{"id":7541,"date":"2021-07-02T13:00:31","date_gmt":"2021-07-02T16:00:31","guid":{"rendered":"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/?p=7541"},"modified":"2021-07-02T13:00:31","modified_gmt":"2021-07-02T16:00:31","slug":"adorno-fascismos-e-a-industria-cultural-4-0","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/2021\/07\/02\/adorno-fascismos-e-a-industria-cultural-4-0\/","title":{"rendered":"Adorno, fascismos e a ind\u00fastria cultural 4.0"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_5888\" aria-describedby=\"caption-attachment-5888\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5888\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Bomba-A-morte-da-Politica.jpg\" alt=\"explosivo\" width=\"600\" height=\"600\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5888\" class=\"wp-caption-text\"><strong><span style=\"color: #008000;\">explosivo<\/span><\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<h1 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Adorno, fascismos e a ind\u00fastria cultural 4.0<\/span><\/h1>\n<p><span style=\"color: #ff00ff;\"><strong>Por Bruna Della Torre, no Blog da Boitempo<\/strong><\/span><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, a influ\u00eancia pol\u00edtica da m\u00eddia em geral e das redes sociais em particular cresceu de maneira ostensiva. Os exemplos pululam. Em 2009, o comediante e blogueiro Beppe Grilo fundou na It\u00e1lia o Movimento Cinco Estrelas, que viria a ser uma perigosa for\u00e7a de extrema-direita no pa\u00eds. Os Estados Unidos, ber\u00e7o da ind\u00fastria cultural, que j\u00e1 haviam eleito os atores Ronald Reagan e Arnold Schwarzenegger, al\u00e7aram Donald Trump, empres\u00e1rio e apresentador do <em>reality show<\/em> \u201cO aprendiz\u201d, ao comando da maior pot\u00eancia militar do mundo. Na Ucr\u00e2nia, Volodymyr Zelensky, o comediante sem nenhuma experi\u00eancia pol\u00edtica pr\u00e9via, elegeu-se com um partido fundado em 2018, cujo nome era o mesmo da s\u00e9rie televisiva na qual ele representava um presidente, \u201cO servo do povo\u201d. Nayib Bukele ganhou a presid\u00eancia em El Salvador, o primeiro pa\u00eds a ter o Bitcoin como sua moeda oficial, a partir de uma campanha no YouTube e em outras redes sociais. No Brasil, Jair Bolsonaro, pol\u00edtico de carreira, por\u00e9m irrelevante no cen\u00e1rio nacional, tornou-se conhecido a partir da dissemina\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos no YouTube nos quais as coisas criminosas que dizia eram acompanhados da m\u00fasica \u201c<em>turn down for what<\/em>?\u201d [para que pegar leve?]. Ainda por aqui, somos obrigados a ler nos maiores jornais do pa\u00eds, semana sim outra tamb\u00e9m, que um grande nome para uma \u201cterceira via\u201d nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es \u00e9 um cidad\u00e3o cujo maior destaque profissional \u00e9 substituir Faust\u00e3o em seu programa dominical.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3748\" aria-describedby=\"caption-attachment-3748\" style=\"width: 1200px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-3748\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2020\/05\/Donald-Trump-Abertura-4.jpg\" alt=\"Donald Trump \u2013 caricatura\" width=\"1200\" height=\"1068\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3748\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Donald Trump \u2013 caricatura<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>O que v\u00e1rios desses pol\u00edticos t\u00eam em comum? Al\u00e9m do car\u00e1ter esp\u00fario, eles partilham do fato de que n\u00e3o dependeram de grandes partidos para se eleger, se tornarem eleg\u00edveis ou ganhar for\u00e7a pol\u00edtica. Muitos deles recorreram a \u201cpartidos Uber\u201d, partidos secund\u00e1rios que tiveram uma fun\u00e7\u00e3o meramente formal em sua elei\u00e7\u00e3o. Hoje, Bolsonaro sequer \u00e9 filiado a um partido. Para a proje\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dessas figuras, as m\u00eddias e redes sociais foram muito mais importantes do que o partido. N\u00e3o \u00e9 novidade que a ascens\u00e3o da extrema-direita nos \u00faltimos anos esteve diretamente ligada \u00e0 nova infraestrutura digital que transformou o capitalismo ap\u00f3s a crise econ\u00f4mica de 2008. A atua\u00e7\u00e3o da empresa Cambridge Analytica em