{"id":586,"date":"2019-03-31T20:47:16","date_gmt":"2019-03-31T23:47:16","guid":{"rendered":"http:\/\/renatodias.online\/web\/?p=586"},"modified":"2019-03-31T20:47:16","modified_gmt":"2019-03-31T23:47:16","slug":"55-anos-depoislembrancas-de-um-passado-que-nao-passa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/renatodias.online\/movimento\/2019\/03\/31\/55-anos-depoislembrancas-de-um-passado-que-nao-passa\/","title":{"rendered":"55 anos depois Lembran\u00e7as de um passado que n\u00e3o passa"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t1964-2019 \u2013 N\u00e3o!<br \/>\n55 anos depois<br \/>\nLembran\u00e7as de um passado que n\u00e3o passa<br \/>\nTorturas, dores cr\u00f4nicas, traumas, execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, luto, melancolia, desaparecimento for\u00e7ado, aus\u00eancia de luto<br \/>\nUma noite que durou 21 anos. Entulho autorit\u00e1rio mant\u00e9m tutela das For\u00e7as Armadas sobre a Rep\u00fablica. O poder civil. Sombras cinzentas<\/p>\n<p>Janelas<br \/>\n\u2018A \u2018Maricota\u2019, nome dado por agentes do Estado \u00e0 uma m\u00e1quina, suposta inven\u00e7\u00e3o de Henning Albert Boilensen<\/p>\n<p>\u2018Ex-subversiva, \u2018tupamara\u2019, Maria Cristina Uzlenghi Rizzi mora, em Goi\u00e2nia, e quer voltar a residir no Uruguai: 2019<\/p>\n<p>\u2018Walder\u00eas Nunes Loureiro havia se formado em Pedagogia. O sonho de vi\u00acrar professora transformou-se pesadelo<\/p>\n<figure id=\"attachment_594\" aria-describedby=\"caption-attachment-594\" style=\"width: 199px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Renato-Dias-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-594 size-medium\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Renato-Dias-2-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-594\" class=\"wp-caption-text\">Renato Dias Jornalista esoci\u00f3logo<\/figcaption><\/figure>\n<p>Socos, pontap\u00e9s, telefones, choques el\u00e9tricos nos seios e no \u00f3rg\u00e3o genital. At\u00e9 um cabo de vassoura enfiaram no seu \u00e2nus. Torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas infligidas a ela. Durante meses. Esse \u00e9 o calv\u00e1rio de Maria Cristina Uzlenghi Rizzi de Castro, hoje com 74 anos. Sob a ditadura civil e militar no Brasil [1964-1985]. Nascida no Uruguai, em Montevid\u00e9u, presa no Pa\u00eds tropi-cal, em 1971. Por supostas liga\u00e7\u00f5es com a Ala Vermelha. Uma dissid\u00eancia do PC do B. A le-genda da foice e do martelo fundada em 18 de fevereiro de 1962. Ela enfrenta, hoje, o trauma. O isolamento. A solid\u00e3o. As sequelas. Como uma hemorragia intestinal que lhe afeta. N\u00e3o ces\u00acsa. Maria Cristina Uzlenghi Rizzi mora, em Goi\u00e2nia, e quer voltar a residir no Uruguai: 2019.<\/p>\n<figure id=\"attachment_590\" aria-describedby=\"caption-attachment-590\" style=\"width: 159px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Maria-Cristina-de-Castro-Uzlenghi-Rizzi.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-590\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Maria-Cristina-de-Castro-Uzlenghi-Rizzi-159x300.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"300\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-590\" class=\"wp-caption-text\">Maria Cristina de Castro Uzlenghi Rizzi<\/figcaption><\/figure>\n<p>A \u2018Maricota\u2019, nome dado por agentes do Estado \u00e0 uma m\u00e1quina, suposta inven\u00e7\u00e3o de Henning Albert Boilensen, dinamarqu\u00eas radicado no Brasil e ex-presidente da Ultrag\u00e1s, empres\u00e1rio que recolhia dinheiro, de 1969 a 1971, para financiar os \u00f3rg\u00e3os de repress\u00e3o pol\u00edtica e militar, rodava e Pinheiro Salles urrava de dor. Com a aplica\u00e7\u00e3o de choques el\u00e9tricos no p\u00eanis e nos mamilos. O seu t\u00edmpano acabou estourado. O punho, quebrado. Nada mais nada menos do que quase dez anos nas pris\u00f5es. Tempos sombrios aqueles. Anos de chumbo. Uma noite que durou 21 anos. Como apontam o jornalista Fl\u00e1vio Tavares e o cineasta Camilo Tavares. Tr\u00e1gico. Pinheiro Salles sofreu um AVC e convive com fantasmas no passado no \u2018Tempo Presente\u2019.