prazo (com exce\u00e7\u00f5es, dentro de estreitos limites, para agricultura familiar e projetos de interesse social). A redu\u00e7\u00e3o do total das emiss\u00f5es de CO2e seria extraordin\u00e1ria porque o desmatamento ou, na linguagem t\u00e9cnica, Mudan\u00e7a do Uso do Solo e Florestas,representa 44,5% do total das emiss\u00f5es de CO2e em 2019 e representava 61,66% em 2005, ano de refer\u00eancia para os compromissos assumidos pelo Brasil perante o Acordo de Paris, de 2015.<\/p>\n<p>Em verdade, a redu\u00e7\u00e3o de 16,96% do total de emiss\u00e3o de CO2e de 2005 a 2019 se deve exclusivamente \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da taxa de desmatamento, porque todos os outros quatro setores: agropecu\u00e1ria, energia, res\u00edduos e processos industriais, aumentaram suas respectivas emiss\u00f5es. Subsidiariamente, barrar qualquer iniciativa da chamada regulariza\u00e7\u00e3o fundi\u00e1ria que legaliza o apossamento ilegal das terras p\u00fablicas e legaliza o seu desmatamento. A janela de oportunidade para o Brasil cumprir metas de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de CO2e assumidas em Paris, a partir da redu\u00e7\u00e3o do desmatamento, est\u00e1 se esgotando. N\u00e3o menos importante \u00e9 a expans\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o compartilhada Estado\/Sociedade das \u00c1reas Protegidas (Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, Terras Ind\u00edgenas, Territ\u00f3rios Quilombolas, Comunidades Tradicionais). Combinado, em termos legais, com um novo regime de direito, em termos de prote\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e uso das \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Permanente e Reservas Legais (das propriedades rurais privadas).<\/p>\n<p>Na esfera do Estado, diante do desmonte observado nos \u00faltimos anos, faz-se necess\u00e1rio a remodelagem e empoderamento dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos de gest\u00e3o, monitoramento e licenciamento (Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA); Sistema Nacional de Gerenciamento dos Recursos H\u00eddricos \u2013 SINGREH) bem como de<br \/>\ninstrumentos de ordenamento como o Zoneamento Ecol\u00f3gico Econ\u00f4mico e nas cidades os Planos Diretores \u2013 em parceria com entidades da sociedade civil sem fins lucrativos. Nos pa\u00edses industrializados a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica est\u00e1 centrada no setor de energia (gera\u00e7\u00e3o de calor e eletricidade, transporte, fabrica\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o) cujas emiss\u00f5es de CO2e s\u00e3o superiores \u00e0 m\u00e9dia mundial, de 73%, (dado de 2018). Tanto o Green New Deal dos Estados Unidos como do Pacto Ecol\u00f3gico Europeu e o 14\u00ba Plano Quinquenalda China concentram a maioria dos seus recursos neste setor. Vale dizer na substitui\u00e7\u00e3o de fontes n\u00e3o renov\u00e1veis (petr\u00f3leo, gases, carv\u00e3o) por fontes renov\u00e1veis de energia (e\u00f3lica, geot\u00e9rmica, bioenergia de baixa emiss\u00e3o, e pequenas hidrel\u00e9tricas).<\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica digital (internet, intelig\u00eancia artificial, robotiza\u00e7\u00e3o, nanotecnologia, etc\u2026) est\u00e1 em curso e ela impacta toda a vida social, a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio, as rela\u00e7\u00f5es individuais e sociais e, n\u00e3o menos importante, oferece novas condi\u00e7\u00f5es tanto para o controle social como para a luta social; para o exerc\u00edcio de hegemonia e para constru\u00e7\u00e3o de contra hegemonias, e finalmente para a disputa pol\u00edtica. Basta lembrar as experi\u00eancias brasileiras das manifesta\u00e7\u00f5es de rua de junho de 2013, da campanha pelo golpe parlamentar que impediu a presidente Dilma, e principalmente das elei\u00e7\u00f5es de 2018, hegemonizadas pela direita quando de posse do uso extensivo e abusivo das m\u00eddias sociais. E mais recentemente, a experi\u00eancia positiva na conscientiza\u00e7\u00e3o e luta contra a pandemia e o negacionismo governamental. Mas a transi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica\/digital ser\u00e1 importante para a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica se efetivada com planejamento. Em poucos anos surgiram servi\u00e7os que entraram nas cadeias produtivas e comerciais e alavancaram empresas que se tornaram gigantes do mercado, tamb\u00e9m conhecidas como big techs: Google, Whatsup, Instagran, Twiter, Facebook, Uber, Amazon, e as marcas chinesas Tencent e seu Wechat, Douyin e o seu aplicativo Tiktok, e outras\u2026 que multiplicaram suas atividades com a pandemia da Covid 19.