dezenas de elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o nos deixa a menor d\u00favida quanto a isso. Entretanto, o debate a respeito da rela\u00e7\u00e3o entre pol\u00edtica e tecnologia tem ficado restrito ao problema da extra\u00e7\u00e3o de dados, da vigil\u00e2ncia e do tecnoautoritarismo. N\u00e3o que esses problemas sejam menores. N\u00e3o s\u00e3o. Mas, salvo engano, n\u00e3o d\u00e3o conta inteiramente do problema que estamos enfrentando. Express\u00f5es nebulosas como \u201c<em>fake news<\/em>\u201d e \u201cp\u00f3s-verdade\u201d, embora busquem explicar como a manipula\u00e7\u00e3o acontece por meio dessas redes, tamb\u00e9m n\u00e3o parecem suficientes para explicar o sucesso pol\u00edtico dessas figuras. Curiosamente, a principal linhagem do marxismo que tratou da rela\u00e7\u00e3o entre propaganda, fascismo, tecnologia, cultura e capitalismo \u2013 a Escola de Frankfurt \u2013 \u00e9 pouqu\u00edssimo retomada. Abaixo seguem algumas considera\u00e7\u00f5es a respeito de como as reflex\u00f5es de Theodor W. Adorno podem nos ajudar a compreender o momento presente.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7542\" aria-describedby=\"caption-attachment-7542\" style=\"width: 2000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7542\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno.png\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno.png 2000w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-300x150.png 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-1920x960.png 1920w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-768x384.png 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-1536x768.png 1536w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-555x278.png 555w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Theodor-Adorno-750x375.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7542\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Theodor Adorno<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 1967, Adorno desceu de sua suposta torre de marfim e foi at\u00e9 a \u00c1ustria, a convite da Liga de estudantes socialistas, para debater o novo radicalismo de direita, em ascens\u00e3o na Europa naquele per\u00edodo. Na Alemanha, o NPD (<em>Nationaldemokratische Partei Deutschlands<\/em>), fundado em 1964, uma das for\u00e7as neonazistas mais significativas desde o fim da guerra, ganhava cada vez mais capilaridade no corpo social. O segredo de seu sucesso, afirma Adorno, estava relacionado ao conceito \u201corganiza\u00e7\u00e3o\u201d. Este se apresentava como um movimento para al\u00e9m de qualquer sectarismo partid\u00e1rio. Apostando no efeito <em>Bandwagon, <\/em>isto \u00e9, na ideia de que as pessoas, em um movimento t\u00edpico de manada, tendem a apoiar aquilo ao qual a maioria adere, o partido se comportava como se j\u00e1 possu\u00edsse forte apoio popular. Com o slogan \u201cagora podemos novamente escolher\u201d, ele recorria a uma velha t\u00e1tica utilizada por Goebbels, de desqualifica\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica por meio cr\u00edtica aos \u201cpartidos do sistema\u201d, que o NPD rebatizava de \u201cpartidos licenciados\u201d, partidos autorizados pelos poderes dos Aliados a atuar na Alemanha Ocidental do p\u00f3s-guerra. Contrapondo-se \u00e0 velha pol\u00edtica, eles vendiam a aboli\u00e7\u00e3o da liberdade como a verdadeira liberdade. O \u201cmovimento\u201d simulava um descolamento da forma tradicional do \u201cpartido\u201d e, com isso, refor\u00e7ava a apar\u00eancia de car\u00e1ter espont\u00e2neo e distante dos interesses pol\u00edticos e econ\u00f4micos que orientam a <em>Realpolitik <\/em>institucional. Como fez isso? Por meio da propaganda, diz Adorno. A partir da\u00ed podemos inferir uma tese das mais originais: a ind\u00fastria cultural \u00e9 a nova \u201corganiza\u00e7\u00e3o\u201d. Ela pode substituir um partido de massas na constru\u00e7\u00e3o do fascismo. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil perceber a atualidade que tem essa reflex\u00e3o para a compreens\u00e3o dos casos supracitados.