<br \/>\nEm Belo Horizonte, Walder\u00eas Nunes Loureiro havia se formado em Pedagogia. O sonho de vi-rar professora transformou-se pesadelo. Com a decreta\u00e7\u00e3o do Ato Institucional N\u00famero 5. Em 13 de dezembro de 1968. Pelo general-presidente da Rep\u00fablica, Arthur da Costa e Silva. A sa\u00edda adotada foi cair na clandestinidade, adotar um codinome, fugir com o seu marido para S\u00e3o Paulo, Capital. Longe da ca\u00e7a aos \u2018indesej\u00e1veis\u2019. O seu c\u00f4njuge acabou executado. Eduardo Ant\u00f4nio da Fonseca. \u00c0 sangue frio. A not\u00edcia estava estampada nos jornais. A morte de um su\u00acposto terrorista. A ativista terminou presa. Ao lado de Jos\u00e9 J\u00falio de Ara\u00fajo. Morto sob tortura. Com a sua narrativa, a ex-secret\u00e1ria da Educa\u00e7\u00e3o em Goi\u00e2nia exp\u00f5e o seu drama. Fala. Chora.<br \/>\nAmelinha Teles, presa com o marido C\u00e9sar Teles, e o militante Carlos Nicolau Danielle, caiu. Termo utilizado para significar pris\u00e3o. Deten\u00e7\u00e3o. C\u00e1rcere. Os tr\u00eas foram torturados. Na OBAN. A Opera\u00e7\u00e3o Bandeirantes. Coordenada pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. Carlos Nicolau Danielle n\u00e3o resistiu \u00e0s sev\u00edcias e morreu. Ensanguentado. Filhos do casal, Jana\u00edna Teles e Edson Teles foram levados, com 5 e 4 anos, respectivamente, para assistirem \u00e0s cenas de torturas a que os pais eram submetidos. Ano de 1972. A tia das crian\u00e7as, gr\u00e1vida, parou na cadeia. Mais torturas. Crimeia Schimdt. O filho nasceu atr\u00e1s das grades. Jo\u00e3o Carlos. No PIC. O Pe\u00aclot\u00e3o de Investiga\u00e7\u00f5es Criminais. Unidade do Ex\u00e9rcito. Bras\u00edlia. Jo\u00e3o Carlos tem depress\u00e3o<\/p>\n<figure id=\"attachment_591\" aria-describedby=\"caption-attachment-591\" style=\"width: 216px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Marcos-Ant\u00f4nio-Dias-Batista.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-591\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Marcos-Ant\u00f4nio-Dias-Batista-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"300\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-591\" class=\"wp-caption-text\">Marcos Ant\u00f4nio Dias Batista<\/figcaption><\/figure>\n<p>Marcos Antonio Dias Batista, de apenas 15 anos de idade, ex-estudante do Col\u00e9gio Lyceu de Goi\u00e2nia, insubmisso e participante das revoltas de 1968, na Capital do Estado de Goi\u00e1s, teria sido preso, torturado, executado extrajudicialmente e enterrado em local sabido e n\u00e3o divulgado. Em maio de 1970. A sua m\u00e3e, Maria de Campos Baptista, deixou a porta de sua casa, um barrac\u00e3o, aberta todas as noites. Por 10 anos. Aguardando, em v\u00e3o, o seu retorno. Os seus restos mortais nunca foram encontrados. A sua m\u00e3e obteve senten\u00e7a favor\u00e1vel na Justi\u00e7a Federal, que determinava que o ministro da Defesa, o chefe do Ex\u00e9rcito, Marinha e Aero\u00acn\u00e1u\u00actica, a recebesse em audi\u00eancia. Oficial. Em Bras\u00edlia. O titular da Pasta era Jos\u00e9 de Alencar.<br \/>\nA Justi\u00e7a Federal estabeleceu que a Uni\u00e3o lhe repassasse dossi\u00eas, documentos confidenciais e relat\u00f3rios da repress\u00e3o pol\u00edtica durante a ditadura civil e militar que pudessem elucidar as circunst\u00e2ncias da pris\u00e3o, tortura, execu\u00e7\u00e3o extrajudicial e o local onde estariam sepultados os seus restos mortais. O Governo Federal prometeu empenho na solu\u00e7\u00e3o do crime. Ainda sem castigo. Maria de Campos Baptista saiu da audi\u00eancia, pegou a estrada de volta a Goi\u00e2nia e um carro desgovernado atingiu-lhe. A assistente social aposentada morreu na hora. Aos 78 anos de idade. Sem realizar o seu