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Fundamentalismo bolsonarista

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Produto da modernidade técnica

Ameaças ao Brasil, à democracia e instituições

O Brasil sobe a rampa

Dijaci David de Oliveira

Não é difícil entender o que ocorreu em Brasília neste último domingo (08/01/2023). O evento era de conhecimento do Governo Distrito Federal (GDF). E, por acaso, foi eleito e apoiado pelo candidato derrotado Jair Bolsonaro. Seu atual secretário de Segurança, Anderson Torres, é um ex-Ministro da Justiça e um defensor do bolsonarismo. Tudo isso favoreceu para que uma manifestação que pede uma intervenção militar das forças armadas, o fechamento do Congresso, a derrubada do atual Governo Federal e o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF) pudesse atuar tranquilamente e de forma impune. Tudo isso era esperado. Evidente, pela clara omissão do Governo do Distrito Federal e de seu Secretário de Segurança. Se é possível entender como isso ocorreu, seguramente não é tão simples compreender o que significa o bolsonarismo e, mais ainda, o que será dele daqui para frente. O certo é que tal qual o nazismo e o fascismo, o bolsonarismo demanda uma leitura e compreensão mais aprofundada.

Benito Mussolini, fundador do Fascismo, na Itália

O bolsonarismo tem se configurado como um movimento fundamentalista. Isto é, não existe verdade para além daquilo que é aceito e compartilhado pelo próprio grupo. Como podemos chamar isso? Bolha? Mito da caverna? Fascismo? O bolsonarismo é fruto da modernidade técnica, do uso massificado das redes sociais – mais especificamente de uma técnica de comunicação em massa. A ideia seria uma revolução nas relações sociais e na comunicação, ao permitir que todos e todas pudessem ter mais liberdade para definir suas opções do que iria ler, ouvir, assistir – ou seja, teria uma ampla liberdade de expressão. Mas não foi exatamente assim que ocorreu. Um artifício novo emergiu, o algoritmo. Se dizia: “Todo mundo tem liberdade para escrever e se expressar”. Contudo o algoritmo decide que apenas algumas informações serão difundidas. A partir disso abriu um leque de mercado para empresas que vendem serviços de “criação de conteúdos” e favorecer grupos e segmentos que estão dispostos a pagar.

O bolsonarismo captou e compreendeu a potência dessa ferramenta. Fez isso massivamente a ponto de “impedir” que os participantes de seus grupos tivessem possibilidades de ler outros conteúdos (aliás, todos eram e ainda são ostensivamente desestimulados a não fazerem leituras de conteúdos que os enviados pelos seus agentes).  Nestes termos, o bolsonarismo, ao impor uma visão única e intolerante da realidade brasileira e mundial, se torna uma ameaça constante para o Brasil, à democracia e para a totalidade dos brasileiros. Portanto, é um movimento que precisa ser enfrentado amplamente e de todas as esferas da União.

Ministro do STF, Alexandre de Moraes

Neste ponto, ao intimidar e ameaçar os três poderes da República – Judiciário, Executivo e Legislativo (pois invadiram, depredaram e ameaçaram os poderes legitimamente instituídos), não resta dúvida que cabe à Nação Brasileira realizar o enfrentamento do fascismo brasileiro. Mas, ato contínuo, é preciso ir adiante e regular o papel das redes sociais. É importante garantir a sua liberdade, mas ao mesmo tempo, é fundamental eliminar as possibilidades de distorções que apontam para as ameaças à democracia brasileira

Congresso Nacional , em Brasília [DF], com a Câmara dos Deputados e o Senado da República
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