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>O que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 ind\u00fastria cultural<\/strong><\/h2>\n<p>Conceitos como fetichismo, aliena\u00e7\u00e3o e ideologia n\u00e3o figuram no hall da fama do marxismo, apesar de serem imprescind\u00edveis para a compreens\u00e3o do capitalismo na obra de Marx. As teorias da domina\u00e7\u00e3o s\u00e3o frequentemente vistas com desconfian\u00e7a. A teoria da \u201cind\u00fastria cultural\u201d \u00e9 uma dessas teorias e h\u00e1 muitos mal-entendidos em sua recep\u00e7\u00e3o. Por isso, vale fazer algumas considera\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas para que possamos desfazer essas confus\u00f5es e atualizar o conceito.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria cultural n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de arte popular. Tampouco \u00e9 um adjetivo para designar \u201ccultura de gente alienada\u201d ou \u201carte reificada\u201d. N\u00e3o faz o menor sentido, para Adorno, utilizar essa express\u00e3o para designar programas e m\u00fasicas espec\u00edficos, pois ind\u00fastria cultural n\u00e3o \u00e9 um conjunto de bens culturais. Tampouco se trata de confundir cultura de massas com cultura do \u201cpovo\u201d \u2013 o termo \u201cmassa\u201d utilizado pela teoria cr\u00edtica refere-se sempre \u00e0 teoria de Freud e remete, portanto, a uma teoria do enfraquecimento do \u201ceu\u201d. Ademais, ind\u00fastria cultural n\u00e3o se resume ao problema da comercializa\u00e7\u00e3o da arte, conforme pensam alguns soci\u00f3logos \u2013 embora o tornar-se \u201cmercadoria\u201d, no sentido marxiano do termo, esteja em seu cerne.<\/p>\n<p>Ind\u00fastria cultural \u00e9, em primeiro lugar, uma cr\u00edtica dial\u00e9tica, marxista da cultura. A express\u00e3o \u201ccultura de massas\u201d cede lugar \u00e0 \u201cind\u00fastria cultural\u201d justamente para n\u00e3o dar a impress\u00e3o de que se trata algo espont\u00e2neo que emana das massas. Nessa chave, o termo remete ao processo de monopoliza\u00e7\u00e3o da cultura no capitalismo tardio. Ind\u00fastria cultural trata de reifica\u00e7\u00e3o e de como esta, enquanto processo objetivo e oriundo da din\u00e2mica do capital, est\u00e1 presente na esfera do lazer como prolongamento da esfera do trabalho. Em seus muitos ensaios a respeito do tema, Adorno insiste no car\u00e1ter sist\u00eamico da ind\u00fastria cultural, isto \u00e9, no fato de ser um sistema de socializa\u00e7\u00e3o e subjetiva\u00e7\u00e3o composto pela televis\u00e3o, cinema, revistas, r\u00e1dio, <em>best-sellers<\/em>, moda, esportes, hor\u00f3scopo, etc., enfatizando como seus efeitos na percep\u00e7\u00e3o e na experi\u00eancia n\u00e3o podem ser percebidos imediatamente (at\u00e9 mesmo porque a maior parte deles \u00e9 inconsciente). Ou seja, n\u00e3o basta estudar um programa ou um meio t\u00e9cnico para compreender seu efeito enquanto sistema. Este est\u00e1 ligado ao surgimento da reprodutibilidade t\u00e9cnica, teorizada por Walter Benjamin. Nesse sentido, a teoria da ind\u00fastria cultural \u00e9 uma agenda de pesquisa, ainda em aberto.<\/p>\n<p>Mas a ind\u00fastria cultural n\u00e3o se resume a uma agenda de pesquisa relacionada \u00e0 arte e \u00e0 cultura. Ela \u00e9 tamb\u00e9m uma teoria pol\u00edtica. A carteliza\u00e7\u00e3o da cultura durante a Rep\u00fablica de Weimar e sua concentra\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os da rea\u00e7\u00e3o, personificada na figura de Alfred Hugenberg, levara Adorno a se interessar pela imprensa, pelo r\u00e1dio e por outras manifesta\u00e7\u00f5es culturais e art\u00edsticas como um dos principais elementos explicativos da ascens\u00e3o do fascismo. De um lado, pela mesma raz\u00e3o de sempre, ou seja, pela maneira como a grande m\u00eddia \u2013 naquela \u00e9poca, o r\u00e1dio e o cinema, hoje, as redes sociais e a internet \u2013 veiculam a agita\u00e7\u00e3o antidemocr\u00e1tica. Assim como o r\u00e1dio carregava o agitador das ruas para dentro da sala de estar, atualmente esse chega at\u00e9 as nossas m\u00e3os onde quer que estejamos por meio dos smartphones e das redes. Mas Adorno, por outro lado, preocupava-se tamb\u00e9m com a forma social da ind\u00fastria cultural, a partir da qual se solapam as subjetividades, se moldam os desejos, se constr\u00f3i e se reduz a linguagem com a qual nos comunicamos, se reorganiza a apreens\u00e3o do mundo por meio de estere\u00f3tipos, se produzem as identifica\u00e7\u00f5es com as <em>super stars, <\/em>que preparam tamb\u00e9m identifica\u00e7\u00f5es com l\u00edderes pol\u00edticos fascistas que assumem esse modelo. Conforme destacam Adorno e Horkheimer, a ind\u00fastria cultural \u201cassume a forma de uma autoridade desinteressada, acima dos partidos\u201d (2006, p. 132). Trata-se de um conceito\u00a0 fundamental para entender o fascismo, pois nela se fundem cultura e publicidade, e, quando se tornam indiferenciadas, a propaganda do existente e a propaganda fascista apresentam-se, elas tamb\u00e9m, como algo que paira acima da pol\u00edtica.