sonho. De dar um sepultamento a seu filho. Desaparecido em 1970. Dia tr\u00e1gico de 15 de fevereiro de 2016. Um passado que n\u00e3o passa. Ali\u00e1s,nem \u00e9 passado<br \/>\nO filho ca\u00e7ula de Maria de Campos Baptista, \u00e0 \u00e9poca com dois e tr\u00eas anos de idade, sofreu abusos sexuais. De filhos de um delegado de Pol\u00edcia, Ibrahim Chediack, que integrava o Esquadr\u00e3o da Morte, e fazia parte da For\u00e7a-Tarefa de combate \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o e aos dissidentes do regime civil e militar instalado ap\u00f3s o golpe de Estado, civil e militar, que dep\u00f4s, em 31 de mar\u00e7o, 1\u00ba e 2 de abril do ano de 1964, o presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Belchior Marques Gou-lart. Um nacional-estatista. Em sua vers\u00e3o trabalhista. Herdeiro do Pai dos Pobres, Get\u00falio Var\u00acgas, que se suicidara \u00e0s 8h30, de 24 de agosto de 1954. Ap\u00f3s uma crise pol\u00edtica e militar, no Pal\u00e1cio do Catete, nos aposentos presidenciais. Com um tiro no peito. Para entrar na Hist\u00f3ria.<br \/>\nA crian\u00e7a enfrentou, depois, como trauma, a s\u00edndrome do p\u00e2nico. Aos 13 anos, em uma Cl\u00ednica Psiqui\u00e1trica passou a consultar-se, na tradicional Santa M\u00f4nica, com o psiquiatra Jo\u00e3o Alberto, m\u00e9dico conceituado na Academia e no mercado. Com interven\u00e7\u00e3o medicamentosa. Com o fim dos sintomas da S\u00edndrome do P\u00e2nico, depress\u00e3o, transtorno obsessivo e compul-sivo, o TOC, transtornos de ansiedade lhe perseguiam. Com os resultados: obesidade, que o leva \u00e0 hipertens\u00e3o e ao sedentarismo. Os fantasmas do passado lhe assombram como um espectro, hoje, aos 51 anos de idade. A sua identidade ser\u00e1 preservada. Para evitar constrangimentos. O seu maior temor \u00e9 que as pessoas que estavam ao seu redor desaparecessem. Como em 1970.<br \/>\nA culpa dos sobreviventes dos anos de chumbo, das ditaduras civis e militares, \u00e9 um dos pos-s\u00ed\u00acveis efeitos na \u2018psiqu\u00ea\u2019. O sujeito sobrevivente, que n\u00e3o morreu, obteve uma l\u00f3gica dife-ren\u00acte do destino da morte. Do irm\u00e3o e dos companheiros. De uma jornada de exerc\u00edcio de resis\u00act\u00eancia. Previsto no ide\u00e1rio liberal. Como aponta o fil\u00f3sofo da USP, adepto das ideias de Jacques Lacan, Vladimir Safatle. Estudantes com paus e pedras versus Ex\u00e9rcito, Marinha, Aeron\u00e1utica, SNI, Dops, Pol\u00edcia Federal, Pol\u00edcia Militar, Pol\u00edcia Civil, equipados, com armas, muni\u00e7\u00e3o, cen\u00acte\u00acnas de milhares de homens fardados e \u00e0 paisana. Al\u00e9m de um Poder Judici\u00e1rio submisso ao Pa\u00acl\u00e1\u00ac\u00accio do Planalto. MP fr\u00e1gil. M\u00eddia canalha. Golpista. Hegemonia de fardados, civis, tecnocratas<\/p>\n<figure id=\"attachment_587\" aria-describedby=\"caption-attachment-587\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Walder\u00eas-Nunes-Loureiro.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-587\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Walder\u00eas-Nunes-Loureiro.jpg\" alt=\"\" width=\"299\" height=\"169\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-587\" class=\"wp-caption-text\">Walder\u00eas Nunes Loureiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 o caso do filho mais velho, hoje, de Maria de Campos Baptista, com 67 anos de idade, W.A.C. B. As iniciais do seu nome. Para preservar a sua identidade. De supostos mal entendidos. De uma imagem invertida da realidade. O conceito de ideologia formulado por Karl Marx, em \u2018A Ideologia Alem\u00e3\u2019. Um cl\u00e1ssico da Filosofia Pol\u00edtica da contemporaneidade. Com avers\u00e3o ao ensi\u00acno superior formal, ao formalismo da academia, com op\u00e7\u00e3o preferencial pela fuga da realidade, com o consumo de drogas l\u00edcitas e il\u00edcitas, \u00e1lcool, ensaios de suic\u00eddio inconscientes, que n\u00e3o conseguiu se enquadrar no ideal de produtivismo e conservadorismo da sociedade de ca\u00acpitalismo tardio, neoliberal, submisso aos EUA, no Pa\u00eds, e protagonista de golpes: 1889, com a Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica; revolu\u00e7\u00e3o de 1930; as deposi\u00e7\u00f5es de 1945; de 1954; 1964; 2016.