<\/p>\n<p>As tecnologias de informa\u00e7\u00e3o, antes aplicadas em pequena escala civil e em grande escala militar, deram suporte para o tele trabalho, o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, as associatividades interindividuais e coletivas, e os novos espa\u00e7os de reuni\u00e3o, de debate e de constru\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es, emerg\u00eancia de novas lideran\u00e7as culturais, sociais e pol\u00edticas. Esse mundo virtual encerra muitas contradi\u00e7\u00f5es, dentre as quais a propriedade privada de certas tecnologias e a necessidade de estar aberta aos usu\u00e1rios para que tenham escala. No centro dessa contradi\u00e7\u00e3o a exist\u00eancia de bilh\u00f5es e bilh\u00f5es de dados sobre as pessoas, as empresas, as associa\u00e7\u00f5es e partidos pol\u00edticos \u2013 armazenados em big data \u2212 possibilitam pesquisas por algor\u00edtimos imediatamente utiliz\u00e1veis para disputa do mercado, conhecer e tentar influenciar tend\u00eancias ideol\u00f3gicas e pol\u00edticas por quem os controlam ou contratam. Contudo, dada a necessidade de receber a ades\u00e3o das pessoas em escala de milh\u00f5es exigem softwares socialmente acess\u00e1veis e us\u00e1veis \u2013 o que cria v\u00e1rios espa\u00e7os do mundo virtual aberto (e quando acessado por software livre, tamb\u00e9m espa\u00e7o aberto livre).\u00a0 Concordo com alguns te\u00f3ricos que o conceituam como um novo tipo de bem comum, cujo cercamento est\u00e1 sendo tentado pelo capital monopolista e por Estados.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o central para uma alternativa eco socialista \u00e9 garantir o acesso livre e gratuito de bilh\u00f5es de pessoas aos servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o que potenciam novas formas de associa\u00e7\u00e3o e luta social. E, no curso de um processo pol\u00edtico radical, transformar todos esses instrumentos e espa\u00e7os em bens comuns sob gest\u00e3o social e<br \/>\nn\u00e3o empresarial. O capital financeiro, ajudado pelas novas tecnologias, criou mecanismos indiretos de apropria\u00e7\u00e3o do excedente global, inclusive da parte que comp\u00f5e os fundos p\u00fablicos e da parte representada pelos servi\u00e7os ambientais que n\u00e3o s\u00e3o mercadorias mas passam a ser, impondo lhes um valor de troca. Em contraposi\u00e7\u00e3o, por imposi\u00e7\u00e3o da l\u00f3gica do sistema capitalista financeirizado e globalizado todas ou quase todas as lutas sociais se tornaram tamb\u00e9m luta pela apropria\u00e7\u00e3o do excedente, mesmo quando disputam as \u201ccondi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\u201d (terra, cidades, melhoria de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, cultura, transporte, meio ambiente, trabalho dom\u00e9stico, e outras, consideradas como externalidades), al\u00e9m da luta por sal\u00e1rio, porque todas ou quase todas se tornaram fundamentais para a reprodu\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho e dos seres humanos enquanto seres sociais.<\/p>\n<p>Em todo esse processo de transi\u00e7\u00e3o o Estado \u00e9 muito importante por v\u00e1rias raz\u00f5es, e por isto mesmo deve ser objeto de disputa. A primeira porque \u00e9 o poder pol\u00edtico que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o ao sistema de produ\u00e7\u00e3o baseado na explora\u00e7\u00e3o do trabalho, na expropria\u00e7\u00e3o do trabalho n\u00e3o assalariado e na apropria\u00e7\u00e3o privada dos bens comuns. A segunda porque o Estado tamb\u00e9m legitima as outras formas de poder, como o patriarcado, o racismo estrutural e o controle pol\u00edtico e militar de Estados-na\u00e7\u00f5es perif\u00e9ricas, neocolonialismo. \u00a0Pelos seus aparelhos ideol\u00f3gicos justifica a apropria\u00e7\u00e3o da maioria do excedente por uma minoria que n\u00e3o apenas \u00e9 dona dos meios de produ\u00e7\u00e3o, mas expropria o quanto pode das \u201ccondi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\u201d que extrapola o conceito de acumula\u00e7\u00e3o primitiva.