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Ind\u00fastria cultural digital e a extrema-direita hoje<\/strong><\/h2>\n<p>\u201cO fato \u00e9 que nos tornamos p\u00e9ssimos dist\u00f3picos \u2013 e nossos intelectuais tecn\u00f3filos, apaixonados pelo Vale do Sil\u00edcio e por termos como \u2018inova\u00e7\u00e3o\u2019, s\u00e3o em parte culpados.\u201d Dif\u00edcil n\u00e3o concordar, a esta altura do campeonato, com a observa\u00e7\u00e3o de Evgeny Morozov (2018, p. 133). Nem mesmo Adorno foi capaz de prever as propor\u00e7\u00f5es e a abrang\u00eancia que o sistema ind\u00fastria cultural poderia assumir. Se quisermos pensar a \u201cnova organiza\u00e7\u00e3o\u201d da extrema-direita, precisamos atualizar a teoria da ind\u00fastria cultural a partir de uma considera\u00e7\u00e3o materialista de seus novos desdobramentos econ\u00f4micos, pol\u00edticos e culturais.<\/p>\n<p>Antes do advento da internet, os agitadores antidemocr\u00e1ticos precisavam ir \u00e0s escolas, igrejas, r\u00e1dios, f\u00e1bricas, \u00e0 televis\u00e3o, etc. Em todos esses lugares e meios, em menor ou menor grau, o acesso possui regras e \u00e9 limitado. \u00c9 certo que a ind\u00fastria cultural j\u00e1 havia sido um dos principais instrumentos do fascismo, mas ela n\u00e3o compensava a import\u00e2ncia do partido. O mais recente desenvolvimento das for\u00e7as produtivas promoveu essa mudan\u00e7a. O surgimento das redes sociais derrubou qualquer barreira para esse tipo de agita\u00e7\u00e3o, deslegitimou inclusive os meios de comunica\u00e7\u00e3o mais tradicionais e tirou de cena o partido de massas. As redes sociais possuem mais capilariza\u00e7\u00e3o social que qualquer organiza\u00e7\u00e3o jamais sonhou. As campanhas pol\u00edticas passaram a ser feitas principalmente a partir das redes, v\u00e1rios dos pol\u00edticos citados no in\u00edcio deste texto sequer se deram ao trabalho de aparecer em debates televisionados e, vale repetir, a import\u00e2ncia do partido em sua elei\u00e7\u00e3o foi secund\u00e1ria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, concorre para o sucesso desse novo radicalismo de direita o fato de que a ind\u00fastria cultural, em sua vers\u00e3o digital, continua a se apresentar como \u201cautoridade desinteressada\u201d. Seu car\u00e1ter econ\u00f4mico se esconde por tr\u00e1s da gratuidade de seus produtos e se torna ainda mais nebuloso pelo fato de que somos n\u00f3s que produzimos e compartilhamos grande parte dos conte\u00fados que as alimentam. Como \u201cautoridade desinteressada\u201d, ela n\u00e3o s\u00f3 se apresenta como algo que \u201cpaira\u201d acima dos partidos, como torna-se o ve\u00edculo ideal para uma direita que visa aparecer como alternativa \u00e0 velha pol\u00edtica. O lema bolsonarista \u201cmeu partido \u00e9 o Brasil\u201d visa justamente ultrapassar qualquer sectarismo partid\u00e1rio. Dispensando o partido ou tornando-o secund\u00e1rio, a direita recorre a essa forma acima de qualquer suspeita: as redes sociais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5833\" aria-describedby=\"caption-attachment-5833\" style=\"width: 1000px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5833\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3.jpg\" alt=\"Jair Bolsonaro\" width=\"1000\" height=\"666\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3.jpg 1000w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3-300x200.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3-768x511.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3-360x240.jpg 360w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/presidentejairbolsonaro3-750x500.