<br \/>\nEx\u00edlios e ref\u00fagios for\u00e7ados. Frei dominicano, Tito de Alencar Lima, preso ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o su-m\u00e1\u00acria do ex-deputado federal constituinte em 1946, fundador da ALN, ruptura do PCB, de 1966, Carlos Marighella, um carbon\u00e1rio baiano filho de um italiano de olhos azuis com uma mulher negra, herdeira de escravos, da etnia Hauss\u00e1. Ele, o religioso, acabou torturado. Pelo delegado de Pol\u00edcia titular do Deops [Departamento de Ordem Pol\u00edtica e Social do Estado de S\u00e3o Paulo]. Sem suportar as dores das torturas, cr\u00f4nicas, tentou o suic\u00eddio. N\u00e3o obteve su-ces\u00acso. Com a captura, n\u00e3o \u00e9 sequestro, que \u00e9 tipificado como crime comum, mas um ato re-vo\u00aclu\u00accio\u00acn\u00e1rio. Frei Tito de Alencar Lima embarcou para o Chile de depois, Fran\u00e7a. Enforcou-se. 1974<br \/>\nMaria Auxiliadora Lara Barcellos, estudante de Medicina. L\u00edder em 1968. O ano que n\u00e3o terminou. Como anota o jornalista e escritor Zuenir Ventura. Presa, torturada, exilou-se, de forma for\u00e7ada, no Chile. Com o golpe de Estado civil e militar, financiado pelos EUA, como registram documentos diplom\u00e1ticos abertos \u00e0 consulta p\u00fablica, de 11 de setembro de 1973, liderado pelo general Augusto Pinochet, que jurara lealdade a Salvador <a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Maria-Augusta-Thomaz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-589 alignleft\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Maria-Augusta-Thomaz.jpg\" alt=\"\" width=\"181\" height=\"279\"><\/a>Allende, ela refugia-se na Alemanha. As classes m\u00e9dias do Chile teriam inventado panela\u00e7os, greve e locaute dos caminho\u00acneiros. Com o suporte, documentado por Henry Kissinger e Richard Nixon, da conspira\u00e7\u00e3o dos EUA, das fra\u00e7\u00f5es do capital financeiro, agroneg\u00f3cio, industrial e de servi\u00e7os.<br \/>\nComo sequelas dos traumas, no aparelho ps\u00edquico, desenvolve transtornos psiqui\u00e1tricos, depress\u00e3o, transtorno de ansiedade, tend\u00eancias suicidas. Dos processos hist\u00f3ricos que enfrentara. Maria Auxiliadora Lara Barcellos suicida-se. Ao se jogar na esta\u00e7\u00e3o de embarque de metr\u00f4. Na Alemanha. N\u00e3o suportou as dores cr\u00f4nicas e narc\u00edsicas. Morreu jovem e bela. Um dos cap\u00edtulos tristes da Hist\u00f3ria Republicana no Brasil. O mesmo m\u00e9todo utilizado no Chile, para desestabilizar democracias populares, ocorreu, em Honduras, 2009, com Manuel Zelaya, um personagem pr\u00f3ximo do Bolivarianismo de Hugo Ch\u00e1vez, da Alba, l\u00edder da Venezuela mor\u00acto em 2013;no Paraguai, em 2012, com a queda de Fernando Lugo; e Dilma Rousseff, Brasil.<br \/>\n\u2018Pai da Psican\u00e1lise\u2019, Sigmund Freud, cuja efem\u00e9ride de 80 anos de sua morte ocorrer\u00e1 em se-tem\u00ac\u00ac\u00acbro de 2019, em \u2018Totem e o Tabu\u2019, diz que a viol\u00eancia social seria a ruptura do Pacto Civi\u00acli-za\u00ac\u00act\u00f3\u00acrio. O processo hist\u00f3rico revela que a humanidade enfrenta disputas entre as puls\u00f5es de vida e puls\u00f5es de morte. Sob os totalitarismos, como o de Adolf Hitler, da Alemanha Nazis\u00acta, Na\u00accional Socialista, que ascende ao poder, pelo voto, em 1933. De Josef St\u00e1\u00aclin, um ex-se\u00acmi-na\u00acrista, nascido na Ge\u00f3rgia, com o nome I\u00f3ssif Vissarionovich Djgatchivvilli. A\u00acl\u00e9m de Pol Pot, no Camboja, um genocida formado em Paris, Fran\u00e7a. Assim como Mao-Ts\u00e9-tung, da China, o-cor\u00acrem a \u2018banaliza\u00e7\u00e3o do mal\u2019. Como diz a fil\u00f3sofa pol\u00edtica heterodoxa judia Hannah Arendt.