<\/p>\n<p>Terceiro, o Estado regula quase todas as rela\u00e7\u00f5es dos seres humanos consigo pr\u00f3prios, e com outros seres vivos, com os ecossistemas e os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. Assim como \u00e9 um instrumento que legitima rela\u00e7\u00f5es desumanas e ecologicamente insustent\u00e1veis, pode ser usado para sua revers\u00e3o, para a transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, e para a transi\u00e7\u00e3o eco socialista. Quarto, e n\u00e3o menos importante, o Estado regula a dimens\u00e3o e administra os fundos p\u00fablicos, que precisam ser colocados a servi\u00e7o da transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, e com maior pertin\u00eancia a servi\u00e7o da transi\u00e7\u00e3o eco socialista. Neste texto partimos das lutas sociais que enfrentam os grandes desafios do s\u00e9culo XXI, principalmente a crise ecol\u00f3gica e a crise do capital, para captarmos suas contribui\u00e7\u00f5es para uma s\u00edntese te\u00f3rica capaz de entender o que est\u00e1 ocorrendo no mundo para mud\u00e1-lo. Contudo, muitos pensadores sobre esses mesmos temas t\u00eam trilhado o caminho da teoria para a pr\u00e1tica e o encontro destes dois caminhos \u00e9 fundamental para se repensar o passado, orientar os enfrentamentos do presente, e construir o futuro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3928\" aria-describedby=\"caption-attachment-3928\" style=\"width: 768px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3928\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Imagem-de-abertura-A-crise-da-economia-em-2020.jpg\" alt=\"\" width=\"768\" height=\"561\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Imagem-de-abertura-A-crise-da-economia-em-2020.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Imagem-de-abertura-A-crise-da-economia-em-2020-300x219.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Imagem-de-abertura-A-crise-da-economia-em-2020-750x548.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3928\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Imagem da\u00a0 economia nacional em movimento<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A utopia ecossocialista, ou a antevis\u00e3o da sociedade futura pela qual lutamos, n\u00e3o \u00e9 apenas a sociedade de homens e mulheres livres da explora\u00e7\u00e3o do trabalho, mas que os produtos do trabalho tenham apenas valor de uso e que este valor de uso seja sustent\u00e1vel; uma sociedade livre da explora\u00e7\u00e3o do trabalho pago e do trabalho n\u00e3o pago; onde os bens comuns naturais, inclusive os servi\u00e7os eco sist\u00eamicos, estejam abertos ao acesso e uso por todos e todas, respeitando seus limites e tempos de reprodu\u00e7\u00e3o; uma sociedade baseada na abund\u00e2ncia que possibilite a todos e todas n\u00e3o apenas atender suas necessidades materiais, mas tamb\u00e9m suas mais nobres aspira\u00e7\u00f5es espirituais; uma sociedade organizada de forma democr\u00e1tica, horizontal, livre de qualquer forma de domina\u00e7\u00e3o, discrimina\u00e7\u00e3o e exclus\u00e3o; onde a rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos respeite suas diversidades de g\u00eanero e ra\u00e7a, idade e sexo, cultura e religi\u00e3o, etnia e nacionalidade; e vivam em intera\u00e7\u00e3o respeitosa com os outros seres vivos e harmoniosa para com a M\u00e3e Terra, Gaia, Pacha Mama. Contudo, se \u00e9 v\u00e1lida a assertiva de Karl Marx em sua obra 18 Brum\u00e1rio de Louis Bonaparte de que homens e mulheres fazem sua hist\u00f3ria n\u00e3o exatamente como e quando querem, mas dentro de circunst\u00e2ncias legadas, devemos considerar n\u00e3o apenas as circunst\u00e2ncias econ\u00f4micas, sociais e pol\u00edticas, mas tamb\u00e9m as circunst\u00e2ncias ecol\u00f3gicas e ambientais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4013\" aria-describedby=\"caption-attachment-4013\" style=\"width: 780px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4013\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Karl-Marx-2.jpg\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Karl-Marx-2.jpg 780w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Karl-Marx-2-300x154.jpg 300w, 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