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-5833\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Jair Bolsonaro<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>A nova infraestrutura em quest\u00e3o, no entanto, n\u00e3o criou apenas a base material dessa \u201cind\u00fastria cultural digital\u201d, mas igualmente a forma \u201ccultural\u201d que ela assume: o dispositivo bin\u00e1rio e behaviorista do \u201c<em>like\/dislike<\/em>\u201d, o efeito de <em>lock-in<\/em> ligado \u00e0 monopoliza\u00e7\u00e3o dessas redes e o risco do v\u00edcio (compar\u00e1vel ao do a\u00e7\u00facar e do tabaco), a manipula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es por meio da propaganda direcionada, a l\u00f3gica do \u201ccancelamento\u201d, da \u201clacra\u00e7\u00e3o\u201d e do \u201ctribalismo\u201d (LANIER, 2018, p. 142) entre outras, forneceram o modelo da sociabilidade virtual e das formas de socializa\u00e7\u00e3o a ela conectadas \u2013 para nem mencionar o emprego de estratagemas como <em>bots<\/em>, algoritmos e disparos em massa com fins de manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nas redes. Nas palavras de Morozov, \u201celes continuam escavando a nossa psique tal como as empresas de petr\u00f3leo escavam o solo\u201d (2018, p. 166). Quanto mais direcionada e personalizada \u00e9 a sua propaganda, menos partid\u00e1ria ela parece.<\/p>\n<p>Trata-se, portanto, de uma converg\u00eancia entre um aparato objetivo extremamente abrangente e um modelo de subjetiva\u00e7\u00e3o que favorece imensamente a extrema-direita. O novo radicalismo de direita mobiliza uma pol\u00edtica refrat\u00e1ria ao di\u00e1logo e \u00e0 reflex\u00e3o, que est\u00e1 profundamente conectada ao car\u00e1ter das redes sociais devido, por exemplo: \u00e0 pol\u00edtica do engajamento da aten\u00e7\u00e3o que favorece a radicaliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados produzidos e expostos na rede por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de iscas de forte apelo emocional; \u00e0 capacidade de produzir a sensa\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica; \u00e0 \u201cliberdade\u201d para veicular conte\u00fados preconceituosos sem responsabiliza\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, na maioria das vezes; \u00e0 escolha por algoritmos do que as pessoas consomem nessas redes, que produz circularidade de conte\u00fados e exclus\u00e3o de tudo que \u00e9 diferente, facilitando a forma\u00e7\u00e3o de <em>in-groups<\/em> e <em>out-groups<\/em> (ver: Adorno, \u201c<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2018\/10\/25\/adorno-a-psicanalise-da-adesao-ao-fascismo\/\" target=\"_blank\">A teoria freudiana e o padr\u00e3o da propaganda fascista<\/a>\u201c). Esses elementos, entre outros, retroalimentam um autoritarismo cujas bases podem ser as mais variadas poss\u00edveis, dilatando-as a ponto de torn\u00e1-las significativas para a vida pol\u00edtica.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2554\" aria-describedby=\"caption-attachment-2554\" style=\"width: 504px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-2554\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/Sigmund-Freud-caricatura-1.jpg\" alt=\"\" width=\"504\" height=\"664\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2554\" class=\"wp-caption-text\"><strong>Sigmund Freud &#8211; caricatura<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Num mundo de precariedade econ\u00f4mica e social que nos coloca num estado permanente de ansiedade, as redes sociais se apresentam como um b\u00e1lsamo para o sofrimento. Elas ocupam os muitos espa\u00e7os vazios, de espera e prometem nos livrar de nosso sofrimento a cada mensagem, \u201cmeme\u201d, v\u00eddeo, etc. Tamb\u00e9m assim elas garantem maior engajamento que qualquer programa pol\u00edtico-partid\u00e1rio. Por isso, n\u00e3o custa terminar lembrando, com Adorno e Horkheimer (e Marx) que \u201ca ind\u00fastria s\u00f3 se interessa pelos homens como clientes e empregados e, de fato, reduziu a humanidade inteira, bem como cada um de seus elementos, a essa f\u00f3rmula exaustiva\u201d (2006, p. 121). Sendo assim, precisamos considerar que a ind\u00fastria cultural digital nada mais \u00e9 do que <em>business as usual, <\/em>embora o \u201cdigital\u201d pare\u00e7a ter se autonomizado em rela\u00e7\u00e3o ao pol\u00edtico e ao econ\u00f4mico. Para isso, precisamos reconhecer a insufici\u00eancia das interpreta\u00e7\u00f5es do fen\u00f4meno das redes sociais, por exemplo, a partir de suas contratend\u00eancias. An\u00e1lises que se concentram exclusivamente na \u201cag\u00eancia\u201d das pessoas nas redes sociais recaem no erro de analisar o capitalismo por meio do consumo e numa vis\u00e3o liberal que confia no mercado como a melhor forma de desenvolvimento de nossas subjetividades.