<br \/>\nO pesquisador Ign\u00e1cio Lewkowwicz, uma refer\u00eancia te\u00f3rica para a pesquisadora do tema Maria Liliana In\u00eas Emparan Martins Pereira, afirma que o trauma colocaria o sujeito fora do la\u00e7o social. \u00c9 que o Estado, os \u00f3rg\u00e3os de seguran\u00e7a, adotam a liturgia e a l\u00f3gica da Ideologia de Seguran\u00e7a Nacional. Do inimigo interno a ser extermina\u00acdo. Quem s\u00e3o? Os subversivos, os terroristas, os loucos, os estrangeiros, os \u2018Fora da Ordem\u2019. Para a paz e o estabelecimento da ordem social. O sujeito em trauma enfrentaria a solid\u00e3o e o desamparo. Das sociedades Civil e Pol\u00edtica. Do Estado. Para enfrentar e elaborar o \u2018processo traum\u00e1tico\u2019. O trauma, analisa a autora citada acima, poder\u00e1 provocar apatia, impot\u00eancia e a destitui\u00e7\u00e3o do lugar do sujeito.<br \/>\nO luto, por\u00e9m, exige um contato com a realidade. Da cat\u00e1strofe vivida. Com a devasta\u00e7\u00e3o, as perdas, as mortes. Com o enterro do corpo. Do ente querido. O fen\u00f4meno do ex\u00edlio \u00e9 singular. Juarez Ferraz Maia, hoje um professor de Jornalismo Internacional, da Universidade Federal de Goi\u00e1s, a UFG, preso, condenado e perseguido no Brasil, fugiu para o Chile. O presidente da Rep\u00fablica do Pa\u00eds, de 1971 a 1973, era o m\u00e9dico, ex-senador, de linhagem marxista, um seguidor das ideias de Karl Marx &amp; Friedrich Engels, Salvador Allende. Socialista. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 um novo Pa\u00eds, l\u00edngua diferente da sua, cultura, h\u00e1bitos, gastronomia distintas de sua terra natal, o desamparo e a solid\u00e3o produzem sinais narc\u00edsicos de n\u00e3o-pertencimento. Distantes.<br \/>\nMigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada. Dez mil homens, mulheres e crian\u00e7as. De 1964 a 1988, enfrentaram a crueza de ex\u00edlios e ref\u00fagios. Um efeito da viol\u00eancia do Estado. A vida do sujeito estava amea\u00e7ada pe\u00e7a ca\u00e7ada ilegal do Estado, que adotara o Terror, a Tortura e as execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais de dissidentes pol\u00edticos e ideol\u00f3gicos. At\u00e9 comportamentais, de etnia, g\u00eanero, ra\u00e7a, sexual. O resultado no aparelho ps\u00edquico \u00e9 a perda de refer\u00eancias afetivas e culturais. O que eleva a situa\u00e7\u00e3o de temor, medo, desamparo, ang\u00fastia, isolamento, solid\u00e3o, perda e dist\u00e2ncia de familiares e amigos. De sua terra natal. Com as suas idiossincrasias e identidades culturais. Aquele que era n\u00e3o existe mais. O cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 mais o mesmo. O personagem est\u00e1 morto.<br \/>\nMa\u00acria Liliana In\u00eas Emparan Martins Pereira avalia ainda que a viol\u00eancia pol\u00edtica do Estado e pa-ra\u00acmilitar se inscreve na no\u00e7\u00e3o de trauma. Sigmund Freud elabora os conceitos de trauma, ansiedade, ang\u00fastia, ansiedade, histeria, desamparo. Eles servem para ilustrar os efeitos da viol\u00eancia do autoritarismo. Da ditadura civil e militar. Dos totalitarismos examinados por Ha-nnah Arendt. A palavra, a fala, a escuta constituem alternativas terap\u00eauticas da psicologia social e da psican\u00e1lise. Para exorcizar traumas das v\u00edtimas e de seus familiares contami\u00acna\u00acdos pelo ambiente t\u00f3xico. Uma devolu\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica da viol\u00eancia ao meio social que a pro\u00acdu\u00acziu. Pa\u00acra libertar a carga, o fardo duro e pesado, dos sujeitos pol\u00edticos ou dos grupos sociais atingidos.<br \/>\nExecu\u00e7\u00e3o extrajudicial com a entrega do corpo aos familiares. Ex\u00edlio for\u00e7ado ou migra\u00e7\u00e3o. Pri-s\u00f5es pol\u00edticas com torturas f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas. Viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos fundados na mi\u00acso\u00acginia, homofobia, racismo, preconceito de classe social, diverg\u00eancias pol\u00edticas e ideol\u00f3-gicas. Morte com oculta\u00e7\u00e3o de cad\u00e1ver. Sem a entrega do corpo. Dos restos mortais dos dissi-den\u00actes pol\u00edticos aos seus familiares. O que n\u00e3o permite o direito ao luto. Um patrim\u00f4nio ima-te\u00acrial da cultura brasileira. Uma despedida simb\u00f3lica com um ritual f\u00fanebre para o \u00faltimo a-deus. O que poderia colocar um ponto final na hist\u00f3ria no sofrimento e ang\u00fastia de n\u00e3o saber o paradeiro do ente querido.Direito garantido pelo Direito Internacional dos Direitos Humanos<\/p>\n<figure id=\"attachment_588\" aria-describedby=\"caption-attachment-588\" style=\"width: 197px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Amelinha-Teles.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-588\" src=\"http:\/\/renatodias.online\/web\/wp-content\/uploads\/2019\/03\/Amelinha-Teles-197x300.jpg\" alt=\"\" width=\"197\" height=\"300\"><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-588\" class=\"wp-caption-text\">Amelinha Teles<\/figcaption><\/figure>\n<p>Tardia e incompleta. \u00c9 a Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o no Brasil. A transi\u00e7\u00e3o de um Estado Autorit\u00e1rio para um Estado Democr\u00e1tico de Direito. Ela ensaia a sua consolida\u00e7\u00e3o em 5 de outubro de 1988. Com a promulga\u00e7\u00e3o da nova Carta Magna. Classificada como cidad\u00e3. Apesar da narrativa do Estado, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal mant\u00e9m a tutela das For\u00e7as Armadas sobre o Poder Civil, a Rep\u00fablica. A Corte Suprema, o STF, em 2010, negou uma nova interpreta\u00e7\u00e3o da Lei de Anistia, que n\u00e3o teria sido ampla. Nem geral. Muito menos irrestrita. Com a autoanistia dos respons\u00e1veis, do alto da cadeia de comando aos operadores com as m\u00e3os sujas de sangue, pelas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos da ditadura do Estado Novo \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. A ordem de Em\u00edlio Garrastazu M\u00e9dici, Ernesto Geisel e Jo\u00e3o Baptista Figueiredo era matar!<br \/>\nA Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o deve ocorrer logo ap\u00f3s o fim das ditaduras civis e militares. Como ocor-reu na Argentina, com o relat\u00f3rio \u2018Nunca M\u00e1s\u2019. Na It\u00e1lia, p\u00f3s-queda do fascismo de Benito Mus\u00acsolini. Ditador. Com o fim da Era Ant\u00f4nio de Oliveira Salazar, em Portugal, ap\u00f3s a Revo-lu\u00e7\u00e3o dos Cravos, em 1974. A \u2018desnazifica\u00e7\u00e3o\u2019 da Alemanha. A pris\u00e3o dos generais que defla-gra\u00acram o golpe, na Gr\u00e9cia. A democratiza\u00e7\u00e3o da Espanha, com o Pacto de La Moncloa, depois da morte do fascista Francisco Franco. A liberta\u00e7\u00e3o e elei\u00e7\u00e3o de Nelson Mandela e o t\u00e9rmino do regime de segrega\u00e7\u00e3o social do Apartheid. Com uma Justi\u00e7a de Transi\u00e7\u00e3o que exigia a admiss\u00e3o da culpa para o perd\u00e3o e a liberdade. \u00c1frica do Sul. Anos turbulentos de 1994.<br \/>\nCom a reforma das institui\u00e7\u00f5es de Estado e a remo\u00e7\u00e3o dos agentes do Estado respons\u00e1veis, executores e c\u00famplices dos crimes de Lesa Humanidade. Assim conceituados pela ONU. A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas e da Corte Interamericana dos Direitos Humanos. Al\u00e9m da assinatura do \u2018Pacto contra a tortura\u2019. Psic\u00f3logo social, Serge Moscovici aponta os dissidentes como minorias ativas, respons\u00e1veis por mudan\u00e7as sociais. Formulador da Psicologia Contra a Ordem, sob influ\u00eancia da Teologia da Liberta\u00e7\u00e3o, Ign\u00e1cio Matin Bar\u00f3, El Salvador, diagnosticou uma Am\u00e9rica Latina marcada pela opress\u00e3o e a paranoia social. O autor defendia, primeiro, a realiza\u00e7\u00e3o de uma abordagem