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-5539\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx.jpg\" alt=\"\" width=\"1600\" height=\"1503\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx.jpg 1600w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx-300x282.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx-1024x962.jpg 1024w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx-768x721.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx-1536x1443.jpg 1536w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/Karl-Marx-750x705.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/p>\n<p>Em sua palestra sobre o radicalismo de direita, Adorno faz um alerta importante: n\u00e3o somos n\u00f3s, da esquerda, que temos o dom\u00ednio pol\u00edtico e econ\u00f4mico sobre a ind\u00fastria cultural e sua m\u00e1quina de propaganda. Embora sejamos obrigadas a habitar as contradi\u00e7\u00f5es sob as quais vivemos e fa\u00e7amos nossas disputas com o que temos, n\u00e3o podemos nos iludir quanto a isso e \u00e9 preciso ter um programa. Nesse sentido, \u00e9 importante retomar uma cr\u00edtica mais ampla da ind\u00fastria cultural enquanto forma social e cultural em conjunto com o debate sobre a \u201cpol\u00edtica dos dados\u201d, pois a ascens\u00e3o da extrema-direita tem mostrado que n\u00e3o se trata apenas de manipula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, mas de um aparato que est\u00e1 sendo capaz, em certo sentido, de transformar as formas tradicionais de \u201corganiza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Talvez tenhamos perdido nossa capacidade de imaginar distopias, pois todas as que conhec\u00edamos se tornaram realidade. Aquilo que Fredric Jameson chamou de \u201cp\u00f3s-modernismo\u201d e Mark Fisher de \u201crealismo capitalista\u201d tem justamente a ver com o fato de que nosso horizonte de expectativas encolheu-se at\u00e9 o ponto de quase desaparecer. Isso est\u00e1 muito presente no debate sobre tecnologias e redes sociais. O mundo p\u00f3s-2008, t\u00e3o perto no passado, no qual viv\u00edamos sem iPhone, Facebook, Twitter, Uber e AirbnB, parece inimagin\u00e1vel. Precisamos, talvez, ent\u00e3o, junto com nossa cr\u00edtica \u00e0 ind\u00fastria cultural, ampliar nossas capacidades ut\u00f3picas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_7476\" aria-describedby=\"caption-attachment-7476\" style=\"width: 1440px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-7476\" src=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade.jpg\" alt=\"\" width=\"1440\" height=\"1080\" srcset=\"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade.jpg 1440w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade-300x225.jpg 300w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade-1365x1024.jpg 1365w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade-768x576.jpg 768w, https:\/\/renatodias.online\/movimento\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Pos-modernidade-750x563.jpg 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1440px) 100vw, 1440px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-7476\" class=\"wp-caption-text\"><strong>P\u00f3s-modernidade<\/strong><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Bruna Della Torre\u00a0\u00e9 professora substituta no Departamento de Sociologia da Universidade de Bras\u00edlia, editora executiva da revista Cr\u00edtica Marxista, pesquisadora associada ao Laborat\u00f3rio de Estudos de Teoria e Mudan\u00e7a Social (Labemus) e membro fundador do coletivo Marxismo Feminista. Ela realizou p\u00f3s-doutorado no Departamento de Teoria Liter\u00e1ria e Literatura Comparada, doutorado em Sociologia (bolsista Capes) e mestrado em Ci\u00eancia Social (bolsista Fapesp), na Universidade de S\u00e3o Paulo. <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adorno, fascismos e a ind\u00fastria cultural 4.0 Por Bruna Della Torre, no Blog da Boitempo Nos \u00faltimos anos, a influ\u00eancia pol\u00edtica da m\u00eddia em geral e das redes sociais em particular cresceu de maneira ostensiva. Os exemplos pululam. 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