sociol\u00f3gica. Depois, a psicol\u00f3gica. Para apontar a abissal desigualdade econ\u00f4mica, social e cultural, o papel dos aparelhos de repress\u00e3o do Estado e dos conglomerados de comunica\u00e7\u00e3o, monop\u00f3lios de m\u00eddia. A sua an\u00e1lise te\u00f3rica referente \u00e0 viol\u00eancia \u00e9 seminal. Singular. Os elementos constitutivos da viol\u00eancia. A viol\u00eancia de agentes do Estado, a guerra psicol\u00f3gica, a polariza\u00e7\u00e3o social, em dois grupos opostos e a infer\u00eancia no desenvolvimento infantil, na psiqu\u00ea humana, nos traumas psicossociais. Nos sofrimentos ps\u00edquicos. Ferida que atinge o indiv\u00edduo, mas que constitui uma produ\u00e7\u00e3o social. Atual, em Tempos de Ingovernabilidade. Da Era Jair Bolsonaro. Um herdeiro das tradi\u00e7\u00f5es de 1964. Uma ferida ainda n\u00e3o cicatrizada. Aberta. \u00c9 um passado que n\u00e3o passa. No \u2018Tempo Presente\u2019.<br \/>\nRenato Dias, 51 anos de idade, \u00e9 graduado em Jornalismo. Mais: formado em Ci\u00eancias So-ciais, pela Universidade Federal de Goi\u00e1s. Com p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, especializa\u00e7\u00e3o, em Pol\u00edticas P\u00fablicas, na UFG. Curso de extens\u00e3o em Gest\u00e3o da Qualidade e Excel\u00eancia. Mestre em Di-reito, Rela\u00e7\u00f5es Internacionais e Desenvolvimento, pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s Aluno extraordin\u00e1rio do Doutorado em Psicologia Social, da Pontif\u00edcia Universidade Ca\u00act\u00f3lica de Goi\u00e1s. \u00c9 autor de 15 livros-reportagem. Com dezenas de premia\u00e7\u00f5es. Locais e na\u00accio\u00acnais. A sua \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 ditaduras, socialismos, revolu\u00e7\u00f5es perdidas, assim como o Direito Internacional dos Direitos Humanos. \u00c9 torcedor do Vila Nova Futebol Clube.<\/p>\n<p>Correlata<br \/>\nO que foi a ditadura civil e militar \u2013 1964 &#8211; 1985<br \/>\nFardados e civis derrubaram em 31 de mar\u00e7o, 1\u00ba e 2 de abril de 1964 o presidente da Rep\u00fablica, Jo\u00e3o Belchior Marques Goulart. Com tanques e metralhadoras. Com o aval do Supremo Tribunal Federal, a corte suprema. O Congresso Referendou a posse de Rani\u00e9re Mazzilli e a indica\u00e7\u00e3o do primeiro general-presidente, marechal Humberto Castello Branco.<br \/>\nGa\u00facho de S\u00e3o Borja, ex-ministro do Trabalho, respons\u00e1vel pelo aumento real do sal\u00e1rio m\u00ednimo, Jango, como era conhecido, \u00e9 herdeiro do nacional-estatismo, em sua vers\u00e3o trabalhista, de Get\u00falio Vargas, rotulado de \u2018Pai dos Pobres\u2019. Vargas suicidou-se \u00e0s 8h30, do dia 24 de agosto de 1954, em seus aposentos presidenciais, no Pal\u00e1cio do Catete.<br \/>\nA capital do Brasil, \u00e0 \u00e9poca, era o Rio de Janeiro, outrora Cidade Maravilhosa. Com a queda de Jango, 21 anos de ditadura civil e militar [1964-1985]. A opera\u00e7\u00e3o teve a ostensiva participa\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos das Am\u00e9ricas. Um saldo societal tr\u00e1gico. Com 479 mortos e desaparecidos pol\u00edticos. Assim como 700 trabalhadores rurais executados. Al\u00e9m de 10 mil pessoas exiladas.<br \/>\nO projeto Brasil Nunca Mais, organizado pelo Arcebispo Dom Paulo Evaristo Arns e pelo reverendo Jaime Wright, registra que duas mil pessoas, perante o Superior Tribunal Militar, o STM, denunciaram terem sido torturadas. Na cadeira-do-drag\u00e3o, socos, pontap\u00e9s, telefones, pau-de-arara. A jornalista M\u00edriam Leit\u00e3o teve de ficar em uma cela com uma cobra a seu lado.<br \/>\nRelat\u00f3rio da Comiss\u00e3o Nacional da Verdade, instalada em maio de 2012 e encerrada dia 10 de dezembro de 2014, aponta que seis mil membros do Ex\u00e9rcito, Marinha, Aeron\u00e1utica, For\u00e7a P\u00fablica foram demitidos ou reformados. UM Grupo de Trabalho da CNV diz que 12 mil ind\u00ed-genas morreram sob a ditadura civil e militar e sua pol\u00edtica indigenista e de obras fara\u00f4nicas.<br \/>\nPasmem: 39 mil trabalhadores e trabalhadoras foram reconhecidas pela Comiss\u00e3o de Anistia, \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, na Esplanada dos Minist\u00e9rios, em Bras\u00edlia [DF], a Capital da Rep\u00fablica, a terem direito \u00e0 repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ou pens\u00f5es. Por danos materiais, pol\u00edticos, sociais e simb\u00f3licos. Medidas que prejudicaram as suas vidas. Tanto civis quanto militares.<br \/>\nMais: a ditadura civil e militar, no Brasil e em Goi\u00e1s, promoveu uma violenta censura \u00e0s artes, publica\u00e7\u00e3o de livros, \u00e0 imprensa, aos filmes, pe\u00e7as de teatro. Artistas eram perseguidos, presos, espancados e exilados. Como Caetano Veloso e Gilberto Gil, exilados na Inglaterra; Chico Buarque, na It\u00e1lia; Geraldo \u2018Caminhando\u2019 Vandr\u00e9. Jornais destru\u00eddos. \u2018Empastelados\u2019.<br \/>\nO Ato Institucional N\u00famero 5, de 13 de dezembro de 1968, fechou o Congresso Nacional, a C\u00e2mara Federal, o Senado da Rep\u00fablica, as assembleias legislativas e as c\u00e2maras municipais. &#8211; Centenas de governadores, prefeitos, senadores da Rep\u00fablica, deputados federais, deputados estaduais, vereadores foram cassados. Em 1980, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva foi preso. Por greve.<\/p>\n<p>Saiba mais<br \/>\nCronologia<br \/>\n1954<br \/>\nGet\u00falio Vargas suicida-se<\/p>\n<p>1964<br \/>\nGolpe dep\u00f5e Jo\u00e3o Goulart<\/p>\n<p>1968<br \/>\nRevoltas estudantis e AI-5<\/p>\n<p>1969<br \/>\nEm\u00edlio G, M\u00e9dici assume<\/p>\n<p>1974<br \/>\nErnesto Geisel no poder<\/p>\n<p>1979<br \/>\nAnistia no Brasil<\/p>\n<p>1980<br \/>\nAtentado \u00e0 OAB<\/p>\n<p>1981<br \/>\nRiocentro<\/p>\n<p>1982<br \/>\nMorre Alexandre Baumgarten<\/p>\n<p>1984<br \/>\nEstado de S\u00edtio e Diretas j\u00e1<\/p>\n<p>1985<br \/>\nCol\u00e9gio Eleitoral<\/p>\n<p>1988<br \/>\nNova Constitui\u00e7\u00e3o<br \/>\nExclusivo<br \/>\nN\u00fameros da ditadura civil e militar no Brasil<br \/>\nMortos e desaparecidos \u2013 470<br \/>\nMortos no campo \u2013 7 mil<br \/>\nExilados \u2013 10 mil<br \/>\nExonerados nas For\u00e7as Armadas\u2013 6 mil<br \/>\nInd\u00edgenas mortos em obras fara\u00f4nicas: 12 mil<br \/>\nPedidos de repara\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e0 Comiss\u00e3o de Anistia do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a\u2013 65 mil<br \/>\nDen\u00fancias de tortura registradas pelo Superior Tribunal Militar \u2013 Duas mil<br \/>\nCensura \u2013 aos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e0s artes, espet\u00e1culos, ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica<br \/>\nArtistas exilados \u00ac\u00ac\u2013 Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Geraldo Vadr\u00e9<br \/>\nAtentados \u2013 OAB [1980], bancas de revistas [1981], Riocentro [1981]<br \/>\nMorte suspeita \u00ac\u00ac\u2013Jornalista Alexandre Von Baugartem<br \/>\nDerrota das diretas j\u00e1 \u2013 abril de 1984<br \/>\nEstado de s\u00edtio \u2013 1984<br \/>\nNova Rep\u00fablica \u2013 Morre Tancredo Neves. Assume Jos\u00e9 Sarney<br \/>\nAbertura dos arquivos do Deops \u2013 SP \u2013 1991<br \/>\nAbertura dos arquivos do Deops \u2013 GO \u2013 1995<br \/>\nLei 9.140 \u2013 Dos Mortos e desaparecidos \u2013 10 de dezembro de 1996<br \/>\nComiss\u00e3o Nacional da Verdade \u2013 2012 e encerramento em 10 de dezembro de 2014<br \/>\nReconhecimento, por DNA, de corpos de desaparecidos \u2013 2018\t\t<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\t\t\t\t1964-2019 \u2013 N\u00e3o!55 anos depoisLembran\u00e7as de um passado que n\u00e3o passaTorturas, dores cr\u00f4nicas, traumas, execu\u00e7\u00f5es extrajudiciais, luto, melancolia, desaparecimento for\u00e7ado, aus\u00eancia de lutoUma noite que durou 21 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